Tempos livres

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

«Te Deum»...

«Te Deum»

Nós vos louvamos, ó Deus,
nós vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra vos adora,
Pai eterno e omnipotente.

Os Anjos, os Céus e todas as Potestades,
os Querubins e os Serafins vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo,
o céu e a terra proclamam a vossa glória.

O coro glorioso dos Apóstolos,
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires
cantam os vossos louvores.

A santa Igreja anuncia por toda a terra
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade,
Pai, Filho e Espírito Santo.

Senhor Jesus Cristo, Rei da Glória,
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana
no seio da Virgem Maria.

Vós despedaçastes as cadeias da morte
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai,
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.

Socorrei os vossos servos, Senhor,
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória,
na assembleia dos vossos Santos.

Salvai o vosso povo, Senhor,
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos
e conduzi-os às fontes da vida eterna.

Nós vos bendiremos todos os dias da nossa vida
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Desça sobre nós a vossa misericórdia,
porque em vós esperamos.
Em vós espero, meu Deus,
não serei confundido eternamente.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sagrada Família

A Igreja apresenta-nos a Festa da Sagrada Família, dentro da Oitava do Natal, propondo-nos uma reflexão sobre o papel da família nos nossos dias. Jesus sendo Deus também necessitou de ter uma família que o amasse, que o protegesse, que o ensinasse. Só assim faz sentido a família, pai, mãe e filho(s), o pai que guarda, a mãe que ensina, o filho que aprende. A família é a pedra basilar da sociedade. Nela se cultivam os valores que fazem de nós homens e mulheres e nos ajudam a construir uma sociedade mais justa e solidária…

No livro de Bensirá há uma passagem muito bela sobre o papel de cada membro da família. Saibamos ser agradecidos pela família que o Senhor nos concedeu.

Deus quis honrar os pais nos filhos
e firmou sobre eles a autoridade da mãe.
Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados
e acumula um tesouro quem honra sua mãe.
Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos
e será atendido na sua oração.
Quem honra seu pai terá longa vida,
e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe.
Filho, ampara a velhice do teu pai
e não o desgostes durante a sua vida.
Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele
e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida,
porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida
e converter-se-á em desconto dos teus pecados. (Sir 3, 3-7.14-17a)

Um abraço,

 

sábado, 27 de dezembro de 2008

S. João, Apóstolo e Evangelista...

Celebramos hoje a Festa de S. João. Este foi o Discípulo amado de Cristo e foi o último dos Apóstolos a morrer. Foi o autor de vários Cartas, do Apocalipse e do quarto Evangelho.

João é o Apóstolo do Amor, porque Deus é Amor e amou-nos de tal forma que nos deu o Seu Filho, Jesus Cristo. Diz-nos Santo Agostinho: «a Vida manifestou-Se na carne, para que, nesta manifestação, aquilo que só o coração podia ver, fosse visto também com os olhos e desta forma sarasse os corações. De facto o Verbo só pode ser visto com o coração, ao passo que a carne pode ser vista também com os olhos corporais. Éramos capazes de ver a carne, mas não éramos capazes de ver o Verbo. Por isso O Verbo Se fez carne que nós podemos ver, para sarar em nós aquilo que nos torna capazes de ver o Verbo.
Nós damos testemunho do Verbo e vos anunciamos a vida eterna, que estava junto do Pai e foi manifestada em nós, isto é, foi manifestada entre nós e, ainda mais claramente, foi-nos manifestada.
Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos. Prestai atenção: Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos. Eles viram o Senhor presente na carne, ouviram as palavras da sua boca e anunciaram-nas a nós. Por isso também nós ouvimos, mas não vimos.» (Santo Agostinho, Sec. V).

Oração:
Deus todo-poderoso e eterno,
que por meio do apóstolo São João
nos revelastes os mistérios do Verbo,
concedei-nos a graça de compreender e amar
as maravilhas que ele nos fez conhecer.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Boas Festas!!!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Santo Estevão...

Santo Estevão foi um dos primeiros sete Diáconos escolhidos pelos Apóstolos, com o fim de por eles serem aliviados e auxiliados em tarefas administrativas (Act. 6, 1-6). Homem cheio do Espírito Santo, não limitou Estevão o seu «diaconado» aos serviços caritativos. Com efeito, dedicou-se, com toda a sua alma, à evangelização, tornando-se testemunho de Cristo Ressuscitado. O livro dos Actos dos Apóstolos (Act, 7) atribui-lhe um discurso, que, sendo o primeiro ensaio cristão da leitura dos textos do Antigo Testamento em função da vinda do Senhor, servirá de modelo aos primeiros arautos do Evangelho.
Primeiro diácono, foi também o primeiro mártir da Igreja. Cerca do ano 36 da nossa era, com uma morte aceite com as mesmas disposições com que Jesus aceitou a Sua, Estevão dava o supremo testemunho do Seu amor por Ele.

Oração:

Ensinai-nos, Senhor, a imitar o que celebramos,
amando os nossos inimigos,
a exemplo do primeiro mártir, Santo Estevão,
que soube implorar o perdão para os seus perseguidores.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Boas Festas!!!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

É Natal...

«Vimos a Sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo.» (Mt 2, 2b)

Foi este versículo de São Mateus que escolhi para este Natal de 2008. É um versículo simples, mas carregado de significado. A grandeza de Deus feito homem, no seio da Virgem Maria nasce em Belém e nada nem ninguém pode ficar indiferente a este acontecimento. O próprio mundo dá o sinal, no meio da noite uma luz brilha, a sua luz é tão intensa e invulgar que os Magos do Oriente viram a estrela e vieram até ao presépio de Belém.

O anuncio do nascimento de Deus no meio dos homens deve levar-nos a mudar de vida, a tornarmo-nos crianças, porque delas é o Reino dos Céus. Crianças no sentido de coração puro e de candura, simples na maneira de ser e de viver

" [Amados irmãos e irmãs,] hoje «manifestou-se a graça de Deus Salvador» (cf. Tt 2, 11), neste nosso mundo, com as suas potencialidades e as suas debilidades, os seus progressos e as suas crises, com as suas esperanças e as suas angústias. Hoje refulge a luz de Jesus Cristo, Filho do Altíssimo e filho da Virgem Maria: «Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus». Adoramo-Lo hoje, em cada ângulo da terra, envolvido em faixas e reclinado numa pobre manjedoura. Adoramo-Lo em silêncio enquanto Ele, ainda infante, parece dizer-nos para nossa consolação: não tenhais medo, «Eu sou Deus e não há outro» (Is 45, 22). Vinde a Mim, homens e mulheres, povos e nações. Vinde a Mim, não temais! Vim trazer-vos o amor do Pai, mostrar-vos o caminho da paz."

(Excerto da Mensagem Urbi et Orbe de Sua Santidade Bento XVI, 25-12-2008).

Que o Menino Jesus encha sempre a nossa vida e o nosso coração e que cada um dos novos 365 dias que nos separam do próximo Natal, sejam eles mesmos um dia de Natal. O Senhor vem para fazer Sua morada no nosso coração.

Um Santo e Feliz Natal.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Obrigado, Senhor...

Obrigado Senhor, por mais este dia que me concedeste. Que em todas as horas deste dia eu me lembre de Ti!!! Amen.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A morte...

A morte é algo que todos desejamos evitar e ver bem longe de nós, é um paradigma, porque se por um lado dizemos que caminhamos para Deus, por outro lado levamos toda uma vida a adiar esse encontro com Cristo. Não deixa de ser menos verdade que o homem tem medo e receio de tudo aquilo que desconhece, também é verdade que ninguém voltou cá para contar como foi.
Mas para os que crêm e apesar da imensa dor que a separação nos possa trazer, concordo com MRB, deveriamo-nos sentir mais protegidos porque esses que nos precederam, intercedem por nós junto de Jesus, e eles mais que ninguém (excepto Maria Santíssima), porque foram das nossas relações de amizade ou familiares percebem as nossas necessidades.
A morte de um pai, avó, primo ou amigo, deita por terra todas as nossas forças, contudo também nos recordam que a nossa vida é uma simples passagem, onde aprendemos a amar. Recorda-te ó homem que és pó e ao pó has-de voltar, diz-nos na Bíblia. Esta recordação deve-nos voltar para Deus para tudo o que é intemporal, a Caridade.
Quando partimos tudo acaba, acabam as dores, o tempo, a esperança, a fé, apenas fica a caridade como nos diz São Paulo.
E a melhor forma de estar em comunhão com os que já partiram é através da oração. Rezar por eles porque também eles rezam por nós. A forma como vivi a separação de ente queridos foi dificil, mas senti sempre a sua presença nos momentos mais difíceis, e agradeci-lhes por me terem ajudado quando mais precisei, quando não sabia o caminho, quando tinha dúvidas.
Desafio-vos a rezar um Pai Nosso por todos os que já partiram, especialmente aqueles e aquelas que não têm quem reze por eles, e um dia encontramo-nos-emos todos na Jerusalem Celeste para louvar eternamente o Cordeiro.

Um abraço,


[P.S.: Este texto foi publicado como comentário no blog CristalizArte]

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Liberdade...


O pior cárcere não é o que aprisiona o corpo mas o que asfixia a mente e algema a emoção.Sem liberdade, os homens tornam-se máquinas de trabalhar.
Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, é entregar-se, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e de proteger a emoção. Mas acima de tudo, ser livre é ter uma caso de amor com a própria existência e desvendar os seus mistérios...
(Autor desconhecido)

Um abraço,

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Advento...

«Ao celebrar anualmente a liturgia de Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: participando da longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua segunda Vinda. Celebrando o natal e o martírio do Precursor, a Igreja se une ao desejo de este: «É preciso que ele cresça e que eu diminua» (Jo 3, 30).» (Catecismo da Igreja Católica, # 524).
Votos de um Santo Advento.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Nª Senhora da Conceição...

