Tempos livres

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A recompensa...

Há muitos anos, houve uma grande fome na Alemanha, e os pobres sofriam muito. Um homem rico, que amava crianças, chamou vinte delas e disse:
- Nesta cesta há um pão para cada um de vocês. Peguem e voltem todos os dias, até passar esta época de fome. Dou-lhes um pão por dia.
As crianças estavam esfomeadas. Partiram para cima da cesta e brigaram pelos maiores pães. Nem se lembraram de agradecer ao homem que tivera tanta bondade para com elas. Após alguns minutos de brigas e escolha nos pães, todos se foram embora correndo, cada um com seu pão, excepto uma menina chamada Gretchen.

Ela ficou sozinha, a uma pequena distância do homem. Então, sorrindo, ela pegou no último pão, o menor de todos, e agradeceu de coração.

No dia seguinte, as crianças voltaram e se comportaram pior do que nunca. Gretchen, que não entrava nos empurrões, ficou só com um pãozinho bem fininho, nem metade do tamanho dos outros. Porém quando chegou em casa e a mãe foi cortar o pãozinho, saíram dentro dele seis moedas de prata.

- Oh, Gretchen! exclamou a mãe.

Deve haver algum engano. Esse dinheiro não nos pertence. Corra o mais rápido que puder e devolva-o ao senhor!

E Gretchen correu para devolver, mas, quando deu o recado da mãe, o senhor disse-lhe:

- Não foi engano nenhum.

Eu mandei cozinhar as moedas no menor dos pães, para recompensar você.

Lembre-se de que as pessoas que preferem se contentar com o menor pedaço, em vez de brigar pelo maior, vão encontrar muitas bênçãos bem maiores.

Autor desconhecido

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Por amor de Cristo, Paulo tudo suportou...

Por amor de Cristo, Paulo tudo suportou.
O que é o homem, quão grande é a dignidade da nossa natureza e de quanta virtude é capaz a criatura humana, Paulo o mostrou mais do que qualquer outro. Cada dia ele subia mais alto e aparecia mais ardente, cada dia lutava com energia sempre nova contra os perigos que lhe surgiam pela frente, de acordo com o que ele próprio afirmava: Esqueço-me do que já passou e avanço para as coisas que estão à minha frente.
Sentindo a morte já iminente, incitava os outros a comungarem da sua alegria, dizendo: Alegrai-vos e congratulai-vos comigo; frente aos perigos, às injúrias e aos insultos, igualmente se alegra, e escreve aos Coríntios: Sinto complacência nas minhas enfermidades, nos ultrajes, nas perseguições; porque sendo estas, segundo afirmava, as armas da justiça, mostrava que disto lhe vinha um grande proveito.
No meio das insídias dos inimigos, conquistava contínuas vitórias, triunfando de todos os seus assaltos. E, em todo o lado, sofrendo pancadas, injúrias e maldições, como se fosse conduzido em cortejo triunfal, cumulado de troféus, nelas se gloriava e dava graças a Deus, dizendo: Sejam dadas graças a Deus, que sempre triunfa em nós.
Avançava ao encontro da humilhação e das ofensas que tinha de suportar por causa da pregação, com mais entusiasmo do que o que pomos nós em alcançar o prazer das honras; punha mais empenho na morte do que nós na vida; ansiava mais pela pobreza do que nós pelas riquezas; e desejava sempre mais o trabalho sem descanso do que nós o descanso depois do trabalho. Uma única coisa o assustava e lhe metia medo: ofender a Deus; e uma única coisa desejava: agradar sempre a Deus. Só se alegrava no amor de Cristo, que era para ele o maior de todos os bens; com isto considerava-se o mais feliz de todos os homens; sem isto para nada lhe servia a amizade dos senhores e dos poderosos. Preferia ser o último com este amor, isto é, ser do número dos réprobos, do que encontrar-se no meio dos homens famosos pela consideração e pela honra, mas privado do amor de Cristo.
Para ele, o maior e único tormento era separar-se deste amor; esta era a sua geena, o seu único castigo, este o infinito e intolerável suplício.Gozar do amor de Cristo era para ele a vida, o mundo, o anjo, o presente, o futuro, o reino, a promessa, enfim, todos os bens; e fora disto, em nada punha tristeza ou alegria. De tudo o que se pode ter neste mundo, nada lhe era agradável ou desagradável.
Desprezava todas as coisas que admiramos, como se despreza a erva apodrecida. Para ele, tanto os tiranos como as multidões enfurecidas eram como mosquitos.
Considerava como jogos de crianças os mil suplícios, os tormentos e a própria morte, contanto que pudesse sofrer alguma coisa por Cristo.
Das Homilias de S. João Crisóstomo, Bispo

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O filho pródigo II...

