Tempos livres

segunda-feira, 31 de maio de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Santa Isabel de Aragão, Rainha de Portugal...

A Rainha Santa Isabel foi canonizada no dia 25 de Maio de 1625. Por duas vezes esta soberana livrou Portugal da guerra e o seu corpo mantém-se incorrupto, quase 700 anos depois da sua morte.

A história mais conhecida de Santa Isabel é, de longe, a do milagre das rosas. Porém, tudo indica que a lenda não seja genuína, ou pelo menos que não diga respeito a esta rainha, não obstante a fama de caridosa, que a história pretende ilustrar, esteja bem documentada.

É que Isabel de Aragão era sobrinha de outra rainha, também ela Isabel, mas soberana da Hungria. Ambas são santas, e a história do pão que se transforma em rosas surge em relação à mais velha tendo sido depois, provavelmente pela coincidência de nome, mas também pela reputação de santidade que partilhavam, atribuída à de Portugal.

Indubitavelmente reais, porém, e não menos valorosos, são os relatos de como Isabel salvou por duas vezes o país da guerra. Na primeira ocasião intercedeu junto do marido, D. Dinis, e do filho D. Afonso que se tinha levantado em armas contra o pai.

Anos mais tarde, já viúva, deixou o convento de Santa Clara, para onde tinha ido viver, quando soube que o seu filho D. Afonso tinha declarado guerra ao rei de Castela, também ele chamado Afonso. Os exércitos encontravam-se em Estremoz e foi para lá que a rainha, já idosa, cavalgou dia e noite, montada numa mula, para se colocar, literalmente, no meio das duas hostes.

Ficou assim justamente conhecida como a Rainha da Paz. A sua caridade já lhe dera fama de santa entre o povo, e após a sua morte, que se deu precisamente em Estremoz, pouco depois de lá se ter deslocado para impedir o conflito, nunca foi esquecida pela população.

A sua canonização oficial foi conseguida em 1625, por pressão da dinastia filipina. Às muitas histórias que atestam a sua enorme generosidade (por exemplo, nunca professou votos no convento de Santa Clara precisamente para poder manter o controlo da sua fortuna e assim garantir que esta servisse para ajudar os pobres), somou-se o facto do seu corpo se ter revelado incorrupto, um estado no qual se mantém, apesar de já terem passado quase 700 anos da sua morte.

A sua memória celebra-se no dia 4 de Julho e o Convento de Santa Clara, onde se encontra sepultada, é local de peregrinação para muitos milhares de devotos.

Fonte: RR

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A nova habitante...

Eis a nova habitante do meu gabinete... Dá um ar mais alegre ao espaço e
é muito util para colocar o tradicional material de escritório.
:)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Está calor

Com o calor que se faz sentir, já apetecia um mergulhinho J

 

Bem, como não posso, deixo-vos aqui uma foto de girassóis, que se vão alinhando na direcção do sol…

 

Bjinhos e abraços

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Saudação aos jovens...

SAUDAÇÃO DO PAPA BENTO XVI

Nunciatura Apostólica - Lisboa
Terça-feira, 11 de Maio de 2010

 

Queridos amigos,

Gostei da participação viva e numerosa dos jovens na Eucaristia desta tarde no Terreiro do Paço, dando provas da sua fé e vontade de construir o futuro sobre o Evangelho de Jesus Cristo. Obrigado pelo testemunho jubiloso que prestais a Cristo, eternamente jovem, e pelo carinho que manifestais ao seu pobre Vigário na terra com esta serenata. Viestes desejar-me a boa-noite, e de coração vo-lo agradeço; mas agora tendes de me deixar dormir, senão a noite não seria boa, e o dia de amanhã está à nossa espera.

Sinto-me feliz por poder unir-me à multidão dos peregrinos de Fátima no décimo aniversário da Beatificação de Francisco e Jacinta. Estes, com a ajuda de Nossa Senhora, aprenderam a ver a luz de Deus nos seus corações e a adorá-la na sua vida. Que a Virgem Maria vos alcance a mesma graça e vos proteja! Continuo a contar convosco e com as vossas orações para que esta Visita a Portugal seja frutuosa. E agora, com grande afecto vos dou a minha Bênção, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Boa noite! Até amanhã.

 Muito obrigado!

 

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Papa Bento XVI em Lisboa...

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

Praça Terreiro do Paço de Lisboa
Terça-feira, 11 de Maio de 2010

 

Queridos Irmãos e Irmãs,
Jovens amigos!

«Ide fazer discípulos de todas as nações, […] ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Estas palavras de Cristo ressuscitado revestem-se de um significado particular nesta cidade de Lisboa, donde partiram em grande número gerações e gerações de cristãos – bispos, sacerdotes, consagrados e leigos, homens e mulheres, jovens e menos jovens –, obedecendo ao apelo do Senhor e armados simplesmente com esta certeza que lhes deixou: «Eu estou sempre convosco». Glorioso é o lugar conquistado por Portugal entre as nações pelo serviço prestado à dilatação da fé: nas cinco partes do mundo, há Igrejas locais que tiveram origem na missionação portuguesa.