«Não temas, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um Filho,
a quem porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David;
reinará eternamente sobre a casa de Jacob
e o seu reinado não terá fim».
Maria disse ao Anjo:
«Como será isto, se eu não conheço homem?».
O Anjo respondeu-lhe:
«O Espírito Santo virá sobre ti
e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.
Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.
E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice
e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril;
porque a Deus nada é impossível».
Maria disse então:
«Eis a escrava do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra». (Lc 1, 30-38)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Para pensar...

«Se os cristãos perdessem o sentido da conversão a Deus, o cristianismo que testemunham, não apresentaria senão o aspecto dum humanismo entre outros e ver-se-ia privado de toda a densidade propriamente religiosa».
(Thiery Maertens).

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Oração a Santo António...

Ó grande e bem-amado
Santo António de Lisboa!
Vosso amor a Deus e ao próximo,
vosso exemplo de vida cristã,
fizeram de vós
um dos maiores Santos da Igreja.
Eu vos suplico
tomar sob vossa protecção valiosa
minhas ocupações,
empreendimentos,
e toda a minha vida.
Estou persuadido
de que nenhum mal
poderá atingir-me
enquanto estiver
sob a vossa protecção.
Protegei-me e defendei-me:
sou um pobre pecador.
Recomendai minhas necessidades
e apresentai-vos
como meu medianeiro a Jesus,
a quem tanto amais.
Por vosso mérito,
Ele aumente minha fé e caridade,
console-me nos sofrimentos,
livre-me de todo mal
e não me deixe sucumbir na tentação.
Ó Deus poderoso,
livrai-me de todo o perigo
do corpo e da alma.
Auxiliado continuamente por Vós,
possa viver cristãmente
e santamente morrer.
Ámen.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cristo Rei...

Celebrar a Solenidade de Cristo Rei do Universo é celebrar a Festa de Cristo Rei feito Homem que vêm inaugurar um novo reino, um reino diferente de todos os outros, onde a gratuidade e serviço são as palavras chave.

O Reino de Cristo é dom oferecido aos homens de todos os tempos, para que aquele que acredita no Filho de Deus feito Homem «não morra mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16).
O Reino de Cristo realizou-se plenamente com a sua morte e ressurreição, porque Cristo obedeceu até à morte e morte de cruz.

Um Rei que se faz servo é algo desconsertante, mas só assim poderemos entrar neste Reino, ser nos tornármos crianças, não na aparência física mas na sua pureza e candura. Se assim o fizermos "inauguramos" «um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz». (cf. Prefácio de Cristo, Sacerdote e Rei do Universo)

Assim seja,

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

...

"A noite vai avançada e o dia está próximo. Deixemos as obras das trevas e vistamos as armas da luz". Rm 13, 12

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Laicidade do Estado?...


A [nossa] sociedade tem vindo a defender a laicidade do Estado, tornando-o independente das igrejas ou confissões religiosas, e o poder Central tudo tem feito para atingir esse fim. Mas na minha opinião têm-no feito mal, muito mal. A Europa e o mundo tende a esquecer as suas raízes e tradições de herança cristã.

A visão laical do Estado impõe a retirada de todos os crucifixos das escolas, hospitais, de todos os sítios que sejam da Administração Pública. Li à dias, que também quer “acabar” com os nomes dos santos nas localidades, em vez de se chamar Vila Real de Santo António, vai chamar-se sabe-se lá o quê. Pretendendo também alterar a toponímia das ruas que tenham nomes de santos… e isto por quê? Porque defendem os “autores” que o estado deve ser laico.

É uma má opção. Não sou contra a laicidade do Estado, mas este não deve opor-se às tradições existentes, não vamos mudar o nome das coisas só porque uns quantos não gostam.

Em vez disso devia apelar ao bom entendimento entre os diversos credos, entre os homens.

Europa, Europa, onde está a tua tradição cristã? Esqueceste-te das tuas raízes? Esqueceste os teus antepassados? Quantos deixaram as suas terras, casas e/ou famílias e foram rumo ao desconhecido testemunhar a Boa Nova?

Quantos mártires preferirem o sacrifício à simples negação de Cristo? Terá sido em vão? Não, a Europa está adormecida, inebriada com tantas descobertas científicas que se esquece que Deus é o autor de todas as coisas. É Ele o Senhor da Vida.

Enganem-se os que pensam que a ciência se separou da religião. Não. Muitos cientistas através das suas descobertas descobrem Deus e tentam aprofundar a Sua descoberta, porque quando nos deixamos tocar pelo Seu amor, nada pode ficar como dantes. A vida ganha outro sabor.

Podemos abandonar Deus, mas Ele nunca nos abandonará…

Lisboa, cidade das 7 colinas, lembra-te que o Cristo Rei te abraça, Ele estende sobre ti os seus braços, a ti que és a Capital, do país, que se gloria dos seus feitos e dos seus santos. Não esqueças a tua raiz cristã.

Rainha dos Céus, Vós sois, há muito tempo [para os Lisboetas], a Senhora de Belém, a Senhora da Saúde, a Senhora da Rocha, a Senhora da Penha de França, a Senhora do Amparo, a Senhora de Fátima, títulos que mostram bem a confiança que a cidade de Lisboa deposita em Vós e se reúnem todos na designação de Santa Maria Maior, título da nossa Catedral, a Igreja Mãe desta diocese de Lisboa (cf. Consagração da Cidade de Lisboa, 12-11-05), guiai-nos e ajudai-nos nas tribulações do dia-a-dia, para que permanecendo fiéis aos ensinamentos de Cristo Rei do Universo possamos um dia louvar-Vos na Jerusalém Celeste.

Um abraço, BA

sábado, 22 de novembro de 2008

I Aniversário

Foi há um ano que embarquei nesta aventura de criar um blog onde pudesse partilhar com os outros reflexões, poemas e tantas outras coisas.
Faço um balanço positivo deste primeiro ano a "blogar" mas o visitante terá a sua opinião.
Para todos os que fizeram deste "sítio" um lugar de passagem, um bem hajam...

Um abraço muito amigo a todos os que me têm incentivado na "construção" do caminho.

domingo, 16 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Saboreai e vede... - II

[Continuação…]

Nos tempos que correm a Eucaristia, Missa, parece passar ao lado de muitos de nós. Deixamos de ir à missa porque não temos tempo, isso é só para os outros, etc... É necessário despertar e reavivar na Igreja e em nós este desejo de estar em comunhão com o Senhor ressuscitado, presente no meio de nós tão presente e real como está no céu.

Sem Cristo e sem Eucaristia o cristão torna-se vazio, é Cristo que o enche, porque na Eucaristia, Ele torna-se presente, actualiza o sacrifício da Cruz. Pelo Seu sangue fomos redimidos, pela Sua Cruz fomos resgatados.

Como seria bom que cada um de nós dedicasse mais tempo à contemplação de Jesus Sacramentado, o Jesus Escondido como dizia o Beato Francisco Marto, que nos espera de braços abertos para lhe fazermos companhia, conversar com Ele, apresentando-lhe os nossos desejos, as nossas aspirações, as nossas tristezas e as nossas alegrias, tudo o que somos e temos.

Diz a Lúmen Gentium «ao participar realmente do Corpo do Senhor, na fracção do Pão eucarístico, somos elevados à comunhão com Ele e entre nós».

A Eucaristia é fonte de união, esta união deve estabelecer-se, em primeiro lugar , entre Cristo e o homem. Diz o Senhor: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim, e Eu nele. Aquele que me come viverá por Mim».

Jesus que permanecer em nós, quer que vivamos por Ele. A nossa união com Cristo não pode ser só por alguns momentos do dia. Será e é constantemente, em cada minuto, em cad segundo, todos os dias da nossa vida (desde o dia do nosso Baptismo).

Esta união com Cristo deve levar-nos à transformação em Cristo. E a união que nos transforma em Cristo, gera a união com todos os irmãos.

Desafio-vos a orarem na presença de Jesus Sacramentado, tendo por modelo Maria, a Mulher Eucarística.

Que a presença de Cristo Vivo e presente no meio de nós nos torne homens e mulheres sempre insaciáveis na procura e busca do bem comum e que o Seu Corpo e Sangue nos confortem em todos os momentos da nossa vida.

Bendita, bendita seja a divina Eucaristia

Que ilumina a santa Igreja como o sol de cada dia.




Bruno Alexandre


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Saboreai e vede como o Senhor é bom - I ...

Saboreai e vede como o Senhor é bom (Sl 33).

A Eucaristia é o memorial da Paixão, Morte e Ressurreição salvadora de Cristo. Assim, permite-nos recordar que o Senhor, é aquele Deus «em quem vivemos, nos movemos e existimos»(Act 17, 28), é Ele quem alimenta o homem e o sustenta.

O pão e o vinho que apresentamos ao Senhor, pelas mãos do sacerdote, transforma-se em Pão da Vida e Vinho da Salvação, porque é alimento que nos sacia e bebida que nos nutre, unidos a Cristo encontraremos o sentido e a força necessária para percorrer o caminho que nos leva à Pátria Celeste.

Saboreai e vede como o Senhor é bom. Esta frase encerra em si um convite, feito pela Igreja nas palavras do salmista, sempre que celebramos Eucaristia, pois somos convidados para o Banquete, onde o Senhor se oferece continuamente em sacrifício por nós e para nós, Ele torna-se alimento de vida eterna. “quem come a minha carne e bebe o meu sangue viverá para sempre”. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.

Mas este convite leva-nos mais além, contemplar o rosto de Cristo presente tal e qual como está no céu.

O cristão ao saborear o Senhor não pode deixar de sentir uma alegria plena e uma enorme satisfação, porque o Senhor é bom, apesar da nossa condição de pecadores Ele não cessa de nos chamar e convidar para o seu banquete, o Senhor é Bom.

É alimento que conforta, que alimenta e nutre, não o nosso corpo físico, mas a nossa alma. «Não é como aquele [pão] que os vossos pais comeram e morreram; quem come deste pão viverá eternamente» (Jo 6, 57). O seu Corpo, por nós imolado, é alimento que nos fortalece; e o seu Sangue, por nós derramado, é bebida que nos purifica[1].


