Tempos livres

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mensagem Urbi et Orbe...

Queridos irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro,e vós todos, homens e mulheres amados pelo Senhor!

«Lux fulgebit hodie super nos,quia natus est nobis Dominus.- Hoje sobre nós resplandecerá uma luzporque nasceu para nós o Senhor»
(Missal Romano: Antífona de Entrada, da Missa da Aurora no Natal do Senhor).

A liturgia da Missa da Aurora lembrou-nos que a noite já passou, o dia vai alto; a luz que provém da gruta de Belém resplandece sobre nós.
Todavia a Bíblia e a Liturgia não nos falam da luz natural, mas de uma luz diversa, especial, de algum modo apontada e orientada para um «nós», o mesmo «nós» para quem o Menino de Belém «nasceu». Este «nós» é a Igreja, a grande família universal dos que acreditam em Cristo, que aguardaram com esperança o novo nascimento do Salvador e hoje celebram no mistério a perene actualidade deste acontecimento.
Ao princípio, ao redor da manjedoura de Belém, aquele «nós» era quase invisível aos olhos dos homens. Como nos diz o Evangelho de São Lucas, englobava, para além de Maria e José, poucos e humildes pastores que acorreram à gruta avisados pelos Anjos. A luz do primeiro Natal foi como um fogo aceso na noite. À volta tudo estava escuro, enquanto na gruta resplandecia a luz verdadeira «que ilumina todo o homem» (Jo 1, 9). E no entanto tudo acontece na simplicidade e ocultamente, segundo o estilo com que Deus actua em toda a história da salvação. Deus gosta de acender luzes circunscritas, para iluminarem depois ao longe e ao largo. A Verdade e também o Amor, que são o seu conteúdo, acendem-se onde a luz é acolhida, difundindo-se depois em círculos concêntricos, quase por contacto, nos corações e mentes de quantos, abrindo-se livremente ao seu esplendor, se tornam por sua vez fontes de luz. É a história da Igreja que inicia o seu caminho na pobre gruta de Belém e, através dos séculos, se torna Povo e fonte de luz para a humanidade. Também hoje, por meio daqueles que vão ao encontro do Menino, Deus ainda acende fogueiras na noite do mundo para convidar os homens a reconhecerem em Jesus o «sinal» da sua presença salvífica e libertadora e estender o «nós» dos crentes em Cristo à humanidade inteira.
Onde quer que haja um «nós» que acolhe o amor de Deus, aí resplandece a luz de Cristo, mesmo nas situações mais difíceis. A Igreja, como a Virgem Maria, oferece ao mundo Jesus, o Filho, que Ela própria recebeu em dom e que veio para libertar o homem da escravidão do pecado. Como Maria, a Igreja não tem medo, porque aquele Menino é a sua força. Mas, não O guarda para si: oferece-O a quantos O procuram de coração sincero, aos humildes da terra e aos aflitos, às vítimas da violência, a quantos suspiram pelo bem da paz. Também hoje, à família humana profundamente marcada por uma grave crise, certamente económica mas antes ainda moral, e por dolorosas feridas de guerras e conflitos, a Igreja, com o estilo da partilha e da fidelidade ao homem, repete com os pastores: «Vamos até Belém» (Lc 2, 15), lá encontraremos a nossa esperança.
O «nós» da Igreja vive no território onde Jesus nasceu, na Terra Santa, para convidar os seus habitantes a abandonarem toda a lógica de violência e represália e a comprometerem-se com renovado vigor e generosidade no caminho para uma convivência pacífica. O «nós» da Igreja está presente nos outros países do Médio Oriente. Como não pensar na atribulada situação do Iraque e no «pequenino rebanho» de cristãos que vive na região? Às vezes sofre violências e injustiças, mas está sempre disposto a oferecer a sua própria contribuição para a edificação da convivência civil contrária à lógica do conflito e rejeição do vizinho. O «nós» da Igreja actua no Sri Lanka, na Península Coreana e nas Filipinas, e ainda noutras terras asiáticas, como fermento de reconciliação e de paz. No continente africano, não cessa de erguer a voz até Deus para implorar o fim de toda a prepotência na República Democrática do Congo; convida os cidadãos da Guiné e do Níger ao respeito dos direitos de cada pessoa e ao diálogo; aos de Madagáscar pede para superarem as divisões internas e acolherem-se reciprocamente; a todos lembra que são chamados à esperança, não obstante os dramas, provações e dificuldades que continuam a afligi-los. Na Europa e na América do Norte, o «nós» da Igreja incita a superar a mentalidade egoísta e tecnicista, a promover o bem comum e a respeitar as pessoas mais débeis, a começar daquelas ainda por nascer. Nas Honduras, ajuda a retomar o caminho institucional; em toda a América Latina, o «nós» da Igreja é factor de identidade, plenitude de verdade e caridade que nenhuma ideologia pode substituir, apelo ao respeito dos direitos inalienáveis de cada pessoa e ao seu desenvolvimento integral, anúncio de justiça e fraternidade, fonte de unidade.
Fiel ao mandato do seu Fundador, a Igreja é solidária com aqueles que são atingidos pelas calamidades naturais e pela pobreza, mesmo nas sociedades opulentas. Frente ao êxodo de quantos emigram da sua terra e são arremessados para longe pela fome, a intolerância ou a degradação ambiental, a Igreja é uma presença que chama ao acolhimento. Numa palavra, a Igreja anuncia por toda a parte o Evangelho de Cristo, apesar das perseguições, as discriminações, os ataques e a indiferença, por vezes hostil, mas que lhe consentem de partilhar a sorte do seu Mestre e Senhor.
Queridos irmãos e irmãs, que grande dom é fazer parte de uma comunhão que é para todos! É a comunhão da Santíssima Trindade, de cujo seio desceu ao mundo o Emanuel, Jesus, Deus-connosco. Como os pastores de Belém, contemplamos cheios de maravilha e gratidão este mistério de amor e de luz! Boas-festas de Natal para todos!

© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana

domingo, 27 de dezembro de 2009

Do presépio de Belém...



Eis que numa cidade, Belém, nasceu um Salvador, Jesus Cristo. Este acontecimento, 2009 anos depois aparece retratado em diversos tamanhos, cores e feitios, mas na sua génese está «O Verbo fez-se carne e habitou entre nós» cf. Jo 1.

Na simplicidade de uma gruta, ou estábulo a Sagrada Família de Nazaré foi visitada por pastores, anjos e reis vindos do Oriente.

Os presépios mais elaborados apresentam-nos diversas personagens, desde os pastores, ao lenhador, ao padeiro, ao comerciante, à mulher que lava a roupa e a tantos outros figurantes consoante a imaginação de cada autor, mas num aspecto são unanimes, todos vieram adorar o Menino e apresentar-lhe o que tinham...

BOAS FESTAS...

Neste Domingo que se segue ao Natal celebra-se a Festa da Sagrada Família de Nazaré, e nela se recordam todas as famílias do mundo. Onde pais, mães e filhos têm um papel determinante para o bem comum e da sociedade.

Amado Jesus, José e Maria, meu coração vos dou e alma minha;

Amado Jesus, José e Maria, assisti-me na última agonia;

Amado Jesus, José e Maria, repouse entre vós alma minha.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Selinho.. Boas Festas


Ofereço este selinho a todos os meus seguidores e amigos!
Votos de Boas Festas.
Bjinhos e/ou abraços
Bruno Alexandre

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Caridade...

"A caridade é a fonte e origem de todos os bens, é a mais segura protecção, é o caminho que leva ao Céu. Quem caminha na caridade não pode temer nem errar; ela dirige, protege e leva a bom termo.Por isso, irmãos, uma vez que Jesus Cristo nos deu a escada da caridade pela qual todo o cristão pode subir ao Céu, conservai fielmente a caridade verdadeira, exercitai a uns com os outros e, subindo por ela, progredi sempre no caminho da perfeição".
(Autor do século VI)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O amor...