Na parábola do Filho Pródigo o Senhor uma vez mais mostra a Sua misericórdia. Tendo dois filhos, o mais novo pediu ao pai a parte da herança que lhe pertencia, o pai deu-lha. Ele partiu e gastou todos os bens, quando ficou sem nada caiu em si e sabendo que os empregados do seu pai eram bem tratados, caiu em si e decidiu retomar à casa do pai e pedir-lhe desculpa por tudo o que fez.
Ainda vinha longe e o pai ao vê-lo foi a correr ao seu encontro, não lhe pediu contas, apenas se alegrou, e ordenou que se fizesse festa.
O outro filho ao presenciar a cena, sentiu-se triste e excluído, até revoltado, mas o pai veio até junto dele e convidou-o a juntar-se à festa.
Na figura de Pai rico em misericórdia está Jesus que sempre vem ao encontro dos que andam perdidos, mas que como o filho mais novo caem em si e voltam, arrependidos, para a casa do pai. Tal como o pai da parábola do filho pródigo, Deus alegra-se e deseja fazer festa com quem regressa. Não pede justificações, no fundo Ele acredita que mais cedo ou mais tarde retornaria a casa. Diariamente podemos fazer esta experiência de filhos pródigos, quando afastamos Deus da nossa vida, quando acreditamos que tudo podemos fazer sem a ajuda de Deus, quando nos tornamos deuses.
Se por vezes somos o retrato do filho pródigo, outras somos o retrato do filho mais velho, aquele que não consegue compreender os motivos pelos quais o pai aceita e festeja o regresso de quem anda perdido. Não aceitamos quando nos fechamos dentro de nós, cumprimos os preceitos, mas não percebemos que Deus também concede aos outros o dom da vida e da felicidade.
Deus quer escrever connosco todos os dias uma história de salvação e de perdão, tem a esperança de que um dia regressemos a Casa de coração arrependido. E quando Ele nos vislumbrar no horizonte, sairá correndo ao nosso encontro.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Acção de Graças...

Acção de Graças

Eu Vos adoro, meu Deus

E Vos amo de todo o meu coração.

Dou-Vos graças por me terdes criado,

Feito cristão e conservado neste dia.

Perdoai-me as faltas que hoje cometi

E se algum bem fiz, aceitai-o.

Guardai-me durante o repouso

E livrai-me dos perigos.

A Vossa graça esteja sempre comigo

E com todos os que me são queridos. Ámen.

 

sábado, 17 de janeiro de 2009

“Eu, acólito de Cristo, por vontade de Deus”...

Estamos no Ano Paulino. A Igreja celebra os 2000 anos do nascimento do Apóstolo São Paulo, Apóstolo dos gentios.
São Paulo que inicialmente era contra os primeiros cristãos, tendo-se inclusivé tornado impopular e muito temível, um dia, quando ia a caminho de Damasco, o Senhor falou-lhe:« Saulo, Saulo, porque Me persegues»?
Aqui começa a sua conversão (da qual falarei mais à frente, a 25 de Janeiro), tornando-se o Apóstolo, porque foi o maior pregador depois de Jesus Cristo. Torna-se um homem novo ao ponto de afirmar; «Já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim.» (Gl 2,20).

Ajuda-me Senhor a levar a Tua Palavra a todos os que não acreditam em Ti, a todos os que Te esqueceram, aos que Te abandonaram. Porque só todos juntos podemos entrar na Tua morada, Tu que não olhas para a cor de cada um, mas apenas para o seu coração.

Que a cada dia eu possa exclamar: “Eu, acólito de Cristo, por vontade de Deus”, vou ao encontro dos meus irmãos...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Oração...


Deus eterno e omnipotente, recorremos a Vós ao começar a jornada, ao meio-dia e ao entardecer, para Vos pedir que, afastando de nós as trevas do pecado, nos façais alcançar a luz verdadeira, Jesus Cristo, Nosso Senhor, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Baptismo do Senhor...

No baptismo de Jesus nas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projecto do Pai, Ele fez-se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado e empenhou-Se em promover-nos, para que pudéssemos chegar à vida em plenitude.
Celebrar a festa do baptismo do Senhor, é celebrar a nossa própria festa do baptismo e recordar que também nós somos filhos de Deus por adpção divina, e por isso mesmo somos também um povo de Profetsa, Sacerdotes e Reis.
Obrigada Senhor por te tornares nosso Irmão e pela graça de sermos chamados filhos de Deus.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A família e o seu papel...