[1] Prefácio da Santíssima Eucaristia

(continua…)


domingo, 9 de novembro de 2008

Basílica de S. João de Latrão...

Segundo uma tradição que remonta ao século XII, celebra se neste dia o aniversário da dedicação da basílica de Latrão, construída pelo imperador Constantino. Inicialmente foi uma festa exclusivamente da cidade de Roma; mais tarde, estendeu se à Igreja de rito romano, com o fim de honrar a basílica que é chamada «a igreja mãe de todas as igrejas da Urbe e do Orbe» e como sinal de amor e unidade para com a Cátedra de Pedro que, como escreveu S. Inácio de Antioquia, «preside à assembleia universal da caridade».

sábado, 8 de novembro de 2008

Graças Vos damos...

«Graças Vos damos, Pai nosso,
pela vida e pela ciência
que nos revelastes por Jesus, vosso servo.
Glória a Vós pelos séculos!

Assim como este pão repartido
estava disperso pelos montes
e, depois de recolhido, se tornou um só,
assim se reúna a vossa Igreja
dos confins da terra no vosso reino (...).

Senhor omnipotente,
Vós criastes o universo,
para glória do vosso nome;
e destes aos homens comida
e bebida para seu alento,
para que Vos dessem graças;
mas a nós concedestes-nos um alimento
e uma bebida espirituais
e a vida eterna por meio do vosso Filho (...).
Glória a Vós pelos séculos» (Didaké 9, 3-4; 10, 3-4).

Amen.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Alma...


A minha alma, [embora eu não o admitisse,] era como terra sem água, sedenta das águas vivas da Verdade. Não tinha ainda começado a rezar, mas esta ânsia pela Verdade era, em si, uma oração.

Edith Stein

domingo, 2 de novembro de 2008

Fiéis Defuntos...


Senhor, dia sem ocaso e fonte de misericórdia infinita, fazei-nos recordar sempre como é breve a nossa vida e incerta a hora da morte. O Vosso Espírito Santo dirija os nossos passos, para que vivamos em santidade e justiça, todos os dias da nossa peregrinação sobre a terra, para que, depois de Vos servirmos em comunhão com a vossa Igreja, iluminados pela fé, confortados pela esperança e unidos pela caridade entremos todos na alegria do vosso Reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na Unidade do Espírito Santo.
Ámen.

sábado, 1 de novembro de 2008

Todos os Santos...


Os Santos, tendo atingido pela multiforme graça de Deus a perfeição e alcançado a salvação eterna, cantam hoje a Deus no Céu, o louvor perfeito e intercedem por nós.
A Igreja proclama o mistério pascal, realizado na paixão e glorificação deles com Cristo, propõe aos fiéis os seus exemplos, que conduzem os homens ao Pai por Cristo; e implora, pelos seus méritos, as bênçãos de Deus.
Segundo a sua tradição, a Igreja venera os Santos e as suas relíquias autênticas, bem como as suas imagens. É que as festas dos Santos proclamam as grandes obras de Cristo nos Seus servos e oferecem aos fiéis os bons exemplos a imitar» (Constituição Litúrgica, n.º 104 e 111).

Que o exemplo dos Santos nos levem a progredir na santidade, e que cada dia o nosso caminho se torne um passo à frente no desejo da santidade.

Um abraço, BA

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Se queres um amigo, cativa-o...

Foi então que apareceu a raposa: - Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu o principezinho com delicadeza. Mas ao voltar-se não viu ninguém.
- Anda brincar comigo, propôs-lhe o principezinho. Estou tão triste ...
- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! Perdão, disse o principezinho. Mas depois de ter reflectido acrescentou:
- Que significa «cativar»?
- É uma coisa de que toda a gente se esquecer, disse a raposa. Significa criar laços.
- Criar laços?
- Isso mesmo, disse a raposa. Para mim, não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti e tu não precisas de mim. Para ti não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no mundo. Serei única no mundo para ti... Cativa-Me, por favor, disse ela.
- Tenho muito gosto, respondeu o principezinho, mas falta-me tempo. Preciso de Descobrir amigos e conhecer muitas coisas.
- Só se conhecem as coisas que se cativam, disse a raposa. Os homens já não têm tempo para tomar conhecimento de nada. Compram coisas feitas aos mercadores. Mas como não existem mercadores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me.
- Como é que hei-de fazer? Disse o principezinho.
- Tens de ter muita paciência, respondeu a raposa. Primeiro, sentas-te um pouco afastado de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo rabinho do olho e tu não dizes nada. A linguagem é fonte de mal entendidos. Mas, de dia para dia, podes sentar-te cada vez mais perto ...
Foi assim que o principezinho cativou a raposa.

In, O Principezinho

sábado, 25 de outubro de 2008

Muda a hora...


No dia 26 de Outubro, tem início o período de "Hora de Inverno". Assim, os relógios irão ser atrasados de 60 minutos às 2h00 da madrugada de Domingo em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, passando para a 1h00.

Para ti Amig@...

Hoje começo o dia agradecendo-Te, Senhor, os amigos. Essas e esses que, onde quer que estejam, sentimos a nosso lado: confiantes, benévolos, exigentes, cúmplices de memórias e de projectos, partilhando connosco inquietudes, aflições, lutos e também confidências felizes... também esperanças, viagens, futuros, sorrisos. Os amigos são aqueles junto de quem podemos ficar em silêncio, e isso ser uma forma extraordinária de comunhão. Eles provam que a única coisa verdadeiramente essencial é Ser.
Foi com este pensamento que comecei o dia, ou que talvez até tenha acabado o anterior. Sei que nos momentos mais difíceis eles estão ao meu lado, embora eu não os veja, não os sinta e até desespere por uma mão amiga que repouse no meu ombro, ou um beijo que toque a minha face, ou um sorriso ou aquele abraço que só de pensar até arrepia.
Mas numa sociedade que louva o indivudualismo, que exalta aqueles que são capazes de fazer tudo sem precisar de ninguém, que lugar têm os amigos? Estaremos condenados a uma simples troca de palavras, breves, rápidas, de etiqueta? Estilo «Tudo bem?»: Perguntamos e perguntam-nos. «Tudo bem?»: ouve-se de raspão. Ás vezes nem dá tempo para se ouvir a rotineira resposta, «tudo». Os nossos encontros que não são encontros. Cruzamo-nos, habitamos lado a lado, tomámos um café que parece feito de minutos roubados, contamos uma historieta qualquer que agora se conta, «até logo», «até depois», «adeus». E, contudo, somos chamados a ser testemunhas de cada vida que é uma história sagrada, única e na criação. E, contudo, devemos aos outros (e os outros devem-nos) a atenção, a escuta profunda, a colaboração solidária.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

22 Outubro 1978...

A 22 de Outubro de 1978, o Papa João Paulo II iniciava solenemente o seu Pontificado, e faziam-se ouvir as palavras "Não tenhais medo! Abri as portas a Cristo."
«Hoje o novo Bispo de Roma inicia solenemente o seu ministério e a missão de Pedro. Nesta Cidade, de facto, Pedro desempenhou e realizou a missão que lhe foi confiada pelo Senhor. Alguma vez, o mesmo Senhor dirigiu-se a ele e disse-lhe: Quando eras mais jovem, tu próprio te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores velho, estenderás as mãos e outro cingir-te-á e levar-te-á para onde tu não queres (Jo. 21, 18).» (JPII 22-10-1978).

Que o exemplo de serviço dado pelo «Servo dos Servos», João Paulo II, seja para nós um estímulo na prática do bem comum, na defesa dos mais necessitados e preseverantes na oração.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A Eleição de João Paulo II...

Há 30 anos tinha início um dos mais longos pontificados da história da Igreja. O Cardeal Wotija foi conduzido à Cadeira de Pedro, tendo desde cedo traçado as linhas dum Pontificado marcado pelo Amor e pela fé em Cristo Jesus...

Graças te damos Senhor pelo fecundo Pontificado do Papa João Paulo II, que os seus ensinamentos sejam para nós um caminho que nos conduz à Pátria Celeste.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Oração do Acólito...


ORAÇÃO DO ACÓLITO

Senhor Jesus Cristo,
sempre vivo e presente connosco,
tornai-me digno de Vos servir no altar
da Eucaristia, onde se renova o
sacrifício da cruz e vos ofereceis
por todos os homens.
Vós, que quereis ser para cada um o
amigo e o sustentáculo no caminho da
vida, concedei-me uma fé humilde e
forte, alegre e generosa, pronta para
vos testemunhar e servir.
E porque me chamastes ao Vosso serviço,
permiti que Vos procure e Vos encontre,
e, pelo sacramento do Vosso Corpo e
Sangue, permaneça unido a Vós para
sempre.


Ámen.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Francisco de Assis...


Francisco de Assis foi considerado um "louco" porque eram duras as suas palavras, e incómodos os seus ensinamentos, mas para ele, os juízos dos homens pouco interessavam. Ele que foi um apaixonado pela Natureza, em tudo via um irmão, o irmão Sol, a irmã lua, a irmã Natureza... Porque também estes seres são frutos da criação divina.

Tenho diante de mim o Cristo de São Damião, uma cópia desse crucifixo singular diante do qual Francisco rezava quando Lhe falaste. E não é só o teu rosto que procuro, mas também o coração desse homem que te amou com tanta paixão.

Estranhamente a memória do Santo de Assis, tão radical, tão único, tão polémico, tão incómodo no seu tempo, parece estar na moda...

É invocado em nome da Paz e também de todas as tolerâncias, é lembrado pelo amor à natu-reza, e dele se apropriam todas as formas de ecologia. É elogiado pela pobreza e serve de bandeira a todos os combates à riqueza, mesmo os mais burgueses.