Muito se tem falado sobre o amor, até porque este é um tema presente em diversas culturas.
O amor ocupa o centro da busca humana e só quando o encontra o ser humano se sente realizado. É cantado na poesia, analisado na literatura, celebrado na dedicação generosa ao próximo, é festa e drama, luz e interrogação, paixão e ternura serena, desejo e posse; busca de intimidade e comunhão, mas permite também a contemplação do outro colocando nele todas as nossas esperanças.
O ser humano tem um papel fundamental nesta questão do amor, sendo no seu todo amado (em corpo e espírito) pelo coração de quem ama. Mas não basta só amar, é necessário também sentir-se amado e desejado proporcionando assim sentimentos de amantes e amados permitindo a construção da intimidade, da comunhão e da partilha.
Pode-se amar muitas coisas, os pais, os irmãos, os amigos, a natureza, o outro (o-nosso-mais-que-tudo) e fazemo-lo de forma diferente, mas com a mesma convicção e entrega, pois só assim nos sentiremos realizados em plenitude. O amor não se esgota ao amar os outros, pelo contrário, quanto mais se dá, mais se tem para dar, contraria qualquer princípio matemático. :=)
Talvez a atracão seja uma primeira forma de amor, pois todas as experiências de amor inter-pessoal começam no sentir-se atraído pelo outro e aos poucos vamo-nos sentindo especiais, pois há algo que nos atraí, desde a beleza, à inteligência passando pela bondade e simplicidade ou porque simplesmente partilha dos mesmos gostos e desejos.
Começar a amar é antes de mais e acima de tudo deixar-se guiar por esta atracão em busca de uma relação que nos identifique.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Se queres um amigo, cativa-o...


Foi então que apareceu a raposa: - Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu o principezinho com delicadeza. Mas ao voltar-se não viu ninguém.
- Anda brincar comigo, propôs-lhe o principezinho. Estou tão triste ...
- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! Perdão, disse o principezinho. Mas depois de ter reflectido acrescentou:
- Que significa «cativar»?
- É uma coisa de que toda a gente se esquecer, disse a raposa. Significa criar laços.
- Criar laços?
- Isso mesmo, disse a raposa. Para mim, não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti e tu não precisas de mim. Para ti não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no mundo. Serei única no mundo para ti... Cativa-Me, por favor, disse ela.
- Tenho muito gosto, respondeu o principezinho, mas falta-me tempo. Preciso de Descobrir amigos e conhecer muitas coisas.
- Só se conhecem as coisas que se cativam, disse a raposa. Os homens já não têm tempo para tomar conhecimento de nada. Compram coisas feitas aos mercadores. Mas como não existem mercadores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me.
- Como é que hei-de fazer? Disse o principezinho.
- Tens de ter muita paciência, respondeu a raposa. Primeiro, sentas-te um pouco afastado de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo rabinho do olho e tu não dizes nada. A linguagem é fonte de mal entendidos. Mas, de dia para dia, podes sentar-te cada vez mais perto ...
Foi assim que o principezinho cativou a raposa.


In: "O Principezinho" de Antoine de Saint-Exupéry

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tenho sede de amor...

Tenho uma sede profunda e ardente de amor verdadeiro; daquele todo despojado, totalmente gratuito que não pede nada em troca, apenas a felicidade do outro; daquele inquieto e à procura, exigente e peregrino.
Tenho sede de um amor apaixonado pelo bem do outro, que não se contenta com o que já é; daquele incondicionalmente fiel, tenazmente paciente e próximo.
Um amor que tudo perdoa, tudo espera, tudo suporta, sem reservas ou preconceitos, sem defesas e sem condições.
Tenho sede de um amor que dure toda a vida onde o outro se confunda em nós, que depois do prazer e da conquista não se sacie!

:)

domingo, 13 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

"Discutir a relação"...

As discussões muitas vezes são necessárias pois elas podem-nos ajudar a limar as pequenas arestas da relação e permitem-nos averiguar até que ponto aquela relação tem futuro.
Muitas vezes parte-se do pressuposto que o outro sub entende a nossa vontade e a “nossa” ideia de relação.
Por vezes parte-se de uma “curte” e não se quer mais do que isso, um passar um bom bocado e pronto, contudo o outro vê nesta curte um futuro e vai criar ilusões porque não houve a coragem de dizer que isto é apenas e só uma curte. É verdade que algumas relações começaram por ser uma curte, mas evoluíram porque ambos “discutiram” e viram um futuro para o seu relacionamento.
É importante não ferir o outro (m, f) porque também ele tem sentimentos e as feridas levam muito tempo a sarar ou a curar e nunca mais seremos os mesmos, pois “perdemos” um pouco de nós na relação.
Costumo dizer que no princípio somos 100% de nós mesmos, mas com o avançar do relacionamento vamos sendo 95% nós, 5% do outro, 90% – 10%, 80% -20%, …, daí que quando tudo acaba fica-nos a faltar uma parte.
Homens, tenham atenção aos sentimentos das ladys, e esclareçam os vossos sentimentos.
Ladys, lá porque o “miudo” é giro, não façam colecção, respeitem-no e sejam sinceras!

Permitam-me este exemplo que vou deixar;
Há tempos enquanto ouvia as noticias pela televisão vejo uma casa totalmente em ruínas, apenas se viam os destroços de uma desgraça à muito anunciada. Mas aos primeiros sinais de aviso, não lhe foi dada a devida importância e com o tempo o inevitável aconteceu.
Neste monte de ruínas perdeu a vida uma criança e duas pessoas ficaram feridas.
Quantas vezes nos relacionamentos do dia-a-dia são visíveis os sinais de ruptura, aos quais não ligamos, ou por desleixo ou comodismo, e depois a tragédia bate-nos à porta.
E como no exemplo citado quantas vezes não ficamos sentimentalmente feridos ou “mortos” para uma vida de felicidade.


N.B.: Este post foi um comentário ao post Discutir a relação publicado no Blog, Laetitia Sweeney Rose

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Advento...


O Advento recorda-nos a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e insere-nos no caráter missionário da vinda de Cristo.
Ao aprofundar os textos litúrgicos deste tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor Jesus, que de facto encarna e torna-se presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao fazer-se carne torna próximo o Reino (Mc 1,15).
O Advento recorda também o Deus da Revelação. Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos.
O caráter missionário do Advento manifesta-se na Igreja pelo anúncio do Reino e a seu acolhimento pelo coração do homem até à manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Baptista e Maria são exemplos concretos da vida missionária de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando Cristo ao irmão para o santificar. Não podemos esquecer que toda a humanidade e toda a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação do Reino de Deus.
A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar o mistério da salvação e tendo Jesus como referência estaremos dispostos a "perder" a vida em favor do anúncio do Reino.


in:

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A tábua e os pregos...


Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo.


Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.

Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.

Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua...Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.


O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai.

Este disse-lhe: - Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estas com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retira-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física.

Amigos são jóias raras, cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria, e têm sempre o coração aberto para ti.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009



Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és Rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».
Jo. 18, 36-37

sábado, 21 de novembro de 2009

Declaração de amizade


Oiiii, Tudo bem?
Hoje eu venho postar as DECLARAÇÕES DE AMIZADE que recebi da Ana!
Obrigada pela lembrança!
Então, vamos a elas?~
O primeiro é:
Amizade não se compra, se conquista!

"A amizade permanente não se compra e não se vende,não se ensina e nem se aprende,nasce e morre com a gente."

"Declaração de Afeto"-
Escolhemos dez amigos para declarar a nossa amizade e os nomeamos num post.
- Em seguida visitamos seus blogs e comunicamos a nomeação.
- Cada um deverá nomear mais dez, e assim sucessivamente.
- Não há selos ou prêmios, apenas nossa declaração sincera de afeto.
- Se receber de volta é pq vc realmente é considerada uma grande amiga.
O segundo é:

Amizade é um sentimento, que chega devagarinho pelos actos,pelo carinho, pela lembrança... E na net não é diferente,você visita um dia um blog, gosta, volta...E assim vai crescendo o número de amigos, das atenções recebidas e dos carinhos ganhos.
Funciona assim:

- Escolhemos dez amigos para declarar a nossa amizade e os nomeamos num post.
- Em seguida visitamos seus blogs e comunicamos a nomeação.
- Cada um deverá nomear mais dez, e assim sucessivamente.
- Não há selos ou prêmios, apenas nossa declaração sincera de afeto.
- Se receber de volta é porque você realmente é considerada uma grande amiga.
Vou nomeá-los a 6 amigas/os dos blog que sigo:

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Como é grande Senhor, a Vossa recompensa!


