Tempos livres

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Senhora de Maio...

Senhora de Maio,
É teu este mês, Senhora. Para ti se volta o meu coração, convidado pela Igreja que ajudaste a fundar e por quem, há dois mil anos, intercedes.

É bom e justo que te seja consagrado um tempo assim. Todo um mês, que lembra o ano inteiro, em que tu és particularmente evocada como glória da humanidade, mulher pensada por Deus para ser a Mãe do Redentor.

Foste no tempo dos homens o lugar e o instante onde a Divindade Se fez carne e tomou corpo, em tudo igual ao meu. Foste, no mundo dos homens, templo e primeira morada do Deus que veio para ser Deus-connosco.

É Maio, Senhora. Enche-se Fátima com aqueles que caminhando, se fazem peregrinos do teu Santuário. Reza-se mais o terço e ouve-se mais e melhor a tua Mensagem.
É Maio, Senhora. Tem mais velas e flores o teu altar. Saem procissões, levando a tua imagem pelas ruas do mundo.

É Maio, Maria. É este o nome que passa de boca em boca, é este o cântico que sobe das nossas Igrejas, em toada de pedido e louvor. Sendo a Mãe de Deus, aprendeste a amar o Amor, amando o teu Filho. Por amor o educaste e por amor o viste morrer numa cruz.

E foi lá, na dor do Calvário, junto à Cruz, que me foste dada como Mãe. Nasci teu filho, das dores da Mãe de todas as dores.

Sempre fiel a esta última vontade de Jesus, não abandonaste nunca os que te foram confiados. De tanto pedido escutares e de por tantos a Teu Filho pedires, foste pela Igreja proclamada «omnipotência suplicante»: aquele que tudo pode, pedindo.

Senhora de Maio, tenho a graça de cedo me ter sido ensinado o teu nome e de cedo ter aprendido como é doce a ternura do teu olhar. Dá-me o teu coração, refúgio dos pecadores como eu. Com o teu coração, lugar do amor e da razão, quero aprender a obediência e a humildade que um dia me façam cantar contigo a alegria de um Magnificat.

in, Amen, Rui Correa d' Oliveira

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