Só não se fala do centro da sua vida, esse seu tão único amor por ti que era o norte de todos os seus actos, de todas as suas escolhas, de todos os seus passos. Só não se fala dessa pertença intei-ra e comovia à Tua Igreja, que ele amou como Tua e sua casa, que serviu e seguiu, que reconstruiu por dentro como lhe pediste.

Só não se fala da violência da sua luta contra o pecado, contra as fraquezas da sua natureza apaixonada e acesa, dos nãos que a vida lhe exigiu.

Tenho diante de mim o Cristo de São Damião e trago-o comigo todos os dias para ver se Te oiço como Te ouviu Francisco, para ver se me lanço na construção da Tua Igreja, com a mesma chama e desassombro. Para ver se aprendo a amar-Te até seres alma e sangue e vida em mim, como o foste para o Santo de Assis.
MF

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Outubro, mês missionário...

É Outubro, é o mês missionário... A minha oração e prece hoje têm eco no coração de todos aqueles que deixaram as suas casas e partiram em missão por esse mundo fora.

São muitos os que todos os anos abdicam das suas férias para dedicar um pouco do seu tempo aos outros, a muitos que não conhecem outra terra que não a sua. As tribos que existem por esses locais longuinquos onde dificilmente se chega, mas que têm tanto para dar.

Também eles, como outrora os discípulos são enviados pelo Pai, para levarem a Boa Nova, e darem testemunho de um Deus e Senhor que é Amor e Pai rico em misericórdia. Ele a todos ama, mesmo aos que não o conhecem.

Recordo hoje também, vésperas da Memória de S. Francisco, esse grande Santo que a todos tratava por irmãos e que fundou a Ordem Franciscana e que hoje se encontra dispersa pelos quatro cantos do mundo.

Assim como Francisco, também nós nos deveriamos deixar tocar por essa Voz que é Deus e deixarmos tudo e partir em busca dos mais necessitados.

Um abraço,

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Amar...


Não é fácil amar. Amar verdadeiramente, comprometendo-me para além das palavras. Amar sem negociar gestos e sem ficar na superfície dos sentidos.

Não é fácil amar, mesmo os que me amam – pois que, muitas vezes, o seu mistério me surpreende, a sua exigência me ultrapassa e a sua dúvida me desconforta...

E, ainda assim, Tu, Senhor, pedes-me que vá mais longe: que ame os que nunca pensei amar; os que nunca quis amar e, sobretudo, os que nunca me quiseram amar!...

Peço a Tua ajuda!...

De facto, sem a Tua graça, não serei capaz de tal gratuidade. E continuarei – sem qualquer sopro divino – com as minhas medidas de pecador e publicano!..

Pe. João Aguiar

domingo, 7 de setembro de 2008

The Story...

The Story
Brandi Carlile
Composição: Phil Hanseroth

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you

You see the smile that's on my mouthI
s hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've beenA
nd how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

TAU...

O TAU é uma cruz com a forma da letra grega TAU (T). Além de ser um símbolo Bíblico é a última letra do alfabeto hebraico e a 19ª do grego, derivado dos Fenícios e correspondente ao "T" em Português.

Na bíblia o profeta Ezequiel ouviu Deus:
Na Bíblia o "Tau" foi utilizado pelo profeta Ezequiel: "E a glória de Deus de Israel se levantou do querubim sobre o qual estava, e passou para a entrada da casa e clamou ao homem vestido de linho branco, que trazia o tinteiro de escrivão à sua cintura. E disse-lhe o Senhor: passa pelo centro de Jerusalém e marca com um T as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem na cidade". (Ez 9-3,4)
O Tau é a mais antiga grafia em forma de cruz e significa Verdade, Palavra, Luz, Poder e Força da mente direcionada para um grande bem.
O Tau, é a convergência das duas linhas: verticalidade e horizontalidade, significam o encontro entre o Céu e a Terra. Divino e Humano.
Em 1215 o Papa Inocêncio III prega um novo símbolo cristão e São Francisco, estando presente neste reunião, assume o Tau como símbolo de sua Ordem Religiosa: a Ordem dos Frades Menores.
Santa Clara, quando tratava dos doentes e enfermos com a imposição do TAU, invocava a Deus que curasse aqueles que padeciam e sofriam.
No Tau de São Francisco há três nós representando seus votos perante a Deus: Pobreza, Obediência e Castidade.

Significado do Tau

* Lembrança da Redenção, da Cruz, do Amor.
* Sinal de penitência e conversão interior.
* Sinal de dor pelos pecados do mundo.
* Rumo a uma espiritualidade sadia.
* Recordação do nosso baptismo.
* Filhos de Deus.
* Sinal dos que sofrem.
* Sinal de Salvação.


S. Francisco selava o que escrevia com o TAU, para significar a densidade do amor de Deus, concretizada na Cruz do Cristo, sinal de Salvação. Assim podemos ver na mensagem que redigiu a Frei Leão, e que este conservou até ao fim dos seus dias. Hoje está em exibição na Basílica de S. Francisco em Assis.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Transfigurou-se diante deles...

Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João levou-os em particular a um monte muito alto e transfigurou-se diante deles.

O Senhor transfigurou-se, as suas vestes tornaram-se resplandecendentes e os discípulos poderam disfrutar da realeza do Senhor. O Pai manifesta por intermédio do Filho a Sua glória. Também em Fátima a Virgem Maria cercada de luz se apresenta a três crianças e como outrora aos discípulos mostra que quando cumprimos a vontade do Senhor somos rodeados desta luz que é Deus, é um fogo que arde mas não queima, porque é amor e comunhão com o Criador.

Como seria bom se nos deixássemos envolver por essa Luz que é Deus , e assim faríamos nossas as palavras dos discípulos, «como é bom estarmos aqui, façamos três tendas, uma para Ti, uma para Moisés, outra para Elias»(cf. Evangelho). Quem tem Deus, tem tudo, nada lhe falta.

Um abraço, BA

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O tempo escapa-me veloz...

O tempo escapa-me veloz,
aceita a minha vida, Senhor!
No coração te guardo, é o tesouro
que deve guiar os meus passos.
Tu, segue-me, vela-me, é teu
o amar: exultar e sofrer.
Ninguém recolha um suspiro.
Oculta em teu sacrário
eu vivo, trabalho para todos.
O toque da minha mão seja teu;
só teu o timbre da minha voz.
Neste trapo que sou, retorne teu amor
ao mundo árido,
com a água que jorra abundante
da tua chaga, Senho!
Clareia, divina Sapicência,
a tristeza sombria de tantos,
de todos. E Maria resplandeça.

(Chiara Lubich)

sábado, 9 de agosto de 2008

Edith Stein...


A Igreja celebra hoje a memória de Edith Stein, Santa Teresa Benedita da Cruz, Co-Padroeira da Europa. Deixo-vos um breve resumo da sua vida, ela que era judia e que se converteu ao Catolicismo, entrou para o carmelo e morreu numa câmara de gás em Auschiwitz.


Edith Theresa Hedwing Stein (Breslau, 12 de Outubro de 1891 — Auschwitz, 9 de Agosto de 1942) foi uma religiosa alemã, a última de onze irmãos de uma família judia que professava o Judaísmo. Seus pais judeus foram Siegfried e Augusta Courant Stein. Faleceu, aos 51 anos, asfixiada, numa câmara de gás, a 9 de Agosto de 1942, no campo de concentração de Auschwitz, na Polónia. Foi professora de Filosofia, sendo discípula de Edmund Husserl(Fenomenologia) e secretária particular desse filósofo.


Quando menina e adolescente, não obstante os pedidos de sua mãe em professar a fé judaica, ela qualificava-se sempre de ateia. Contudo, acompanhava a mãe à sinagoga mais por delicadeza do que por convicção religiosa, passando o tempo a distrair-se e olhando para quem entrava e saía.Pelos seus 30 anos, passando as suas férias grandes em casa de uns amigos na Baviera, no Outono de 1921, veio-lhe par às mãos a autobiografia de Santa Teresa de Ávila, intitulada «Livro da Vida». Ficou tão encantada que acabou por ler o livro completo, durante toda a noite. Depois disse: “Aqui está a verdade!”. Comprou um catecismo católico e um missal e entrou, pela primeira vez, num templo católico, participando na Missa. Após algum tempo de preparação, recebeu o Baptismo, aos 31 anos, no dia 1 de Janeiro de 1922.
A família, profundamente desgostada, cortou, durante algum tempo, relações com ela.

Aos 42 anos, em Setembro de 1933, Edith comunica à mãe a entrada próxima na vida religiosa da Ordem Carmelita Descalça, ingressando no Carmelo a 15 de Outubro de 1933, tomando o nome de Teresa Benedita da Cruz. Por licença especial das suas superioras, escrevia todas as semanas à mãe, sem obter qualquer resposta, até que, por fim, recebeu um bilhete da mesma.
Para escapar à perseguição nazista, fugiu em 1940 da Alemanha para os Países Baixos. Mas quando esta nação foi ocupada pelos nazis, Edith foi presa com a sua irmã. Saiu do convento de hábito carmelita que continuou a usar no campo de concentração, oferecendo a sua vida, como ela disse, pela conversão ao Catolicismo do povo hebreu. O seu número de prisioneira era o 44070.

Pelo seu heroísmo cristão, no dia 1 de Maio de 1987, foi beatificada por João Paulo II em Colónia e, a 11 de Outubro de 1998, foi canonizada pelo mesmo papa, sob o nome de Santa Teresa Benedita da Cruz, ou apenas Teresa da Cruz.

No dia 1 de Outubro de 1999, o Papa João Paulo II, numa Carta Apostólica em forma de ‘Motu Proprio’ intitulado «Spes aedificandi», proclamou Santa Benedita da Cruz, juntamente com Santa Brígida da Suécia e Santa Catarina de Sena, co-padroeira da Europa pelo particular contributo cristão que outorgou não só à Igreja Católica, mas especialmente à mesma sociedade europeia através do seu pensamento filosófico. A Igreja celebra a sua memória no dia 9 de Agosto de cada ano.
Fonte: wikipédia

domingo, 3 de agosto de 2008

Não fostes vós que Me escolhestes...