Peguei na Bíblia e deparo-me com a passagem da viúva de Sarepta e de Elias.
Elias, o Profeta do Senhor está cansado e sente fome. Recorre a uma pobre viúva que vem apanhar uns galhos de lenha para cozer o resto da farinha que tem em casa, para servir de sustento a si e ao seu filho, enquanto esperam a morte. Elias, abatido e sem forças implora a misericórdia da viúva e pede-lhe que esta lhe dê um pão e água para beber.
No diálogo que ambos travam Elias começa por pedir de beber, a pobre viúva põe-se a caminho para ir buscar água, mas é novamente chamada por Elias que lhe pede também o pão.
Pode não ser por acaso que Elias pede por duas vezes, talvez para experimentar se a viúva apesar das dificuldades atende o seu pedido, se o pedido da água pode ser satisfeito, já o pão, merece da pobre viúva um reparo, «tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. (cf. 1Re 17, 12). Ainda assim, e perante a insistência de Elias a viúva foi e fez como lhe disse Elias.
No seu pouco sustento, do pouco que tinha, a viúva de Serepta repartiu com o Profeta. Confiou na promessa de que nem a farinha acabaria nem se esvaziaria a almotolia do azeite até que a seca tivesse terminado.
Esta passagem (pode) leva-nos a questionar sobre a generosidade. Do pouco que tinha repartiu e ainda sobrou. Abandonou-se no Senhor e Ele não lhe faltou. Confiou e a sua prece foi atendida. Que lhe terá ocorrido na mente quando um estrangeiro lhe pediu alimento e ela que pouco ou nada tinha para dar. Que fazer? Confiar no estrangeiro? Deixá-lo e seguir a sua lida, cozer a farinha que lhe restava e esperar pela morte?
Na sua generosidade viu que, pouco tinha a perder e, ao repartir o que tinha o Senhor fez maravilhas, encher a panela e não deixou que o azeite se esgotasse.
Como é grande Senhor, a Vossa generosidade. O pouco que a pobre viúva repartir, tornou-se semente, saciando a sua fome e a do profeta, e durante muito tempo a fome não rondou aquela casa, porque o Senhor foi fiel à Sua promessa.
Peço-Te, neste dia Senhor, torna o meu coração dócil à Tua voz e à voz dos mais necessitados e famintos, para que a exemplo da viúva de Sarepta também eu vá ao seu encontro e reparta o que tenho… Sim, Senhor, se repartir o que tenho e nele puser todo o meu amor e todo o meu coração, decerto que não deixarás que “a panela de farinha se esgote, nem que a almotolia de azeite se esvazie” e será grande a alegria no teu Reino e menor o sofrimento do irmão necessitado.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Santa Isabel da Hungria...


Celebra-se a 17 de Novembro a festa litúrgica de Santa Isabel da Hungria, Padroeira da Ordem Fransciscana Secular.

Era filha de André II, rei da Hungria, e nasceu no ano 1207. Ainda muito jovem foi dada em matrimónio a Luís IV, landgrave da Turíngia, e teve três filhos. Dedicou se a uma vida de intensa meditação das realidades celestes e de caridade para com o próximo. Depois da morte de seu marido, renunciou aos seus títulos e bens e construiu um hospital onde ela mesma servia os enfermos. Morreu em Marburgo no ano 1231.


"O que fez foi realmente viver com os pobres. Desempenhava pessoalmente os serviços mais elementares do cuidado com os doentes: lavava-os, ajudava-os precisamente nas suas necessidades mais básicas, vestia-os, tecia-lhes roupas, compartilhava a sua vida e o seu destino e, nos últimos anos, teve de sustentar-se apenas com o trabalho das suas próprias mãos." (da Homilia do Cardeal Ratzinger, Arcebispo de Munique, Dezembro de 1981, Papa Bento XVI)


Que a exemplo de Santa Isabel da Hungria cada um de nós vá ao encontro dos mais necessidados e econheça no irmão que sofre o próprio Senhor.

Quando damos algo a Deus, não ficamos com menos, maravilhosamente, parece que o Senhor enche e retribuiu em quantidade muito superior aquilo que demos aos outros.


Santa Isabel da Hungria, Padroeira da OFS, Rogai por nós!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Vamos conhecermo-nos melhor...



Ganhei este prémio/brincadeira da minha amiga Ana.


Esta brincadeira consiste em responder 10 perguntas e repassá-la a 14 blogs.

Então lá vai:


1-) En que animal te reencarnarías?

R: Talvez um pássaro. Podia voar e alegrar os dias com o meu canto.


2-) Algo sin lo que no puedas estar?

R: Sem os que mais amo (amigos e familia).


3-) Que es lo que mas aprecias de una persona?

R: A sinceridade e amizade.


4-) De que color sueles vestir?

R: Várias, azul, verde, vermelho.

5-) Tres palabras que te definen:

R: Amigo, sincero, lutador.


6-) Un lugar al que viajarías?

R: Grécia, Roma, Paris, Veneza. Sempre na companhia de quem amo.


7-) Tu cita favorita?

R: Deixa por onde fores caminhando brilhante sinal da tua bondade.


8-) Algo que quieras hacer?

R: Fazer os outros felizes.


9-) Si no te dedicaras a lo que te dedicas.

R: Gostava de saber um pouco mais de bricolage e ter tempo para fazer pequenas e novas criações.


10-) Cual es tu mayor extravagancia?

R: Gostar de viajar e comprar pequenos miminhos (o dinheiro não chega pra mais).


Respondida as perguntas, lá vai a dedicatória:

Dedico esta brincadeira a TODOS OS MEUS SEGUIDORES


Vamos lá conhecermo-nos melhor

Prece...



Este dia amanhece, Senhor,

com a certeza da Tua vitória sobre a morte e o pecado,

por isso Te peço,

ajuda-me a crucificar os meus pecados e vícios

para que possa conTigo

habitar na Jerusalém Celeste.

Assim seja.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O amor...


O teu amor é permanente e podes sempre dar esse amor aos outros. Quando deixam de te amar, não precisas de deixar de amar. A nível humano, as mudanças talvez sejam necessárias, mas podes manter-te fiel ao teu amor.

Um dia vais sentir-te liver para dar um amor gratuito, um amor que não pede nada em troca, simplesmente a felicidade do outro. Um dia também te sentirás livre para receber amor gratuito...

O Amor é-nos oferecido muitas vezes, mas não o reconhecemos. Ignoramo-lo porque estamos determinados a recebê-lo da mesma pessoa a quem o demos, e esquecemo-nos de que os outros também nos amam, mas de forma diferente daquela que por vezes gostariamos.


Talvez fosse importante tornar-mo-nos mais sensíveis e mais atentos à forma como o amor surge nas nossas vidas, tornando assim cada encontro um manancial de felicidade.


Um abraço,

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Basílica de S. João de Latrão...


Todos os anos, no dia 9 de Novembro, fazemos memória da Dedicação da Basílica de Latrão. Trata-se da primeira igreja construída no mundo. Terminadas as perseguições romanas contra os cristãos com o Edito de Milão (313), por ordem do Imperador Constantino, foi construída uma igreja no palácio dos Laterani e dedicada ao Santíssimo Salvador pelo Papa Silvestre no ano 324.

Mais tarde, devido, talvez, ao impressionante baptistério nela construído, foi-lhe dada o título de S. João, passando a denominar-se Basílica de São João de Latrão. Antes da sua existência, os cristãos reuniam-se em casas particulares, conhecidas como “domus ecclesiae”, conscientes de que não precisavam de um templo material, mas de um feito de pedras vivas, “talhadas” pelo Espírito Santo (cf. 1Pe 2,5).

A dedicação de uma igreja tem como finalidade expressar o uso exclusivo para o culto divino de uma determinada construção. Esta é dedicada ao Senhor com um rito solene, seguindo a tradição judaica (cf. 2 Re 8, 1-66; Esd 6, 15-18).

A Basílica de S. João de Latrão é a sede oficial do Bispo de Roma. Nela se encontra a Cátedra do Sucessor de Pedro. Pelo facto de ser a Catedral do Papa, recebeu o título de “mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade e do mundo”, como se lê no seu frontispício (“omnium Urbis et Orbis ecclesiarum mater et caput”).

Celebrar esta festa tem uma dupla finalidade: em primeiro lugar, reflectir sobre qual é o verdadeiro templo de Deus; em segundo lugar, expressar a nossa comunhão com o Papa.


(fonte: Web)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pelos fiéis deuntos...


Senhor, glória dos fiéis e vida dos justos,

que nos salvastes pela morte e ressurreição do vosso Filho,

acolhei com bondade os vossos fiéis defuntos,

de modo que, tendo eles acreditado no mistério da ressurreição,

mereçam alcançar as alegrias da bem-aventurança eterna.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Amen

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Para ler...

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.
Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos.
Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris.
Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar: Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram.
Uma manhã,a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem...
Moral da História:Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar. " O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente."
A origem desta carta é desconhecida, mas ela traz "sorte" a todos os que a passam.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Tijela de Madeira

Hoje venho partilhar convosco um texto que encontrei num blog que visito com frequência, o blog da Joaninha, e que gostei muito.
É uma boa mensagem para este fim-de-semana. Espero que gostem.
A TIGELA DE MADEIRA
Cláudio Seto

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer.
Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
- Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai - disse o filho.
- Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos.
Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.
Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira.
Ele perguntou delicadamente à criança:
- O que você está fazendo?
O menino respondeu docemente:
- Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer.
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.
Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.
Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.
E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

Amanhecer...


domingo, 4 de outubro de 2009

Louvado sejais Senhor...


