Tempos livres

terça-feira, 26 de maio de 2009

Lembrai-vos...


Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria,

que nunca se ouviu dizer que algum

daqueles que tenha recorrido à Vossa protecção,

implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro,

fosse por Vós desamparado.

Animado eu, pois, de igual confiança,

a Vós, Virgem entre todas singular,

como a Mãe recorro, de Vós me valho,

e, gemendo sob o peso dos meus pecados,

me prostro aos Vossos pés.

Não desprezeis as minhas súplicas,

ó Mãe do Filho de Deus humanado,

mas dignai- Vos de as ouvir propícia

e de me alcançar o que Vos rogo.


Ámen.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ascenção...

Deus omnipotente,
fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças,
porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança:
tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça,
para aí nos chama como membros do seu Corpo.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Amen

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O nome de Jesus, luz dos pregadores...

O nome de Jesus é a luz dos pregadores, porque ilumina com o seu esplendor os que anunciam e os que ouvem a sua palavra. Qual é a razão por que se difundiu a luz da fé por todo o mundo tão rápida e ardentemente, senão porque foi pregado este nome? Não foi também pela luz e suavidade do nome de Jesus que Deus nos chamou à sua luz admirável? Com razão diz o Apóstolo aos que foram iluminados e nesta luz vêem a luz: Outrora fostes trevas, mas agora sois luz no Senhor: vivei como filhos da luz.
É necessário, por conseguinte, anunciar este nome, para que a sua luz não fique oculta mas resplandeça. Mas não deve ser pregado com o coração impuro ou com a boca profanada; tem de ser guardado e distribuído por meio de uma taça preciosa.
Por isso, diz o Senhor, referindo-se ao Apóstolo: Este homem é para mim a taça escolhida para levar o meu nome perante os gentios, os reis e os filhos de Israel. Uma taça escolhida, diz o Senhor, onde se expõe uma inestimável bebida de agradável sabor, para que o brilho e esplendor das taças preciosas convide a beber: para levar – acrescenta – o meu nome.
Com efeito, assim como para limpar os campos se queimam com o fogo as silvas e os espinheiros secos e inúteis, e assim como aos primeiros raios do sol nascente, à medida que se vão dissipando as trevas, se escondem os ladrões, os meliantes nocturnos e os salteadores, assim também quando a boca de Paulo pregava aos povos – semelhante ao ribombar de forte trovão ou ao irromper de um incêndio avassalador ou ao esplendoroso nascer do sol – extinguia-se a infidelidade, desaparecia a falsidade e resplandecia a verdade, à semelhança da cera que se derrete ao calor de um fogo ardente.
Ele levava a toda a parte o nome de Jesus com suas palavras, com suas cartas, com seus milagres e com seu exemplo. Bendizia sempre o nome de Jesus e cantava-lhe hinos de acção de graças.
O Apóstolo apresentava este nome como uma luz perante os reis, os gentios e os filhos de Israel e iluminava as nações e proclamava por toda a parte: A noite vai adiantada e aproxima-se o dia. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos com as armas da luz. Andemos dignamente como convém em pleno dia. E mostrava a todos a lâmpada que arde e ilumina sobre o candelabro, anunciando em todo o lugar a Jesus crucificado.
Por isso, a Igreja, esposa de Cristo, sempre fortalecida pelo seu testemunho, rejubila com o Profeta, dizendo: Desde a juventude, ó Deus, Vós me ensinastes, e até hoje e sempre anuncio as vossas maravilhas. A isto exorta também o Profeta, dizendo: Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome, anunciai dia após dia a sua salvação, isto é, Jesus, o Salvador.
(Dos sermões de S. Bernardino de Sena)

domingo, 17 de maio de 2009

História do Cristo Rei...