Não fostes vós que Me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi (Jo 15, 16).


Estas palavras levam-nos a contemplar as maravilhas do Senhor, fomos predestinados para cumprir a missão que Ele tem para cada um de nós. Sim, Ele escolhe cada um de nós para lhe confiar uma missão, não segundo os nossos méritos, mas segundo a Sua vontade.

É com alegria e comoção que recordo as palavras do Evangelho de S. João «as minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-me» (Jo 10, 27). Ele chama-nos continuamente e fica feliz quando de coração arrependido e sincero, cada um aceita a sua missão.

O Bom Pastor que dá a vida pelas Suas ovelhas e que não deixa que nenhuma delas seja arrebatada, confiou-me o ministério de ser portador e difusor da Sua Palavra, para que possa levar aos irmãos a Sua Palavra e o Seu Preciosíssimo Corpo e Sangue, manancial celeste, que nos leva a uma união mais íntima e profunda com o Criador.

Tornando-nos já participantes da alegria celeste, saboreando e alimentando-nos com o Pão vivo, Corpo do Senhor Vivo e ressuscitado. Oh inextinguível amor, quiseste tornar-Te nosso alimento e companheiro de viagem, fica connosco Senhor, pois aquém iremos nós, só Tu tens palavras de vida eterna.

Por Cristo, com Cristo, em Cristo, assim se deve definir a missão e a vida do cristão, configurado com Cristo, todo o seu ser proclamará as maravilhas do Senhor.

Por Cristo, pois é em seu nome que anunciamos o Seu Evangelho, a Boa Nova, e manifestamos aos irmãos a bondade e a misericórdia do Senhor, Ele que é o Salvador do mundo.

Com Cristo, porque Ele não nos deixa sós «para onde eu vou vós não podeis ir por agora», Eu vou à vossa frente para vos preparar uma morada na casa de meu Pai, no entanto quando partir, o Pai enviar-vos-à o Paráclito, pois Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos. Não temeis o Espírito Santo fará em vós maravilhas, Ele que Espírito de Verdade, da Fortaleza, da Sabedoria. «Se permanecerdes fiéis, as vossas obras serão maiores que as minhas».

Em Cristo, cabeça da Igreja Peregrina – fundada sobre o apóstolo Pedro, que questionado pelo Senhor, por três vezes; «Simão, filho de João, tu amas-Me?» lhe responde: «Senhor, bem sabes que Te amo.» Então Jesus acrescentou: «Apascenta as minhas ovelhas» (Cf. Jo 21, 13-19). – cujo corpo somos todos nós, que fomos baptizados em Cristo, o Senhor diz-nos «Segue-me»! Preciso de ti.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Férias...

Para muitos este tempo em que estamos é tempo de férias. Os mais novos já entraram nas férias escolares, aos poucos as faculdades também estão a entrar em férias e por fim, muitos dos que trabalham também vêm chegar o merecido descanso.

Os destinos são os mais variados, desde a praia ao campo há ofertas para todos os gostos e carteiras.

Mas este tempo de férias serve ou deveria servir para nos encontrarmos com nós próprios e com os que nos rodeiam. Não será uma tarefa fácil porque queremos descansar e deixar bem longe os problemas que nos atormentam todo o ano, contudo talvez este fosse p tempo ideal para estar junto dos que mais gostamos e reflectir um pouco sobre o que tem sido a nossa vida, porque a nossa vida muitas das vezes é vivida e ("feita") à medida dos outros. São os pais que modelam as suas vidas em função dos filhos e dos empregos, são os filhos em função da escola e dos pais, e poderia continuar a enumerar umas quantas relações mas por agora não vale a pena.

Possívelmente se conseguissemos tornar este tempo de descanso porveitoso certamente que no regresso sentirno-ia-mos pessoas novas, porque tinhamos redescoberto a alegria de viver no seio da família, e as tradicionais férias teriam servido para esclarecer algum mal entendido ou quem sabe, evitar algum...

Aos que se encontram de férias, espero que as aproveitem bem, aos que estão quase de férias, não desanimem porque já falta pouco. Aos que não podem tirar férias, não desanimem porque também o vosso coração não pode tirar férias, porque se isso acontecer, deixariam de viver.

Um abraço, BA

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ponho-me a pensar...

A dada altura no Evangelho de São Mateus pode ler-se: «Jesus saiu de casa e foi sentar-se junto do mar» (Mt 13,1).

Ponho-me a pensar nas nossas pequenas migrações de Verão. Milhões de pessoas repetem este gesto de Jesus.

Eu acredito que tal como os outros gestos de Jesus, nesse também há um significado libertador. Há uma liberdade que o vento fresco do mar arrasta para o nosso coração.
Somos habitados por uma fome de vastidão, de silêncio e de beleza que a contemplação do oceano consola.

Porque, como escrevia Fernando Pessoa, somos da altura do que vemos e não simplesmente da nossa altura.

José de Mendonça

terça-feira, 8 de julho de 2008

Em memória da prima Nela...

A minha oração, hoje, é para ti e por ti...

Não me recordo o dia em que te connheci, ou que começaste a fazer parte do meu círculo de amigos, lembro-me de me falarem de ti... Mas quando alguém te conhece com tempo e disponíbilidade, nada mais pode ficar como outora.

Fez esta semana um ano que tu partiste... Partiste para a casa do Pai... Mas a tua partida apesar de nos deixar sós e com um grande vazio, deixa-nos também a certeza da tu apresença connosco neste caminhar. Também nós caminhamos em direcção à casa do Pai.

Hoje, como em tantos outros dias, o meu pensamento te trás à memória. Sempre com um sorriso nos lábios, uma palavra de carinho e atenção... Sempre preocupada com os mais necessitados e com os que te rodeiavam... Apesar dessa tua docilidade, a vida foi ingrata para contigo...

A doença quis ser uma constante na tua vida... Lutáste com todas as tuas forças e com determinação... Era visível essa tua luta intensa, e que poucos imaginam o sofrimento, no entanto nunca te resignaste e aproveitaste a vida como pudeste... Como o teu sorisso era sincero, vinha do fundo do teu coração e apesar de tudo dizias: "Seja o que Deus quiser..."

A tua partida foi serena, assim como uma vela que lentamente se vai consumindo, assim foi o terminar desta tua passagem pela terra... A vela que ardia incessantemente em ti, foi-se dissimulando sem contudo deixar de brilhar, e lentamente se foi apagando e tu, aos poucos vias face a face o teu Senhor...

Foi grande a dor que se abateu quando partiste, a triste noticia da tua morte deixou-me (deixou-nos) perturbado(s), porque gostávamos de ti. Na derradeira despedida, uma vez mais me vieram as lágrimas aos olhos porque é sempre difícil a separação...

A tua vida foi exemplo de santidade como o foi também a tua partida, por isso te peço que da casa do Pai nos acompanhes e que junto dEle intercedas por nós, porque um dia se Deus quiser nos encontraremos na casa do Pai.

Pai Nosso que estais no céu santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Dai-lhe Senhor o eterno descanso entre o explendor da Luz perpétua. Amén.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

...

Caro visitante!

Sei que o blog não tem sido actualizado com regularidade, mas neste momento não tenho conseguido "blogar", porque o tempo é curto...

Espero em breve trazer novidades fresquinhas, e obrigado pela sua visita.

Aproveito para enviar um abraço ao Fernando d' Oliveira que foi pai esta semana, para ele e para a São, as maiores felicidades.

Para si caro visitante, tudo de bom e, até breve.

Um abraço,

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O comboio...


Um comboio avança velozmente para o seu destino. Atravessa os campos como uma flecha. Penetra nos túneis. Cruza cidades e aldeias. Parece uma serpente mecânica a deslizar com toda a perfeição. Dentro do comboio desenrola-se o drama da humanidade. Gente de todas as raças, de todas as idades, de todas as condições sociais. Gente que ama e gente que odeia.

Uns acham que o comboio leva uma velocidade exagerada; outros vão satisfeitos, contemplando a paisagem. Uns preocupam-se em saber se ele chegará ao seu destino, enquanto outros, despreocupados, passeiam pelas carruagens.

E o comboio continua a correr, impassível, em direcção ao destino. A todos transporta, sem se preocupar com as diferenças.

A viagem é grátis, mas ninguém pode sair do comboio. Vive-se dentro dele. Podem os passageiros estar tristes ou alegres, mas isso em nada influencia o comboio, que continua a correr infatigavelmente para a meta.

Não será assim a nossa vida? Uma corrida para a meta? E qual será a meta?

Apesar de todos os problemas a vida avança e em nada se pode voltar atrás, está nas nossas mãos viver o tempo presente, é esse o tempo que verdadeiramente importa.

Se assim vivermos, teremos certamente um bom dia!

Um abraço,

domingo, 22 de junho de 2008

O que há em mim é sobretudo cansaço...


O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...


Álvaro de Campos

sábado, 21 de junho de 2008

Quero olhar-me como Tu me olhas...

Quero olhar-me como Tu me olhas...

Ainda não venci a humilhação que me assalta após cada erro ou fracasso. E, muitas vezes, dou comigo a exclamar: «olha o que eu fiz!..». E dói-me mais a frustração, que a dor causada ao Amor que merece ser amado!..

Mas hoje, Senhor, quero olhar descomplexadamente para a minha vida.

Quero olhar-me como Tu me olhas... Com esse olhar penetrante que sabe distinguir entre a alegria e a leviandade; a fadiga natural e o repouso preguiçoso; o entusiasmo consciente e a emoção circunstancial; o gesto visível e o coração que o desenhou!

E, depois de sentir o Teu olhar, quero, Senhor, saborear a Tua voz que me diz que nunca desistes; que permaneces fiel perante as minhas infidelidades; que esperas, mesmo que eu decida não partir; que me amas nos meus desamores.

É também por isso, Senhor, que não me deixas desistir de mim!...


João Aguiar

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Oração...