CÂNTICO DAS CRIATURAS , de S. Francisco de Assis


Altíssimo, Omnipotente, Bom Senhor
Teus são o Louvor, a Glória, a Honra e toda a Bênção.


Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as Tuas criaturas, especialmente o senhor irmão Sol,
que clareia o dia e que, com a sua luz, nos ilumina. Ele é belo
e radiante, com grande esplendor; de Ti, Altíssimo, é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã Lua e pelas estrelas, que no céu formaste, claras.
preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor.
pelo irmão vento, pelo ar e pelas nuvens, pelo sereno e por todo o tempo em que dás sustento às Tuas criaturas.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã água, útil e humilde, preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor,
pelo irmão fogo, com o qual iluminas a noite.
Ele é belo e alegre, vigoroso e forte.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa, produz frutos diversos, flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor,
pelos que perdoam pelo Teu amor e suportam as enfermidades e
tribulações.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela nossa irmã, a morte corporal, da qual homem algum pode
escapar.

Louvai todos e bendizei o meu Senhor!
Dai-Lhe graças e servi-O com grande humildade!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Papa Bento XVI visita Portugal no próximo ano...

Sua Santidade o Papa Bento XVI efectuará uma Visita a Portugal no próximo ano, em resposta ao convite que lhe foi endereçado pelo Presidente da República.

Para lá do programa oficial, Sua Santidade o Papa Bento XVI deslocar-se-á ao Santuário Mariano de Fátima, onde presidirá às cerimónias religiosas de 13 de Maio.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Oraçao para o ano sacerdotal...

Senhor Jesus,

Vós quisestes dar à Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem viva e uma personificação da caridade pastoral.

Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.

Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender a estar felizes e dignos diante do Santíssimo Sacramento, como é simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como é terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como é consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como é necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.

Fazei, ó Senhor Jesus que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais aprender quão necessário, humilde e glorioso é o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamado.

Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.

Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.

Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.

Mas, sobretudo, ó Senhor Jesus, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:

Eu Vos amo, meu Deus, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.

Eu Vos amo, Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.

Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.

Eu Vos amo, meu Deus, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.

Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.

Meu Deus, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.

Meu Deus, concedei-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.

Eu Vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.

Meu Deus, concedei-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.

Meu Deus, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.

Amén.

S. João Maria Vianney

terça-feira, 22 de setembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

...


Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fome...




Um destes dias enquanto estava a descansar um pouco depois do almoço, de barriga cheia, veio-me à memória a imagem de uma criança magríssima, sem nada para saciar a sua imensa fome. A imagem reproduzida em cima em nada se assemelha à que se perdia na minha lembrança, mas por ser chocante escolhi esta.
Todos nós temos direito a alimento e água para saciar as necessidades mais básicas de funcionamento do nosso organismo, mas quantas pessoas (crianças inclusive) morrem diariamente vítimas da fome! Vítimas anónimas de guerras e guerrilhas, esquecidas por todas, vozes muitas vezes silenciadas por quem tudo tem e em tudo manda.
Esta imagem fez-me pensar na comida que tantos lares desperdiçam, fruto da abundância, sem se importarem em estragar porque não lhes faz falta. É certo, que estes “mendigos” muitas vezes não estão à nossa porta e alimentá-los pode parecer uma tarefa impossível porque aquilo que sobra das nossas mesas não chegaria a tempo e em condições saudáveis a essas pessoas, contudo poderíamos ser mais conscientes quando fazemos a comida e quando deitamos as sobras para o lixo.
Quantas bocas se saciariam apenas com alguns bagos de arroz que deitamos fora. Como minimizaríamos o sofrimento desses seres humanos que sofrem e morrem em silêncio.
A minha prece, hoje, é para essas vítimas silenciosas que sucumbem à desnutrição e à falta de zelo de tantos que poderiam minimizar estas desigualdades.
Um abraço,

terça-feira, 15 de setembro de 2009

E vós, quem dizeis que Eu sou?...


“E vós, quem dizeis que Eu sou?” É uma pergunta que deve, de forma constante, ecoar nos nossos ouvidos e no nosso coração. Responder a esta questão não significa papaguear lições de catequese ou tratados de teologia, mas sim interrogar o nosso coração e tentar perceber qual é o lugar que Cristo ocupa na nossa existência… Responder a esta questão obriga-nos a pensar no significado que Cristo tem na nossa vida, na atenção que damos às suas propostas, na importância que os seus valores assumem nas nossas opções, no esforço que fazemos ou que não fazemos para o seguir… Quem é Cristo para mim? Ele é o Messias libertador, que o Pai enviou ao meu encontro com uma proposta de salvação e de vida plena?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pelas familias...


Senhor Jesus Cristo,
que reunistes a Igreja nascente no Cenáculo
com Maria, vossa Mãe,
fazei que a [esta] Igreja doméstica
aprenda com a Virgem Santa Maria
a conservar em seu coração as vossas palavras,
a perseverar assiduamente na oração
e a dedicar-se aos outros com a sua vida e os seus bens.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro...

Há 8 anos o mundo era abaldo pelos ataques às Torres Gemeas.
Ninguém imaginaria que tal podesse acontecer, estavamos de tal modo instalados nas nossas vidas que nada fazia prever um incidente desta natureza. O mundo horrorizado assistia em directo aos ataques que roubariam centenas de vidas inocentes, desde os trauseuntes, aos que se encontravam nos seus locais de trabalho.

8 anos se passaram, muitas vítimas inocentes voltaram a morrer, desde então, em nome de guerras sem fundamentos, esquecendo-se muitas vezes que a vida é um bem sublime que ninguém, nem religião alguma pode destruir.

Talvez seja altura de pensar se a violência leva a algum lado, se levar, só leva à destruição e fomenta cada vez mais ódios.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O meu 1º selo


Ofereço este selo a:

. Os meus labores...
. A inspiração da Imaginação
. O Sofá Vermelho
. Caixinha dos Sorrisos
. CristalizArte
. Uma semana com...
. Olhar Público
. Via Cristo

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Morte...

Há dias enquanto navegava, http://criticanarede.com/, encontrei este excerto sobre a morte, que partilho convosco.
"A ideia de que, num sentido mais amplo, mesmo uma vida feliz é absurda costuma ser apoiada por duas ideias. Uma delas é que vamos morrer inevitavelmente; a outra é que o universo nos é indiferente. Examinemos separadamente estas ideias.

Que atitude deveremos ter em relação à nossa mortalidade? Obviamente, isso depende do que julgamos que acontece quando morremos. Algumas pessoas acreditam que irão viver para sempre no paraíso. A morte, portanto, é como mudar para uma casa melhor. Se acreditamos nisto, devemos pensar que a morte é boa, pois ficaremos melhor depois de morrermos. Aparentemente, Sócrates tinha esta atitude, mas a maior parte das pessoas não a tem.

A morte pode ser, pelo contrário, o fim permanente da nossa existência. Se assim for, a nossa consciência extinguir-se-á e será o nosso fim. É importante compreender o que isto significa. Algumas pessoas parecem presumir que a inexistência é uma condição misteriosa, difícil de imaginar. Perguntam "Como será estar morto?" e ficam perplexas. Mas isto é um erro. A razão pela qual não conseguimos imaginar como é estar morto é o facto de estar morto ser como nada. Não conseguimos imaginar porque nada há para imaginar.

Se a morte é o fim da nossa existência, que atitude devemos ter relativamente a isso? A maior parte das pessoas pensa que a morte é uma perspectiva terrível. Odiamos a ideia de morrer e estamos dispostos a fazer quase tudo para prolongar a nossa vida. Porém, Epicuro disse que não devemos recear a morte. Numa carta a um dos seus seguidores, defendeu que "A morte nada é para nós", já que quando estivermos mortos não existiremos e, não existindo, nada de mal poderá acontecer-nos. Não estaremos infelizes, não sofreremos (não sentiremos medo, preocupações ou aborrecimentos) e não teremos desejos nem remorsos. Logo, concluiu Epicuro, a pessoa sábia não receará a morte. Epicuro acreditava que, ao eliminar o medo da morte, estas reflexões filosóficas podiam contribuir positivamente para a nossa felicidade durante a vida.