«A importância e a centralidade da família, em vista da pessoa e da sociedade, é repetidamente sublinhada na Sagrada Escritura: «Não é conveniente que o homem esteja só» (Gn 2, 18). Desde os textos que narram a criação do homem (cf. Gn 1, 26-28; 2, 7-24), sobressai que – no desígnio de Deus – o casal constitui «a primeira forma de comunhão entre pessoas»458. Eva é criada semelhante a Adão, como aquela que, na sua alteridade, o completa (cf. Gn 2, 18) para formar com ele «uma só carne» (cf. Gn 2, 24)459. Ao mesmo tempo, ambos estão empenhados na tarefa da procriação, que faz deles colaboradores do Criador: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra» (Gn 1, 28). A família delineia-se, no desígnio do Criador, como «lugar primário da “humanização” da pessoa e da sociedade» e «berço da vida e do amor»460

458 CONCÍLIO VATICANO II, const. past. Gaudium et Spes, n.º 12, AAS 58, 1966, p. 1034.
459 Cf. Catecismo da Igreja Católica, n.º 1605.
460 Cf. JOÃO PAULO II, exort. apost. Christifideles Laici, n.º 40, AAS 81, 1989, p. 469.

 

In Compêndio da Doutrina Social da Igreja, § 209

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Dia Mundial da Paz...

Celebrou-se no passado dia 1 de Janeiro mais um dia Mundial da Paz. Desde há muitos anos que a Igreja dedica o primeiro dia do novo Ano à reflexão e oração pela Paz. Neste contexto o Papa Bento XVI propôs uma mensagem que se intitulava COMBATER A POBREZA, CONSTRUIR A PAZ. É uma bela mensagem da qual destaco este excerto: «Na Encíclica Centesimus annus, João Paulo II advertia para a necessidade de « abandonar a mentalidade que considera os pobres – pessoas e povos – como um fardo e como importunos maçadores, que pretendem consumir tudo o que os outros produziram ». « Os pobres – escrevia ele – pedem o direito de participar no usufruto dos bens materiais e de fazer render a sua capacidade de trabalho, criando assim um mundo mais justo e mais próspero para todos ».(15) No mundo global de hoje, resulta de forma cada vez mais evidente que só é possível construir a paz, se se assegurar a todos a possibilidade de um razoável crescimento: de facto, as consequências das distorções de sistemas injustos, mais cedo ou mais tarde, fazem-se sentir sobre todos. Deste modo, só a insensatez pode induzir a construir um palácio dourado, tendo porém ao seu redor o deserto e o degrado. Por si só, a globalização não consegue construir a paz; antes, em muitos casos, cria divisões e conflitos. A mesma põe a descoberto sobretudo uma urgência: a de ser orientada para um objectivo de profunda solidariedade que aponte para o bem de cada um e de todos. Neste sentido, a globalização há-de ser vista como uma ocasião propícia para realizar algo de importante na luta contra a pobreza e colocar à disposição da justiça e da paz recursos até agora impensáveis.» (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 2009, §14)

A Paz depende de todos e de cada um de nós.

A exemplo de São Francisco de Assis, sejamos construtores da Paz...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Epifania...

A glória do Senhor manifestou-se e manifestar-se-á sempre no meio de nós, até à sua vinda no fim dos tempos.

Nos ritmos e nas vicissitudes do tempo recordamos e vivemos os mistérios da Salvação.

O centro de todo o ano litúrgico é o Tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, que culminará no Domingo da Páscoa, este ano a 14 de Abril. Em cada domingo, Páscoa semanal, a santa Igreja torna presente este grande acontecimento, no qual Jesus Cristo venceu o pecado e a morte.

Da Páscoa derivam todos os dias santos: as Cinzas, início da Quaresma, a 18 de Fevereiro; a Ascensão do Senhor, a 24 de Maio; o Pentecostes, a 31 de Maio; o Corpo e Sangue do Senhor, a 11 de Junho; o primeiro Domingo de Advento, a 29 de Novembro.

Também nas festas da Santa Mãe de Deus, dos Apóstolos, dos Santos e na Comemoração dos Fiéis Defuntos, a Igreja peregrina sobre a terra proclama a Páscoa do Senhor.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano Novo...

‘O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’

(Num 6, 23-26)

 

Oremos:

Senhor nosso Deus,
que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima,
destes aos homens a salvação eterna,
fazei-nos sentir a intercessão daquela
que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso Filho.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Feliz 2009!!!