Nos tempos passados, a vossa saída em demanda de outros povos não impediu nem destruiu os vínculos com o que éreis e acreditáveis, mas, com sabedoria cristã, pudestes transplantar experiências e particularidades abrindo-vos ao contributo dos outros para serdes vós próprios, em aparente debilidade que é força. Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.

Presente na sua Palavra, na assembleia do Povo de Deus com os seus Pastores e, de modo eminente, no sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, Jesus está connosco aqui. Saúdo o Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa, a quem agradeço as calorosas palavras que me dirigiu, no início da celebração, em nome da sua comunidade que me acolhe e que abraço nos seus quase dois milhões de filhos e filhas; a todos vós aqui presentes – amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, prezadas mulheres e homens consagrados e leigos comprometidos, queridas famílias e jovens, baptizados e catecúmenos – dirijo a minha saudação fraterna e amiga, que estendo a quantos estão unidos connosco através da rádio e da televisão. Sentidamente agradeço a presença do Senhor Presidente da República e demais Autoridades, com menção particular do Presidente da Câmara de Lisboa que teve a amabilidade de honrar-me com a entrega das chaves da cidade.

Lisboa amiga, porto e abrigo de tantas esperanças que te confiava quem partia e pretendia quem te visitava, gostava hoje de usar as chaves que me entregas para alicerçar as tuas esperanças humanas na Esperança divina. Na leitura há pouco proclamada da Epístola de São Pedro, ouvimos dizer: «Eu vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. E quem nela acreditar não será confundido». E o Apóstolo explica: «Aproximai-vos do Senhor. Ele é a pedra viva, rejeitada, é certo, pelos homens, mas aos olhos de Deus escolhida e preciosa» (1 Pd 2, 6.4). Irmãos e irmãs, quem acreditar em Jesus não será confundido: é Palavra de Deus, que não Se engana nem pode enganar. Palavra confirmada por uma «multidão que ninguém pode contar e provém de todas as nações, tribos, povos e línguas», e que o autor do Apocalipse viu vestida de «túnicas brancas e com palmas na mão» (Ap 7, 9). Nesta multidão incontável, não estão apenas os Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, aqui martirizados na perseguição de Diocleciano, ou São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado;  Santo António e São João de Brito que daqui partiram para semear a boa semente de Deus noutras terras e gentes, ou São Nuno de Santa Maria que, há pouco mais de um ano, inscrevi no livro dos Santos. Mas é formada pelos «servos do nosso Deus» de todos os tempos e lugares, em cuja fronte foi traçado o sinal da cruz com «o sinete de marcar do Deus vivo» (Ap 7, 2): o Espírito Santo. Trata-se do rito inicial cumprido sobre cada um de nós no sacramento do Baptismo, pelo qual a Igreja dá à luz os «santos».

Sabemos que não lhe faltam filhos insubmissos e até rebeldes, mas é nos Santos que a Igreja reconhece os seus traços característicos e, precisamente neles, saboreia a sua alegria mais profunda. Irmana-os, a todos, a vontade de encarnar na sua existência o Evangelho, sob o impulso do eterno animador do Povo de Deus que é o Espírito Santo. Fixando os seus Santos, esta Igreja local concluiu justamente que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia, na política. Muitas vezes preocupamo-nos afanosamente com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido?

Para isso é preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas, vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano. A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja. Portanto a nossa fé tem fundamento, mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós. Assim há um vasto esforço capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além.

Queridos Irmãos e jovens amigos, Cristo está sempre connosco e caminha sempre com a sua Igreja, acompanha-a e guarda-a, como Ele nos disse: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Nunca duvideis da sua presença! Procurai sempre o Senhor Jesus, crescei na amizade com Ele, comungai-O. Aprendei a ouvir e a conhecer a sua palavra e também a reconhecê-Lo nos pobres. Vivei a vossa vida com alegria e entusiasmo, certos da sua presença e da sua amizade gratuita, generosa, fiel até à morte de cruz. Testemunhai a alegria desta sua presença forte e suave a todos, a começar pelos da vossa idade. Dizei-lhes que é belo ser amigo de Jesus e que vale a pena segui-Lo. Com o vosso entusiasmo, mostrai que, entre tantos modos de viver que hoje o mundo parece oferecer-nos – todos aparentemente do mesmo nível –, só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a alegria verdadeira e duradoura.

Buscai diariamente a protecção de Maria, a Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade. Ela, a Toda Santa, ajudar-vos-á a ser fiéis discípulos do seu Filho Jesus Cristo.

 

terça-feira, 11 de maio de 2010

Papa Bento XVI

 

Sua Santidade o Papa Bento XVI já aterrou em Portugal.

 

Os sinos dobraram à sua chegada.

 

Seja bem-vindo Vossa Santidade…

 

O Papa está a chegar...

Sua Santidade Bento XVI já se encontra a caminho de Portugal, saiu de Roma pelas 8h (hora de Lisboa) e está prevista a sua chegada pelas 11h ao aeroporto internacional de Lisboa.


A Diocese de Lisboa receberá o Sucessor de Pedro com os sinos a repicar em sinal de festa e alegria. É Pedro que vem falar, visitar e dar testemunho daquele Cristo Vivo que ressuscitou.

 

 

sexta-feira, 7 de maio de 2010