Há alguma verdade nisto. Ainda assim, esta perspectiva ignora a possibilidade de a morte ser má por constituir uma privação enorme — se a nossa vida pudesse continuar, poderíamos desfrutar de todos os géneros de coisas boas. Deste modo, a morte é um mal porque põe fim às coisas boas da vida. Isto parece-me correcto. Depois de eu morrer, a história humana prosseguirá, mas não conseguirei fazer parte dela. Não verei mais filmes, não lerei mais livros e não farei mais amigos nem mais viagens. Se eu morrer antes da minha mulher, não conseguirei estar com ela. Não irei conhecer os meus bisnetos. Surgirão novas invenções e far-se-ão novas descobertas sobre a natureza do universo, mas nunca irei conhecê-las. Será composta nova música, mas não irei ouvi-la. Talvez venhamos a estabelecer contacto com seres inteligentes de outros mundos, mas não saberei disso. É por esta razão que não quero morrer e que o argumento de Epicuro é irrelevante.
Mas será que o facto de ir morrer torna a minha vida absurda? Afinal, diz-se, o que interessa trabalhar, fazer amigos e constituir uma família se acabaremos por deixar de existir? Esta ideia tem uma certa ressonância emocional, mas envolve um erro fundamental. Temos de distinguir o valor de uma coisa da sua duração. Estas são questões diferentes. Uma coisa pode ser boa enquanto dura, mesmo que não vá durar para sempre. Enquanto controlaram o Afeganistão, os talibã destruíram diversos monumentos antigos. Isso foi uma tragédia porque esses monumentos eram maravilhosos, e o facto de serem vulneráveis não os tornava menos valiosos. Também uma vida humana pode ser maravilhosa, mesmo que tenha de terminar inevitavelmente. Pelo menos, o simples facto de que vai terminar não anula o valor que tenha."
James Rachels
Tradução de Pedro Galvão, retirada de Problemas da Filosofia, de James Rachels (Lisboa: Gradiva, 2009)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

"Caritas in veritate"...


O amor na verdade — caritas in veritate — é um grande desafio para a Igreja num mundo em crescente e incisiva globalização. O risco do nosso tempo é que, à real interdependência dos homens e dos povos, não corresponda a interacção ética das consciências e das inteligências, da qual possa resultar um desenvolvimento verdadeiramente humano. Só através da caridade, iluminada pela luz da razão e da fé, é possível alcançar objectivos de desenvolvimento dotados de uma valência mais humana e humanizadora. A partilha dos bens e recursos, da qual deriva o autêntico desenvolvimento, não é assegurada pelo simples progresso técnico e por meras relações de conveniência, mas pelo potencial de amor que vence o mal com o bem (cf. Rm 12, 21) e abre à reciprocidade das consciências e das liberdades.


in Carta Encíclica "caritas in veritate" de Bento XVI (nr. 9)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Amar e sofrer...

«Quando se pode sofrer e amar
Já se pode muito.
Pode-se o mais que se pode neste mundo.
Sentimos que sofremos;
Nem sempre sentimos que amamos
Mas sabemos que queremos amar;
E querer amar já é amar.


Parece-nos que nunca amamos bastante,


Mas Deus que conhece
O barro de que somos feitos
E nos ama ainda mais que uma mãe ao seu filho
Disse-nos que não havia de rejeitar
Nenhum dos que vêm a Ele».

Carlos Foucauld

terça-feira, 23 de junho de 2009

Parece que somos todos mestres...

Senhor,
Se fôssemos mestres em todas as ciências, incluindo a Tua, onde estariam os que deveríamos ensinar? Mas vê bem, Senhor, a nossa toleima.

Vivemos um tempo, em que parece, que somos todos mestres, exibindo a postura de falarmos de tudo e, até, de tudo estabelecer conceitos, pelo facto de andarmos tão cheios de nós mesmos que nos elevamos como se fôssemos balões vaidosos.E de tal modo assim é, que nos esquecemos que basta um furo na nossa vaidade para esvaziar o balão que somos.

Senhor, tem paciência comigo se um dia me vires atrás da corrente do mundo fura a vaidade do meu balão.

Faz de mim o aprendiz que devo ser.
Hoje e sempre.

Aprendiz, mas com o desejo de saber coisas grandes, como esta, de sendo fraco como sou, só Contigo – como disse o Teu Apóstolo – é que serei forte.

E isso, eu quero ser!

Teodoro A. Mendes

sexta-feira, 19 de junho de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Solenidade de Corpo de Deus...

"Ecce panis Angelorum / factus cibus viatorum: / vere panis filiorum Eis o pão dos Anjos, / feito pão dos peregrinos, / verdadeiro pão dos filhos" (Sequência).

Hoje a Igreja mostra ao mundo o Corpus Domini o Corpo de Cristo. E convida-nos a adorá-Lo: Venite adoremus Vinde, adoremos!

O olhar dos crentes concentra-se no Sacramento, em que Cristo se deu totalmente a si mesmo: Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Por isso foi sempre considerado o mais Santo: o "Santíssimo Sacramento", memorial vivo do Sacrifício redentor.

Voltamos, na solenidade do Corpus Domini, àquela "Quinta-feira" a que todos chamamos "santa", na qual o Redentor celebrou a sua última Páscoa com os discípulos: foi a Última Ceia, cumprimento da ceia pascal hebraica e inauguração do rito eucarístico.

Por isso a Igreja, desde há séculos, escolheu uma quinta-feira para a solenidade do Corpus Domini, festa de adoração, de contemplação e de exaltação. Festa em que o Povo de Deus se reúne à volta do tesouro mais precioso herdado de Cristo, o Sacramento da sua própria Presença, e O louva, canta e leva em procissão pelas ruas da cidade.

2. "Lauda, Sion, Salvatorem!" (Sequência).

A nova Sião, a Jerusalém espiritual, em que se reúnem os filhos de Deus de todos os povos, línguas e culturas, louva o Salvador com hinos e cânticos. Com efeito, são inexauríveis a admiração e o reconhecimento pelo dom recebido. Este dom "é maior do que qualquer louvor, não existe um cântico que seja digno" (ibid.).

Eis um mistério sublime e inefável. Mistério perante o qual permanecemos estupefactos e silenciosos, em atitude de contemplação profunda e extasiada.

3. "Tantum ergo Sacramentum veneremur cernui Adoremos, prostrados, este sacramento tão grande".

Na Sagrada Eucaristia está realmente presente Cristo, morto e ressuscitado por nós.

No Pão e no Vinho consagrados permanece connosco o mesmo Jesus dos Evangelhos, que os discípulos encontraram e seguiram, que viram crucificado e ressuscitado, cujas chagas Tomé tocou, prostrando-se em adoração e exclamando: "Meu Senhor e meu Deus!" (Jo 20, 28; cf. ibid., 17, 20).

No Sacramento do altar é oferecida à nossa amorosa contemplação toda a profundidade do mistério de Cristo, o Verbo e a carne, a glória divina e a sua morada entre os homens. Perante Ele, não podemos duvidar de que Deus está "connosco", que assumiu em Jesus Cristo todas as dimensões humanas, excepto o pecado, despojando-se da sua glória para com ela nos revestir a nós (cf. ibid., 21, 23).

No seu Corpo e no seu Sangue manifesta-se o rosto invisível de Cristo, Filho de Deus, na modalidade mais simples e ao mesmo tempo mais nobre possível neste mundo. Aos homens de todos os tempos que, perplexos, pedem: "Queremos ver Jesus" (Jo 12, 21), a Comunidade eclesial responde repetindo o gesto que o próprio Senhor realizou para os discípulos de Emaús: parte o pão. Então, ao partir o pão, abrem-se os olhos de quem o procura com coração sincero. Na Eucaristia o olhar do coração reconhece Jesus e o seu inconfundível amor que se dá "até ao fim" (Jo 13, 1). E n'Ele, naquele seu gesto, reconhece o Rosto de Deus!

4. "Ecce panis Angelorum... vere panis filiorum Eis o pão dos Anjos... verdadeiro pão dos filhos".
Deste pão nos alimentamos para nos tornarmos testemunhas autênticas do Evangelho. Precisamos deste pão para crescer no amor, condição indispensável para reconhecer o rosto de Cristo no rosto dos irmãos.

A nossa Comunidade diocesana tem necessidade da Eucaristia para prosseguir o caminho de renovação missionária que empreendeu. Precisamente nos últimos dias foi realizado em Roma o congresso diocesano que analisou "as perspectivas de comunhão, formação e missionariedade na Diocese de Roma nos próximos anos". É necessário continuar a caminhar "partindo" de Cristo, ou seja, da Eucaristia. Caminhamos com generosidade e coragem, procurando a comunhão dentro da nossa Comunidade eclesial e dedicando-nos com amor ao serviço humilde e abnegado de todos, sobretudo os mais necessitados.
Neste caminho, precede-nos Jesus com o dom de si até ao sacrifício e oferece-se a Si mesmo a nós como alimento e amparo. Aliás, em todos os tempos, não cessa de repetir aos Pastores do Povo de Deus: "Dai-lhes vós mesmos de comer" (Lc 9, 13); reparti para todos este pão de vida eterna.