Bendizemos-Te hoje, Senhor, porque a Tua Palavra é vida.
Bem-aventuradoo que a escuta e cumpre fielmente!
Será como uma casa que, edificada sobre a rocha, aguenta o vendaval,
e árvore junto ao canal, cujas folhas nunca murcham.
Porque a Tua Lei, Senhor, é perfeita e é descanso da alma;
Por isso, a Tua Lei é a minha herança,
a alegria da minha vida.
Inclina o meu coração para o cumprimento
da tua Lei,
Sempre e cabalmente.
Ámen.

domingo, 15 de junho de 2008

...


Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o Vosso Pai que está nos Céus. (Mt 5, 16)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Responso de Santo António...

Se milagres desejais,
recorrei a Santo António
Vereis fugir o demónio
e as tentações infernais.

Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão,
e no auge do furacão
cede o mar embravecido.

Pela sua intercessão,
foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte,
e torna-se o enfermo são.

Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão,
e no auge do furacão
cede o mar embravecido.

Todos os males humanos
se moderam, se retiram,
Digam-no aqueles que o viram,
e digam-no os paduanos.

Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão,
e no auge do furacão
cede o mar embravecido.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão,
e no auge do furacão
cede o mar embravecido.

Rogai por nós, bem-aventurado António
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

terça-feira, 10 de junho de 2008

10 de Junho...

Celebrar o 10 de Junho, é celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Por isso gostaria de partilhar convosco um excerto da Mensagem de D. António Vitalino Dantas, Presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana.
"Numa altura em que prevalece um ambiente de contestação social na Europa, sobretudo por causa da subida dos preços dos combustíveis e dos cereais, fazendo resvalar atrás de si o agravamento das desigualdades entre os portugueses, faz-nos bem lançar o olhar para as nossas comunidades espalhadas pelos cinco continentes. Isso fortalece em todos nós a auto-estima e a esperança de que a valentia dos descobridores e emigrantes é capaz de vencer as crises e conseguir para as suas famílias o bem-estar que na pátria lhes foi negado.
Hoje como outrora, temos de olhar para estes portugueses ousados como símbolos das potencialidades da nossa identidade, forjada ao longo dos séculos pelos valores da esperança cristã, que nos alarga os horizontes e desperta as virtualidades para vencer os desafios e as crises do presente, mas de um modo solidário e fraterno.
Por outro lado, o fenómeno das migrações recorda-nos a nossa qualidade essencial de seres em mobilidade, homens sempre a caminho (“homo viator”, como diria o filósofo Gabriel Marcel) e que é nesta condição que conseguiremos superar as crises e dar novos horizontes às nossas famílias, a Portugal e ao mundo."
Um abraço,

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Súplica...

Senhor, vem até junto de mim,
acompanha-me nestes momentos difíceis.
Ajuda-me a ter paz no meio da dor, da tristeza e solidão.
Concede-me a paz quando não posso dormir pela noite fora.
Não me abandones quando penso no que me pode acontecer,
não me deixes só quando sinto angústia e desconforto.
Tu, Senhor, experimentaste a angústia no Getsémani e na Cruz.
Sabes como é dificil manter o espírito em paz sob o peso do sofrimento e da solidão.
Ensina-me a viver a minha solidão com confiança, seguro da Tua bondade.
Ensina-me a compreender que nenhum mal pode destruir a esperança, a confiança,
a vontade de amar, porque nada me pode separar de ti e de quem amo por ti.
Nos momentos difíceis, traz-me ao pensamento e ao coração as palavras que, um dia, disseste:
«Vinde a mim, todos os que andais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim que Sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.
Pois o Meu jugo é suave e o meu fardo é leve». (Mt, 11, 28-30)

Um abraço amigo,

sexta-feira, 30 de maio de 2008

...

Cada segundo do meu dia tem as mesmas cores da vida, mas tem sabor a eternidade.

Alguém escreveu esta frase um dia, não me interessa agora quem foi o autor, o que interessa é que ela traduz uma verdade imensa. Quando deixamos que Deus habite em nós, nada do que vivemos é igual, não somos nós que vivemos é Cristo que vive em nós. Tornamo-nos homens novos porque fomos purificados e justificados.

E quando amamos alguém intensamente? A nossa vida não ganha outro sabor? Não passamos a ver com outros olhos a realidade (ou irrealidade). Nada mais pode ser como foi outrora, se nos deixarmos tocar profundamente por esse amor, a vida tem outro sabor! Sabe a quê?

Cada um sabe qual o sabor...

Abraço, BA

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Solenidade de Corpo de Deus...



Celebrar a Solenidade de Corpo de Deus é actualizar o acontecimento de Quinta-Feira Santa, quando o Senhor antes de morrer instituiu a Eucaristia, Ele que dissera que estaria sempre presente no mundo até ao fim dos tempos… Oh admirável condescendência do Vosso Amor, Deus feito Homem, presente no Sacramento da Eucaristia tão vivo e real como está no mais alto dos céus…

A Eucaristia é tão desconcertante para os homens do nosso tempo, como os sinais realizados por Jesus o foram para os seus contemporâneos. Contudo, aqueles que foram testemunhas da Ressurreição, como João, e aqueles que, hoje, têm fé em Jesus, sabem muito bem que o Filho de Deus feito Homem, vindo para trazer a vida ao mundo, não Se limitou a dar-nos as Suas palavras ou o Seu exemplo. Deu-nos também, na Eucaristia, a Sua Carne e o Seu Sangue, isto é, a Sua Pessoa.


Aqueles que, na pobreza da fé, souberem acolher a Cristo, sob o sinal sacramental, unir-se-ão à Sua Morte e Ressurreição, entrarão no Seu mistério, receberão a Vida.
Porque não somos nós que vivemos, é Cristo que vive e habita em nós…


“Senhor Jesus Cristo, que neste admirável sacramentonos deixastes o memorial da vossa paixão,concedei-nos a graçade venerar de tal modo os mistérios do vosso Corpo e Sangueque sintamos continuamente os frutos da vossa redenção.Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo. Amen”


Abraço,

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Para rezar...

Deus Pai, que revelastes aos homens o vosso admirável mistério, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade, concedei-nos que, mna profissão da verdadeira fé, reconheçamos a glória da eterna Trindade e adoremos a Unidade na sua omnipotência. Amén

terça-feira, 20 de maio de 2008

Santíssima Trindade...

Nós Te bendizemos, Deus Pai, porque Te deste a conhecer desde todas as gerações. Manifestaste-Te a Abraão, a Moisés, a Josué, a David. Bendito sejas porque encontrámos graça diante de Ti.Deus terno e misericordioso, nós Te suplicamos: purifica-nos do mal que subsiste no teu povo e o torna cúmplice das injustiças do nosso mundo.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Pax Vobis...


A Paz esteja convosco…

«Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas (…), veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco.» Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós.» Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo.»» (cf. Jo 20)


Sobre a Igreja nascente – Esposa de Cristo -, fundada sobre os Apóstolos, o Senhor sopra o Espírito Criador . Nos Apóstolos reunidos está representada toda a Igreja orante e toda a Humanidade que espera a vinda do Senhor. Após a efusão do Espírito o Senhor envia os seus discípulos dois a dois, envia-os a dar testemunho da Boa Nova, envia-os para o mundo que é cruel e voraz, e adverte-os dos perigos e contrariedades da missão, no entanto assegura-lhes que estará sempre com eles até ao fim dos tempos e que todo aquele que der testemunho da Verdade, será salvo porque conheceu a Verdade e as suas obras serão grandiosas.


Como é maravilhoso este acontecimento em que Cristo envia o Seu Espírito, aquele Espírito que pode renovar a face da terra, Espírito esse que pairava sobre as águas como refere o livro dos Géneses. Todo aquele que recebe o Espírito torna-se homem novo…



Mas o Espírito Santo por si só não pode fazer tudo, é necessária vontade e disponibilidade da nossa parte para realizar esses feitos grandiosos e levar ao mundo uma mensagem de esperança e de Paz. A paz não é ausência de conflitos bélicos, é antes aquela paz de que fala Isaías, «o lobo viverá com o cordeiro, e a pantera dormirá com o cabrito». Assim será na Jerusalém Celeste, onde o Senhor vive e reina, porque destruiu as cadeias da morte resgatando-nos com o Seu Sangue.


Vinde, ó Santo Espírito, vinde Amor ardente, acendei na terra vossa luz fulgente.


Abrasai durezas para os caminhantes, animai os tristes, guiai os errantes.


Vossos sete dons concedei à alma do que em Vós confia: Virtude na vida, amparo na morte, no Céu alegria.



Abraço,

terça-feira, 13 de maio de 2008

Fátima...

O meu pensamento hoje volta-se para o Altar do Mundo… Há 91 anos na Cova da Iria, quando o mundo se debatia ainda nas violências e atrocidades da Guerra, 3 crianças pastoreavam os seus rebanhos e brincavam quando uma Senhora “mais brilhante que o Sol” apareceu vinda do céu, trazendo uma mensagem de paz e penitência, recomendando insistentemente aos homens a firmeza da fé e o espírito da oração…

Os apelos à conversão esbatem o “terror” da visão do inferno que aterrorizou os pastorinhos, tendo a Mensageira divina advertido que o “inferno” é para onde vão aqueles que se recusam a converter e a aceitar a Mensagem que o seu divino Filho veio trazer à 2000 anos. Nada acrescentou – à mensagem – apenas frisou a importância da oração. E que tudo podemos alcançar através da oração. O mundo não pode ficar indiferente à mensagem e apelos de Fátima, porque não foi Fátima que se impôs ao mundo, foi o mundo que impôs Fátima.