Tarefa comprometedora e exaltante. Missão que permanece pelos séculos dos séculos.

5. "Todos comeram e ficaram saciados" (Lc 9, 17). Através das palavras do Evangelho, que há pouco escutámos, chega até nós o eco de uma festa que, desde há dois mil anos, não tem fim. Festa do povo a caminho no êxodo do mundo, alimentado por Cristo, verdadeiro Pão de salvação.
No final da Santa Missa também nós nos poremos a caminho no centro de Roma, levando o Corpo de Cristo escondido nos corações e bem visível no ostensório. Acompanharemos o Pão de vida imortal pelas ruas da Cidade. Adorá-lo-emos e à sua volta reunir-se-á a Igreja, ostensório vivo do Salvador do mundo.
Oxalá os cristãos de Roma, fortalecidos pelo seu Corpo e pelo seu Sangue, mostrem Cristo a todos com o seu modo de viva: com a sua unidade, com a sua fé jubilosa, com a sua bondade!
Que a nossa Comunidade diocesana recomece corajosamente a partir de Cristo, Pão de vida imortal!

E Tu, Jesus, Pão vivo que dá a vida, pão dos peregrinos, "alimenta-nos e defende-nos / conduz-nos para os bens eternos / na terra dos vivos". Amen.
João Paulo II, Roma 2001

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dia de Portugal, de Camões e das comunidades portuguesas


Mensagem do Presidente da República dirigida às Comunidades Portuguesas por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas


Portugueses e luso-descendentes,


Neste Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, saúdo os Portugueses que vivem ou trabalham fora do seu País, bem como os luso-descendentes que, nas sete partidas do mundo, mantêm acesa a chama da portugalidade.

«Quanto mais longe vou, mais perto fico», foram palavras que Miguel Torga nos legou, num inesquecível poema. Torga conheceu e viveu a realidade da diáspora, sabia do que falava.

É essencial sabermos do que falamos, quando falamos da diáspora portuguesa. Por isso me tenho esforçado para contactar de perto as comunidades portuguesas dispersas pelo mundo.

Sempre que me desloco em visitas oficiais ao estrangeiro – como sucedeu este ano, na viagem que fiz à Alemanha –, procuro que o programa oficial inclua momentos de diálogo directo com as comunidades da diáspora.

É fundamental conhecermos a realidade concreta dos Portugueses que emigraram. Só assim estaremos a par dos seus anseios, das suas necessidades, do seu amor à Pátria, do seu profundo e comovente desejo de preservar os laços que os unem a Portugal.

Mas estes laços têm de ser materializados em acções concretas. Não bastam meras palavras de apreço nem simples discursos de ocasião.

Não é possível construir uma relação autêntica com as comunidades tendo por base apenas proclamações retóricas sobre os afectos ou os sentimentos.

Deve garantir-se que os Portugueses da diáspora mantenham laços efectivos com o Portugal de onde partiram. Entre eles, avulta, naturalmente, o vínculo da cidadania. Por isso, defendi, através de actos concretos, que o exercício dos direitos cívicos pelos emigrantes fosse assegurado de forma plena.

Não esqueçamos que, como disse o escritor Mia Couto, a identidade dos emigrantes é uma «identidade fugidia».

É imprescindível que a identidade dos nossos emigrantes não seja fugidia e que, com o passar dos anos, não se percam os elementos essenciais que ligam as comunidades da diáspora à terra de onde vieram. Porque essa terra tem um nome: Portugal.

E, como Portugueses que todos somos, temos um dever colectivo e patriótico: tornar real o que pode ser fugidio, construir uma identidade própria, capaz de superar as distâncias e as saudades.
No século XXI, em que as distâncias diminuem num mundo global, as questões relacionadas com a diáspora não podem continuar a ser tratadas através do tradicional discurso saudosista e passadista, em que se enaltecem os afectos mas se esquecem as realizações concretas.

Não por acaso, ainda ontem tive o gosto de distinguir com o “Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa” um jovem que, na Holanda, criou uma empresa de aplicações de «software» para telemóveis que factura 2 milhões de euros por ano e tem 70 milhões de utilizadores, e um português, residente na Califórnia, presidente de uma empresa agro-alimentar, a maior produtora mundial de batata-doce biológica, que factura 36 milhões de euros por ano e emprega 700 pessoas.

Orgulho-me de ter contribuído para que a política da diáspora esteja mais atenta à necessidade imperiosa de manter intocados os direitos cívicos dos emigrantes.

Orgulho-me de Portugal e de ser Português. E, neste dia 10 de Junho, quero dizer muito vincadamente: orgulho-me de todos os que querem continuar a ser Portugueses.


in Presidência da República (http://www.presidencia.pt/)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Lembrai-vos...


Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria,

que nunca se ouviu dizer que algum

daqueles que tenha recorrido à Vossa protecção,

implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro,

fosse por Vós desamparado.

Animado eu, pois, de igual confiança,

a Vós, Virgem entre todas singular,

como a Mãe recorro, de Vós me valho,

e, gemendo sob o peso dos meus pecados,

me prostro aos Vossos pés.

Não desprezeis as minhas súplicas,

ó Mãe do Filho de Deus humanado,

mas dignai- Vos de as ouvir propícia

e de me alcançar o que Vos rogo.


Ámen.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ascenção...

Deus omnipotente,
fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças,
porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança:
tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça,
para aí nos chama como membros do seu Corpo.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Amen

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O nome de Jesus, luz dos pregadores...

O nome de Jesus é a luz dos pregadores, porque ilumina com o seu esplendor os que anunciam e os que ouvem a sua palavra. Qual é a razão por que se difundiu a luz da fé por todo o mundo tão rápida e ardentemente, senão porque foi pregado este nome? Não foi também pela luz e suavidade do nome de Jesus que Deus nos chamou à sua luz admirável? Com razão diz o Apóstolo aos que foram iluminados e nesta luz vêem a luz: Outrora fostes trevas, mas agora sois luz no Senhor: vivei como filhos da luz.
É necessário, por conseguinte, anunciar este nome, para que a sua luz não fique oculta mas resplandeça. Mas não deve ser pregado com o coração impuro ou com a boca profanada; tem de ser guardado e distribuído por meio de uma taça preciosa.
Por isso, diz o Senhor, referindo-se ao Apóstolo: Este homem é para mim a taça escolhida para levar o meu nome perante os gentios, os reis e os filhos de Israel. Uma taça escolhida, diz o Senhor, onde se expõe uma inestimável bebida de agradável sabor, para que o brilho e esplendor das taças preciosas convide a beber: para levar – acrescenta – o meu nome.
Com efeito, assim como para limpar os campos se queimam com o fogo as silvas e os espinheiros secos e inúteis, e assim como aos primeiros raios do sol nascente, à medida que se vão dissipando as trevas, se escondem os ladrões, os meliantes nocturnos e os salteadores, assim também quando a boca de Paulo pregava aos povos – semelhante ao ribombar de forte trovão ou ao irromper de um incêndio avassalador ou ao esplendoroso nascer do sol – extinguia-se a infidelidade, desaparecia a falsidade e resplandecia a verdade, à semelhança da cera que se derrete ao calor de um fogo ardente.
Ele levava a toda a parte o nome de Jesus com suas palavras, com suas cartas, com seus milagres e com seu exemplo. Bendizia sempre o nome de Jesus e cantava-lhe hinos de acção de graças.
O Apóstolo apresentava este nome como uma luz perante os reis, os gentios e os filhos de Israel e iluminava as nações e proclamava por toda a parte: A noite vai adiantada e aproxima-se o dia. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos com as armas da luz. Andemos dignamente como convém em pleno dia. E mostrava a todos a lâmpada que arde e ilumina sobre o candelabro, anunciando em todo o lugar a Jesus crucificado.
Por isso, a Igreja, esposa de Cristo, sempre fortalecida pelo seu testemunho, rejubila com o Profeta, dizendo: Desde a juventude, ó Deus, Vós me ensinastes, e até hoje e sempre anuncio as vossas maravilhas. A isto exorta também o Profeta, dizendo: Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome, anunciai dia após dia a sua salvação, isto é, Jesus, o Salvador.
(Dos sermões de S. Bernardino de Sena)

domingo, 17 de maio de 2009

História do Cristo Rei...


Espoletar de um desejo
Foi ao contemplar a imponente imagem de Cristo Redentor do Corcovado, no Rio de Janeiro, em 1934, que nasceu em D. Manuel G. Cerejeira, então Cardeal Patriarca de Lisboa, o desejo de construir semelhante obra frente a Lisboa. Em 1936, a ideia é acolhida entusiasticamente pelo “Apostolado de Oração” e proclamada oficialmente, no ano seguinte, na Pastoral Colectiva da Quaresma, altura em que o Cardeal recebe a necessária aprovação e apoio de todo o Episcopado Português.


Monumento de gratidão nacional
A 20 de Abril de 1940, em plena II Guerra Mundial, os Bispos, reunidos em Fátima, fizeram um voto que conferiu um novo sentido ao Monumento: “Se Portugal fosse poupado da Guerra, erguer-se-ia sobre Lisboa um Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, sinal visível de como Deus, através do Amor, deseja conquistar para Si toda a humanidade”. Portugal não entrou na Guerra, o que deu um novo vigor à Campanha Nacional de angariação de fundos para a construção do Monumento.

A Construção
A construção do Monumento a Cristo Rei, da autoria do Mestre Francisco Franco, inicia-se a 18 de Dezembro de 1949, data em que é lançada a 1ª Pedra, terminando cerca de uma década depois. A imagem de Nossa Senhora da Paz, que se encontra na Capela do Monumento, é do Mestre Leopoldo de Almeida e o projecto do Arquitecto António Lino e do Engenheiro D. Francisco de Mello e Castro.
No 25º Aniversário do Santuário de Cristo Rei, em 1984, é aprovado o Plano Geral de Ordenamento para os terrenos do Santuário, a cargo dos Arquitectos Luiz Cunha e Domingos Ávila Gomes. É nesta altura que nasce o Edifício de Acolhimento do Santuário.


A Inauguração
O Monumento a Cristo Rei inaugurou-se a 17 de Maio de 1959, Dia de Pentecostes, perante a imagem de Nª Srª de Fátima, com a participação de todo o Episcopado Português, os Cardeais do Rio de Janeiro e de Lourenço Marques (Maputo), autoridades civis e 300 mil pessoas. Sua Santidade o Papa João XXIII fez-se presente por Rádio-Mensagem. Nas palavras do Cardeal Cerejeira: "Este será sempre um sinal de Gratidão Nacional pelo dom da Paz".

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nossa Senhora de Fátima...

Senhora de Fátima, neste dia que a Igreja te dedica olha para o nosso mundo, ferido das guerras e injustiças, mutilado pela fome e indiferença. Ilumina as nossas vidas com a Luz que te reveste e conduz-nos ao Teu Filho Jesus.

Amen.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Santo Agostinho...


Santo Agostinho, ao considerar a inefável proximidade de Deus, exclamava:
“Tarde te amei, Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Tu estavas dentro de mim e eu te procurava fora de mim [...]. Tu estavas comigo, mas eu não estava contigo. Mantinham-me atado, longe de ti, essas coisas que, se não fossem sustentadas por ti, deixariam de ser. Chamaste-me, gritaste-me, rompeste a minha surdez. Brilhaste e resplandeceste diante de mim, e expulsaste dos meus olhos a cegueira”.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O fim da II Grande Guerra...


Foi há 64 anos que terminou em Berlim a II Grande Guerra Mundial.

Foram 1620 dias que durou um conflito que tinha com objectivo a "obtenção" de uma raça pura, tendo Hitler posto em marcha um plano para exterminar os judeus. Ao todo morreram mais de 70 milhões de pessoas.

A Guerra nunca será um meio para atinguir fins razoáveis, pelo contrário gera conflitos, desconfianças, fome e a morte de inúmeros inocentes que nada têm a ver com a vontade de domínio.
Senhor, livra-nos dos horrores da Guerra. Consola todos os que estão envolvidos em conflitos, e dá a Tua Paz a todos os povos.
A minha oração, hoje, é pelas vítimas da(s) guerra(s), pelos inocentes que se vêm envolvidos e por todos os que perdem os seus bens e ente queridos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Torre Eiffel

Foi a 6 de Maio de 1889 que a Torre Eiffel foi oficialmente aberta ao público. Faz hoje 120 anos.



Inaugurada em 31 de Março de 1889, a Torre Eiffel foi construída para honrar o centenário da Revolução Francesa. Era para ser uma estrutura temporária, mas foi se tomou a decisão de não desmontá-la. O Governo da França planeou uma Exposição mundial e anunciou uma competição de design arquitetónico para um monumento que seria construído no Champ-de Mars, no centro de Paris. Mais de cem designs foram submetidos ao concurso. O comitê do Centenário escolheu o projeto do engenheiro Gustave Eiffel (1832-1923), de quem herdaria o nome, da torre com uma estrutura metálica que se tornaria, então, a estrutura mais alta do mundo construída pelo homem. Com seus 317 metros de altura, possuía 7300 toneladas quando foi construída, sendo que atualmente deva passar das 10000, já que são abrigados restaurantes, museus, lojas, entre muitas outras estruturas que não possuía na época de sua construção.

Torre Eiffel no ano de 1900.
Eiffel, um notável construtor de pontes, era mestre nas construções metálicas e havia desenhado a armação da Estátua da Liberdade, erguida pouco antes no porto de Nova Iorque. Quando o contrato de vinte anos do terreno da Exposição mundial (de 1889) expirou, em 1909, a Torre Eiffel quase que foi demolida, mas o seu valor como uma antena de transmissão de rádio a salvou. Os últimos vinte metros desta magnífica torre correspondem a antena de rádio que foi adicionada posteriormente.
A torre é visitada anualmente por 6,9 milhões de pessoas.

terça-feira, 5 de maio de 2009

S. Nuno de Santa Maria...



"Sabei que o Senhor me fez maravilhas. Ele me ouve, quando eu o chamo" (Sl 4, 4).


Estas palavras do Salmo Responsorial exprimem o segredo da vida do bem-aventurado Nuno de Santa Maria, herói e santo de Portugal. Os setenta anos da sua vida situam-se na segunda metade do século XIV e primeira do século XV, que viram aquela nação consolidar a sua independência de Castela e estender-se depois pelos Oceanos – não sem um desígnio particular de Deus – abrindo novas rotas que haviam de propiciar a chegada do Evangelho de Cristo até aos confins da terra. São Nuno sente-se instrumento deste desígnio superior e alistado na militia Christi, ou seja, no serviço de testemunho que cada cristão é chamado a dar no mundo. Características dele são uma intensa vida de oração e absoluta confiança no auxílio divino. Embora fosse um óptimo militar e um grande chefe, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à acção suprema que vem de Deus. São Nuno esforçava-se por não pôr obstáculos à acção de Deus na sua vida, imitando Nossa Senhora, de Quem era devotíssimo e a Quem atribuía publicamente as suas vitórias. No ocaso da sua vida, retirou-se para o Convento do Carmo por ele mandado construir. Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélico, é possível actuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus.

Excerto da Homilia de Bento XVI, 26.04.2009. Na Beatificação de S. Nuno de Santa Maria

domingo, 3 de maio de 2009

domingo, 26 de abril de 2009

Quanto vale...

Quanto vale a minha vida para ti, Senhor?
Para ti, Senhor, a minha vida não tem um preço ou valor quantificável, valerá muito certamente. Tanto quanto a vida de cada Homem que habita a terra.
Por mim e por todos os homens pagasTe um valor bem alto, a Cruz foi a balança que conheceu o peso do teu amor, da vontade de seres Deus em cada Homem, de Te tornares presente na nossa vida.
Na tarde da ressurreição fizeste-Te caminheiro com os discípulos de Emaús. Aqueles que seguiam pelo caminho tristes porque tinham morto o seu Senhor. 2000 anos depois, também eu te peço, Senhor, fica comigo porque se faz tarde. Fica comigo porque a hora vai adiantada e a noite está a chegar, não me deixes só...
Este é um pedido do coração, para que arda incessantemente a chama do amor. Este é o pedido de tantos que sofrem por esse mundo fora, uns privados de alimento, outros de água ou bens, ou de liberdade, muitos vítimas do ódio, da violência, da guerra, de catástrofes naturais. também eles clamam, fica connosco Senhor, ajudas e consola-nos nas dificuldades.
Na Tua infinita misericórdia, acolhe oh Deus este nosso clamor! Faz do nosso coração a Tua morada e transforma a nossa vida num glorioso dia de Páscoa!

terça-feira, 14 de abril de 2009

IV aniversário....