Será Fátima realmente importante? A esta afirmação apenas digo que a fé move montanhas e que Fátima é um lugar especial onde encontra esperança o coração contrito. Mais, Fátima recebeu a visita de 2 Papas, tendo inclusive Paulo VI agraciado a Senhora de Fátima com a Rosa de Ouro do Vaticano. Por três vezes o Papa João Paulo II visitou Fátima como Peregrino. Não podemos desligar a relação de João Paulo II com Fátima, porque no dia 13 de Maio de 1981, quando estava na Praça de S. Pedro, em Roma, a saudar os fieis foi brutalmente baleado, e «foi uma mão materna a guiar a trajectória da bala, permitindo assim, que o Papa agonizante de detivesse no limiar da morte».


Desde essa hora, o pensamento do Papa voltou-se para Fátima.
E em sinal de profunda gratidão, no Ano Santo de 2000, o Papa volta pela última vez a Fátima e oferece a Nossa Senhora de Fátima um anel, com a efígie de Nossa Senhora e as palavras “Totus Tuus”, que lhe oferecera o Cardeal Stefan Wyszynski (Primaz da Polónia) aquando da Eleição de João Paulo II para a Cadeira de Pedro.


“Mãe da Igreja! Iluminai o Povo de Deus nos caminhos da Fé, da esperança e da caridade! Iluminai de modo especial os povos dos quais Vós esperais a nossa consagração e a nossa entrega.” “Da fome e da guerra, livrai-nos!” “Ajudai-nos com a força do Espírito Santo a vencer todo o pecado: o pecado do homem e o «pecado do mundo», enfim o pecado em todas as suas manifestações” (Consagração do Mundo, João Paulo II, 2000).
Que a Senhora de Fátima nos ajude e guie os nossos caminhos…

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Senhora de Maio...

Senhora de Maio,
É teu este mês, Senhora. Para ti se volta o meu coração, convidado pela Igreja que ajudaste a fundar e por quem, há dois mil anos, intercedes.

É bom e justo que te seja consagrado um tempo assim. Todo um mês, que lembra o ano inteiro, em que tu és particularmente evocada como glória da humanidade, mulher pensada por Deus para ser a Mãe do Redentor.

Foste no tempo dos homens o lugar e o instante onde a Divindade Se fez carne e tomou corpo, em tudo igual ao meu. Foste, no mundo dos homens, templo e primeira morada do Deus que veio para ser Deus-connosco.

É Maio, Senhora. Enche-se Fátima com aqueles que caminhando, se fazem peregrinos do teu Santuário. Reza-se mais o terço e ouve-se mais e melhor a tua Mensagem.
É Maio, Senhora. Tem mais velas e flores o teu altar. Saem procissões, levando a tua imagem pelas ruas do mundo.

É Maio, Maria. É este o nome que passa de boca em boca, é este o cântico que sobe das nossas Igrejas, em toada de pedido e louvor. Sendo a Mãe de Deus, aprendeste a amar o Amor, amando o teu Filho. Por amor o educaste e por amor o viste morrer numa cruz.

E foi lá, na dor do Calvário, junto à Cruz, que me foste dada como Mãe. Nasci teu filho, das dores da Mãe de todas as dores.

Sempre fiel a esta última vontade de Jesus, não abandonaste nunca os que te foram confiados. De tanto pedido escutares e de por tantos a Teu Filho pedires, foste pela Igreja proclamada «omnipotência suplicante»: aquele que tudo pode, pedindo.

Senhora de Maio, tenho a graça de cedo me ter sido ensinado o teu nome e de cedo ter aprendido como é doce a ternura do teu olhar. Dá-me o teu coração, refúgio dos pecadores como eu. Com o teu coração, lugar do amor e da razão, quero aprender a obediência e a humildade que um dia me façam cantar contigo a alegria de um Magnificat.

in, Amen, Rui Correa d' Oliveira

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Ascenção...

Deus omnipotente, fazei-nos exultar em santa alegria e m filial acção de graças, porque a Ascenção de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Maria, Mãe da Igreja...


Maria, Mãe da Igreja!


Estamos em Maio, e foi neste mês que há 91 anos a Virgem Maria apareceu a três crianças na Cova da Iria. Durante este mês irei "falar" sobre Maria...


O Papa Paulo IV dirigindo-se aos padres conciliares do Vaticano II, declarou que Maria Santíssima é Mãe da Igreja. A Virgem Maria é a Mãe de todos os homens e especialmente dos membros do Corpo Místico de Cristo, desde que é Mãe de Jesus pela Encarnação. O próprio Jesus o confirmou desde a Cruz antes de morrer, dando-nos a sua Mãe como nossa mãe na pessoa de São João, e o discípulo a acolheu como Mãe; nós devemos ter a mesma atitude que o Discípulo Amado. Por isso, a piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é um elemento intrínseco do culto cristão. Vamos cumprindo assim a profecia da Virgem, que disse: "Todas as gerações me chamarão Bem-aventurada" (Lc 1,48).


Por que Maria é a Mãe da Igreja?

Maria é Mãe da Igreja porque, ao ser Mãe de Cristo, é também mãe dos fiéis e dos pastores da Igreja,que formam com Cristo um só Corpo Místico.


Por que chamamos Maria de Mediadora e Cooperadora da Redenção?

Chamamos Maria de Mediadora e Cooperadora da Redenção porque, com sua caridade maternal e sua colaboração no Sacrifício de Cristo, participou em nossa reconciliação, que aplica aos irmãos de seu Filho ainda peregrinos com sua constante e amorosa intercessão.


Que culto a Igreja tributa à Santíssima Virgem?

A Igreja tributa à Virgem um culto singular que começou cedo na Igreja e que durará para sempre, segundo as palavras proféticas de Maria: "Todas as gerações me chamarão Bem-aventurada". Esse amor que os fiéis tributam a Maria como Mãe, procurando amá-la como a o Senhor Jesus a ama, é o que conhecemos como Piedade Filial.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Vós sois o sal da terra e a luz do mundo!


Vós sois o sal da terra e a luz do mundo!

Estas palavras deveriam interpolar-nos a um estilo de vida diferente. A comprometermo-nos mais e a não virar as costas aos problemas e ao mundo. Por vezes as nossas vidas tornam-se tão insípidas que perdem o sabor… Onde está o sentido das nossas vidas? Não vivemos nós muitas vezes sem saber o que fazer ou dizer? Não deveríamos ter uma palavra firme e determinada sobre tantas coisas, mas simplesmente deixamos que os outros decidam por nós e depois criticamo-los por isso.


Que bom seria se não nos deixássemos levar pela corrente… Que remássemos contra tudo e contra todos, mostrando o nosso desacordo com tantas coisas mundanas.
Devemos ser para os outros e para o mundo uma luz que os ilumine e ajude a fazer caminho… E porque não temperar as suas vidas, dando-lhes um sabor diferente, porque se o sal não salga, então deve ser deitado fora, não tem utilidade…

A todos um bom feriado…

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Homenagem ao Papa João Paulo II...

A dois de Abril de 2005 o mundo chorou, não queria acreditar, o sino da Praça de S. Pedro em Roma tocava pesarosamente, as lágrimas corriam, o amado Pontífice João Paulo II tinha regressado à casa do Pai.

Como foram intensos e dolorosos estes momentos, as imagens que chegavam em directo, pela caixinha mágica da televisão, não deixavam dúvidas, muitos nem queriam acreditar que o ‘’Gigante’’ tombara, o Papa falecera. Muitos sentir-se-iam aliviados porque a voz que bradava no “deserto” fora silenciada e que inevitavelmente deixara de se ouvir, outros porém viam partir um grande Homem, um Santo do nosso tempo, um Pai, um Amigo, um ídolo, alguém que amavam e que respeitavam. No entanto ninguém pode ficar indiferente ao acontecimento.

Nos dias que antecederam a morte do Pontífice, Roma tornou-se diferente, de sede da Igreja Apostólica Romana, tornou-se centro do mundo, a Igreja celebrava por esses dias a Páscoa do Senhor, muitos guardavam ainda na memória a tradicional Benção “Urbi et Orbi”, à cidade e ao mundo, da janela do Palácio Apostólico recordavam o esforço inglório de um Homem fragilizado, abatido pela doença, de idade avançada, mas ainda assim determinado em cumprir até ao fim dos seus dias a Missão que o Senhor lhe confiara «apascenta as minhas ovelhas». Tentou pronunciar algumas palavras, mas em vão, apenas conseguiu acenar, dar a Benção Apostólica… Aos poucos calava-se a voz tantas vezes crítica, defensora da Paz e dos Direitos humanos, do Amor, dos mais pobres, fracos e oprimidos, uma voz que denunciou veemente a guerra, (ele que sofrera os efeitos da II Gerra Mundial).

João Paulo II não deixou ninguém indiferente, a sua fragilidade provocada pela doença, congregava à sua volta inúmeras pessoas, pelo mundo rezava-se pelas suas melhoras, a Praça de S. Pedro tornara-se uma praça orante, faziam-se vigílias de oração, cantava-se, rezava-se o terço, a oração mariana predilecta do Papa, o mundo mostrava ao seu Pastor que as suas ovelhas estavam ali, no redil. Nas últimas palavras referiu: «eu fui ter convosco, agora foste vós que vieste ter comigo».

Era o primeiro sábado, do mês de Abril, e a Igreja celebrava a Oitava da Páscoa e entrava-se no Dia do Senhor e Domingo da Divina Misericórdia, dia instituído por João Paulo II, a pedido da irmã Faustina, recordando ao mundo que o Senhor é Misericórdia e conforto para os que n’Ele crêem. Nada acontece por acaso e foi durante a recitação do Rosário que o Papa voltou para a casa do Pai, Maria veio buscar o seu filho, ele que usara nas suas insígnias episcopais o lema «Tottus Tuus» e aquando da sua Eleição para a Cadeira de Pedro, manteve o lema, “Todo Teu”, e que apontara Maria como caminho e exemplo de vida. Também a falange incontável de anjos e santos vieram ao seu encontro, para o levarem ao Pai.