A 2 de Abril de 2005, o Senhor chamou-o para a sua casa... Do alto, o amado Papa João Paulo II continua a "guardar" o rebanho que o Senhor lhe confiou...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Mensagem Urbi et Orbe...

Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro!

A todos vós formulo cordiais votos de Páscoa com as palavras de Santo Agostinho: «Resurrectio Domini, spes nostra – a ressurreição do Senhor é a nossa esperança» (Agostinho, Sermão 261, 1). Com esta afirmação, o grande Bispo explicava aos seus fiéis que Jesus ressuscitou para que nós, apesar de destinados à morte, não desesperássemos, pensando que a vida acaba totalmente com a morte; Cristo ressuscitou para nos dar a esperança (cf. ibid.).

Com efeito, uma das questões que mais angustia a existência do homem é precisamente esta: o que há depois da morte? A este enigma, a solenidade de hoje permite-nos responder que a morte não tem a última palavra, porque no fim quem triunfa é a Vida. E esta nossa certeza não se funda sobre simples raciocínios humanos, mas sobre um dado histórico de fé: Jesus Cristo, crucificado e sepultado, ressuscitou com o seu corpo glorioso. Jesus ressuscitou para que também nós, acreditando n’Ele, possamos ter a vida eterna. Este anúncio situa-se no coração da mensagem evangélica. Declara-o com vigor São Paulo: «Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a nossa fé». E acrescenta: «Se tão somente nesta vida esperamos em Cristo, somos os mais miseráveis de todos os homens» (1 Cor 15, 14.19). Desde a alvorada de Páscoa, uma nova primavera de esperança invade o mundo; desde aquele dia, a nossa ressurreição já começou, porque a Páscoa não indica simplesmente um momento da história, mas o início duma nova condição: Jesus ressuscitou, não para que a sua memória permaneça viva no coração dos seus discípulos, mas para que Ele mesmo viva em nós, e, n’Ele, possamos já saborear a alegria da vida eterna.

Portanto a ressurreição não é uma teoria, mas uma realidade histórica revelada pelo Homem Jesus Cristo por meio da sua «páscoa», da sua «passagem», que abriu um «caminho novo» entre a terra e o Céu (cf. Heb 10, 20). Não é um mito nem um sonho, não é uma visão nem uma utopia, não é uma fábula, mas um acontecimento único e irrepetível: Jesus de Nazaré, filho de Maria, que ao pôr do sol de Sexta-feira foi descido da cruz e sepultado, deixou vitorioso o túmulo. De facto, ao alvorecer do primeiro dia depois do Sábado, Pedro e João encontraram o túmulo vazio. Madalena e as outras mulheres encontraram Jesus ressuscitado; reconheceram-No também os dois discípulos de Emaús ao partir o pão; o Ressuscitado apareceu aos Apóstolos à noite no Cenáculo e depois a muitos outros discípulos na Galileia.

O anúncio da ressurreição do Senhor ilumina as zonas escuras do mundo em que vivemos. Refiro-me de modo particular ao materialismo e ao niilismo, àquela visão do mundo que não sabe transcender o que é experimentalmente constatável e refugia-se desconsolada num sentimento de que o nada seria a meta definitiva da existência humana. É um facto que, se Cristo não tivesse ressuscitado, o «vazio» teria levado a melhor. Se abstraímos de Cristo e da sua ressurreição, não há escapatória para o homem, e toda a sua esperança permanece uma ilusão. Mas, precisamente hoje, prorrompe com vigor o anúncio da ressurreição do Senhor, que dá resposta à pergunta frequente dos cépticos, referida nomeadamente pelo livro do Coeleth: «Há porventura qualquer coisa da qual se possa dizer: / Eis, aqui está uma coisa nova?» (Co 1, 10). Sim – respondemos –, na manhã de Páscoa, tudo se renovou. «Mors et vita / duello conflixere mirando: dux vitae mortuus / regnat vivus – Morte e vida defrontaram-se / num prodigioso combate: / O Senhor da vida estava morto; / mas agora, vivo, triunfa». Esta é a novidade! Uma novidade que muda a vida de quem a acolhe, como sucedeu com os santos. Assim aconteceu, por exemplo, com São Paulo.

No contexto do Ano Paulino, várias vezes tivemos ocasião de meditar sobre a experiência do grande Apóstolo. Saulo de Tarso, o renhido perseguidor dos cristãos, a caminho de Damasco encontrou Cristo ressuscitado e foi por Ele «conquistado». O resto já sabemos. Aconteceu em Paulo aquilo que ele há-de escrever mais tarde aos cristãos de Corinto: «Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O que era antigo passou: tudo foi renovado!» (2 Cor 5, 17). Olhemos para este grande evangelizador que, com o audaz entusiasmo da sua acção apostólica, levou o Evangelho a muitos povos do mundo de então. Que a sua doutrina e o seu exemplo nos estimulem a procurar o Senhor Jesus; nos animem a confiar n’Ele, porque o sentido do nada, que tende a intoxicar a humanidade, já foi vencido pela luz e a esperança que dimanam da ressurreição. Já são verdadeiras e reais as palavras do Salmo: «Nem as trevas, para Vós, têm obscuridade / e a noite brilha como o dia» (139/138, 12). Já não é o nada que envolve tudo, mas a presença amorosa de Deus. Até o próprio reino da morte foi libertado, porque também aos «infernos» chegou o Verbo da vida, impelido pelo sopro do Espírito (Sal 139/138, 8).

Se é verdade que a morte já não tem poder sobre o homem e sobre o mundo, todavia restam ainda muitos, demasiados sinais do seu antigo domínio. Se, por meio da Páscoa, Cristo já extirpou a raiz do mal, todavia precisa de homens e mulheres que, em todo o tempo e lugar, O ajudem a consolidar a sua vitória com as mesmas armas d’Ele: as armas da justiça e da verdade, da misericórdia, do perdão e do amor. Tal foi a mensagem que, por ocasião da recente viagem apostólica aos Camarões e a Angola, quis levar a todo o Continente Africano, que me acolheu com grande entusiasmo e disponibilidade de escuta. De facto, a África sofre desmedidamente com os cruéis e infindáveis conflitos – frequentemente esquecidos – que dilaceram e ensanguentam várias das suas Nações e com o número crescente dos seus filhos e filhas que acabam vítimas da fome, da pobreza, da doença. A mesma mensagem repetirei com vigor na Terra Santa, onde terei a alegria de me deslocar daqui a algumas semanas. A reconciliação difícil mas indispensável, que é premissa para um futuro de segurança comum e de pacífica convivência, não poderá tornar-se realidade senão graças aos esforços incessantes, perseverantes e sinceros em prol da composição do conflito israelita-palestiniano. Da Terra Santa, o olhar estende-se depois para os países limítrofes, o Médio Oriente, o mundo inteiro. Num tempo de global escassez de alimento, de desordem financeira, de antigas e novas pobrezas, de preocupantes alterações climáticas, de violências e miséria que constringem muitos a deixar a própria terra à procura duma sobrevivência menos incerta, de terrorismo sempre ameaçador, de temores crescentes perante a incerteza do amanhã, é urgente descobrir perspectivas capazes de devolverem a esperança. Ninguém deserte nesta pacífica batalha iniciada com a Páscoa de Cristo, o Qual – repito-o – procura homens e mulheres que O ajudem a consolidar a sua vitória com as suas próprias armas, ou seja, as armas da justiça e da verdade, da misericórdia, do perdão e do amor.

Resurrectio Domini, spes nostra – a ressurreição de Cristo é a nossa esperança! É isto que a Igreja proclama hoje com alegria: anuncia a esperança, que Deus tornou inabalável e invencível ao ressuscitar Jesus Cristo dos mortos; comunica a esperança, que ela traz no coração e quer partilhar com todos, em todo o lugar, especialmente onde os cristãos sofrem perseguição por causa da sua fé e do seu compromisso em favor da justiça e da paz; invoca a esperança capaz de suscitar a coragem do bem, mesmo e sobretudo quando custa. Hoje a Igreja canta «o dia que o Senhor fez» e convida à alegria. Hoje a Igreja suplica, invoca Maria, Estrela da Esperança, para que guie a humanidade para o porto seguro da salvação que é o coração de Cristo, a Vítima pascal, o Cordeiro que «redimiu o mundo», o Inocente que «nos reconciliou a nós, pecadores, com o Pai». A Ele, Rei vitorioso, a Ele crucificado e ressuscitado, gritamos com alegria o nosso Aleluia!


Mensagem Urbi et Orbe, Bento XVI, Páscoa 2009