Agora, três anos passaram, mas a memória de João Paulo II continua presente, são inúmeras as visitas ao túmulo do Papa, e no coração dos homens permanece aquele olhar sincero e comprometedor, o mundo não é mais o mesmo, não se pode dissociar a História de João Paulo II, quer se queira ou não, este Homem marcou o século XX e início do século XXI, muitos acontecimentos tiveram por base a firmeza deste grande Papa.
Gostava de recordar rapidamente a visita que ele fez a Cuba em 1998. A sua saúde já se mostrava débil, contudo de 21 a 26 de Janeiro de 1998, e apesar de vozes contrárias a esta vista (81ª Visita Apostólica) o Papa teimou em ir. Para o receber o ‘’líder da Revolução Cubana’’, Fidel Castro, deixou a farda militar e vestiu um fato para receber tão nobre visitante. Cuba abria-se assim ao mundo, a bandeira de Cuba sofredora, colocada aos pés da imagem coroada de Maria, a Virgem da Caridade. A simbólica Praça da Revolução, lugar mítico do comunismo catrista, transformada em Altar, para que mais uma vez acontecesse o milagre da presença de Deus. Depois deste encontro Cuba mudou. Fidel Castro tomou a iniciativa de assinar o Livro de Condulências aquando da morte de João Paulo II e mais uma vez deixou a farda militar, para vestir um fato.

Conservo com apreço e dedicação as mensagens que Sua Santidade me enviou, bem como um Terço, e que lá do Alto ele me ajude e que eu saiba reconhecer no mais pequenino a pessoa de Jesus. Que em cada dia escutemos ‘’Levantai-vos! Vamos!’’ é um convite e um desafio a fazer diferente cada novo dia não tendo medo de “abrir as portas” do nosso coração. Se assim agirmos podemos contribuir para um mundo melhor.

Um abraço, BA

sábado, 12 de abril de 2008

A história do lápis

Partilho convosco um excerto do livro de Paulo Coelho - Ser Como o Rio Que Flui.

"Um menino olhava para a avó a escrever uma carta. A certa altura, perguntou:
- Estás a escrever uma história que aconteceu connosco? E, por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou de escrever a carta, sorriu e comentou com o neto:
- Estou a escrever sobre ti, é verdade. No entanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou a usar. Gostava que tu fosses como ele, quando cresceres.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi na minha vida!
- Tudo depende do modo como tu olhas para as coisas. Há nele cinco qualidades que, se as conseguires manter, farão de ti uma pessoa sempre em paz com o mundo.
A primeira qualidade: tu podes fazer grandes coisas, mas nunca te deves esquecer de que existe uma Mão que guia os teus passos. A esta mão nós chamamos Deus, e Ele deve sempre conduzir-te em direcção à Sua vontade.
A segunda qualidade: de vez em quando, é preciso parar de escrever e usar o afia-lápis. Isso faz com que o lápis sofra um bocado, mas deixa-o mais afiado. Portanto, aprende a suportar algumas dores, porque elas farão de ti uma pessoa melhor.
A terceira qualidade: o lápis permite sempre que usemos uma borracha para apagar aquilo que está errado. Percebe que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente mau, mas importante para nos manter no caminho da justiça.
A quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou a sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, presta sempre atenção àquilo que acontece dentro de ti.
Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele deixa sempre uma marca. Da mesma maneira, compreende que tudo o que tu fizeres na vida vai deixar traços, por isso tenta ser consciente de todas as tuas acções."


Espero que gostem.
Beijinhos

quarta-feira, 2 de abril de 2008

João Paulo II...


Rogito pelo falecimento do Santo Padre João Paulo II

OBITUS, DEPOSITIO ET TUMULATIO IOANNIS PAULI PP II SANCTAE MEMORIAE

Na luz de Cristo ressuscitado dos mortos, a 2 de Abril do ano do Senhor de 2005, às 21: 37 horas da noite, quando o dia de sábado chegava ao fim, e já tínhamos entrado no dia do Senhor, Oitava de Páscoa e Domingo da Divina Misericórdia, o amado Pastor da Igreja, João Paulo II, passou deste mundo para o Pai. Toda a Igreja em oração acompanhou o seu trânsito, especialmente os jovens.

João Paulo II foi o 264º Papa. A sua memória permanece no coração da Igreja e da humanidade inteira.

Karol Wojtyla, eleito Papa a 16 de Outubro de 1978, nasceu em Wadowice, cidade a 50 quilómetros de Cracóvia, a 18 de Maio de 1920 e foi baptizado dois dias depois na Igreja paroquial pelo sacerdote Francisco Zak.

Aos nove anos recebeu a Primeira Comunhão e aos 18 o sacramento da Confirmação. Interrompidos os estudos, porque as forças de ocupação nazistas tinham fechado a Universidade, trabalhou numa mina e, em seguida, na fábrica Solvay.

A partir de 1942, sentindo-se chamado ao sacerdócio, frequentou os cursos de formação do seminário clandestino de Cracóvia. A 1 de Novembro de 1946 recebeu a ordenação sacerdotal das mãos do Cardeal Adam Sapieha. Depois foi enviado para Roma, onde obteve a licenciatura e o doutoramento em teologia, com a tese que tinha por título Doctrina de fide apud Sanctum Ioannem a Cruce.

Regressou depois à Polónia, onde desempenhou alguns cargos pastorais e ensinou as sagradas disciplinas. A 4 de Julho de 1958, o Papa Pio XII nomeou-o Bispo Auxiliar de Cracóvia. E Paulo VI, em 1964, destinou-o à mesma sede como Arcebispo. Como tal interveio no Concílio Vaticano II. Paulo VI criou-o Cardeal a 26 de Junho de 1967.

No Conclave foi eleito Papa pelos Cardeais a 16 de Outubro de 1978 e assumiu o nome de João Paulo II. A 22 de Outubro, Dia do Senhor, iniciou solenemente o seu ministério Petrino.

O pontificado de João Paulo II foi um dos mais longos da história da Igreja. Nesse período, sob vários aspectos, verificaram-se muitas mudanças. Conta-se a queda de certos regimes, para a qual ele mesmo contribuiu. A fim de anunciar o Evangelho realizou muitas viagens, em várias nações.

João Paulo II exerceu o ministério Petrino com incansável espírito missionário, dedicando todas as suas energias impelido pela sollicitudo omnium ecclesiarum e pela caridade aberta à humanidade inteira. Mais do que qualquer Predecessor encontrou o Povo de Deus e os Responsáveis das Nações, nas Celebrações, nas Audiências gerais e especiais e nas Visitas pastorais.

O seu amor pelos jovens estimulou-o a iniciar as Jornadas Mundiais da Juventude, convocando milhões de jovens em várias partes do mundo.

Promoveu com sucesso o diálogo com os judeus e com os representantes das outras religiões, convocando-os por vezes em encontros de oração pela paz, especialmente em Assis.

Alargou notavelmente o Colégio dos Cardeais, criando 231 (mais um in pectore). Convocou 15 Assembleias do Sínodo dos Bispos, 7 gerais ordinárias e 8 especiais. Erigiu numerosas Dioceses e Circunscrições, em particular no leste europeu.

Reformou os Códigos de Direito Canónico Ocidental e Oriental, criou novas Instituições e reorganizou a Cúria Romana.

Como "sacerdos magnus" exerceu o ministério litúrgico na Diocese de Roma e em todo o mundo, em plena fidelidade ao Concílio Vaticano II. Promoveu de maneira exemplar a vida e a espiritualidade litúrgica e a oração contemplativa, especialmente a adoração eucarística e a oração do Santo Rosário (cf. Carta apost. Rosarium Virginis Mariae).

Sob a sua guia a Igreja aproximou-se do terceiro milénio e celebrou o Grande Jubileu do Ano 2000, segundo as orientações indicadas com a Carta apostólica Tertio millennio adveniente.

Depois, a Igreja aproximou-se da nova era, recebendo para ela novas indicações na Carta apostólica Novo millennio ineunte, na qual se mostrava aos fiéis o caminho do tempo futuro. Com o Ano da Redenção, o Ano Mariano e o Ano da Eucaristia, promoveu a renovação espiritual da Igreja. Deu um extraordinário impulso às canonizações e beatificações, para mostrar inumeráveis exemplos da santidade de hoje, que servissem de estímulo aos homens do nosso tempo. Proclamou Doutora da Igreja Santa Teresa do Menino Jesus.

O magistério doutrinal de João Paulo II é muito rico. Guarda do depósito da fé, ele dedicou-se com sabedoria e coragem à promoção da doutrina católica, teológica, moral e espiritual, e a contrastar durante todo o seu Pontificado tendências contrárias à genuína tradição da Igreja.

Entre os documentos principais contam-se 14 Encíclicas, 15 Exortações apostólicas, 11 Constituições apostólicas, 45 Cartas apostólicas, além das Catequeses propostas nas Audiências gerais e das alocuções pronunciadas em todas as partes do mundo. Com o seu ensinamento João Paulo II confirmou e iluminou o Povo de Deus com a doutrina teológica (sobretudo nas primeiras três grandes Encíclicas Redemptor hominis, Dives in misericordia, Dominum et vivificantem), antropológica e social (Encíclicas Laborem exercens, Sollicitudo rei socialis, Centesimus annus), moral (Encíclicas Veritatis splendor, Evangelium vitae), ecuménica (Encíclica Ut unum sint), missiológica (Encíclica Redemptionis missio), mariológica (Encíclica Redemptoris Mater).

Promulgou o Catecismo da Igreja Católica, à luz da Tradição, autorizadamente interpretada pelo Concílio Vaticano II.

O seu magistério culminou na Encíclica Ecclesia de Eucharistia e na Carta apostólica Mane nobiscum Domine, durante o Ano da Eucaristia.

João Paulo II deixou a todos um testemunho admirável de piedade, de vida santa e de paternidade universal.

As testemunhas das celebrações e da inumação.


CORPUS IOANNIS PAULI P.M.
VIXIT ANNOS LXXXIV, MENSES X DIES XV
ECCLESIAE UNIVERSAE PRAEFUIT
ANNOS XXVI MENSES V DIES XVII

Semper in Christo vivas, Pater Sancte!