Espoletar de um desejo
Foi ao contemplar a imponente imagem de Cristo Redentor do Corcovado, no Rio de Janeiro, em 1934, que nasceu em D. Manuel G. Cerejeira, então Cardeal Patriarca de Lisboa, o desejo de construir semelhante obra frente a Lisboa. Em 1936, a ideia é acolhida entusiasticamente pelo “Apostolado de Oração” e proclamada oficialmente, no ano seguinte, na Pastoral Colectiva da Quaresma, altura em que o Cardeal recebe a necessária aprovação e apoio de todo o Episcopado Português.


Monumento de gratidão nacional
A 20 de Abril de 1940, em plena II Guerra Mundial, os Bispos, reunidos em Fátima, fizeram um voto que conferiu um novo sentido ao Monumento: “Se Portugal fosse poupado da Guerra, erguer-se-ia sobre Lisboa um Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, sinal visível de como Deus, através do Amor, deseja conquistar para Si toda a humanidade”. Portugal não entrou na Guerra, o que deu um novo vigor à Campanha Nacional de angariação de fundos para a construção do Monumento.

A Construção
A construção do Monumento a Cristo Rei, da autoria do Mestre Francisco Franco, inicia-se a 18 de Dezembro de 1949, data em que é lançada a 1ª Pedra, terminando cerca de uma década depois. A imagem de Nossa Senhora da Paz, que se encontra na Capela do Monumento, é do Mestre Leopoldo de Almeida e o projecto do Arquitecto António Lino e do Engenheiro D. Francisco de Mello e Castro.
No 25º Aniversário do Santuário de Cristo Rei, em 1984, é aprovado o Plano Geral de Ordenamento para os terrenos do Santuário, a cargo dos Arquitectos Luiz Cunha e Domingos Ávila Gomes. É nesta altura que nasce o Edifício de Acolhimento do Santuário.


A Inauguração
O Monumento a Cristo Rei inaugurou-se a 17 de Maio de 1959, Dia de Pentecostes, perante a imagem de Nª Srª de Fátima, com a participação de todo o Episcopado Português, os Cardeais do Rio de Janeiro e de Lourenço Marques (Maputo), autoridades civis e 300 mil pessoas. Sua Santidade o Papa João XXIII fez-se presente por Rádio-Mensagem. Nas palavras do Cardeal Cerejeira: "Este será sempre um sinal de Gratidão Nacional pelo dom da Paz".

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nossa Senhora de Fátima...

Senhora de Fátima, neste dia que a Igreja te dedica olha para o nosso mundo, ferido das guerras e injustiças, mutilado pela fome e indiferença. Ilumina as nossas vidas com a Luz que te reveste e conduz-nos ao Teu Filho Jesus.

Amen.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Santo Agostinho...


Santo Agostinho, ao considerar a inefável proximidade de Deus, exclamava:
“Tarde te amei, Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Tu estavas dentro de mim e eu te procurava fora de mim [...]. Tu estavas comigo, mas eu não estava contigo. Mantinham-me atado, longe de ti, essas coisas que, se não fossem sustentadas por ti, deixariam de ser. Chamaste-me, gritaste-me, rompeste a minha surdez. Brilhaste e resplandeceste diante de mim, e expulsaste dos meus olhos a cegueira”.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O fim da II Grande Guerra...


Foi há 64 anos que terminou em Berlim a II Grande Guerra Mundial.

Foram 1620 dias que durou um conflito que tinha com objectivo a "obtenção" de uma raça pura, tendo Hitler posto em marcha um plano para exterminar os judeus. Ao todo morreram mais de 70 milhões de pessoas.

A Guerra nunca será um meio para atinguir fins razoáveis, pelo contrário gera conflitos, desconfianças, fome e a morte de inúmeros inocentes que nada têm a ver com a vontade de domínio.
Senhor, livra-nos dos horrores da Guerra. Consola todos os que estão envolvidos em conflitos, e dá a Tua Paz a todos os povos.
A minha oração, hoje, é pelas vítimas da(s) guerra(s), pelos inocentes que se vêm envolvidos e por todos os que perdem os seus bens e ente queridos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Torre Eiffel

Foi a 6 de Maio de 1889 que a Torre Eiffel foi oficialmente aberta ao público. Faz hoje 120 anos.



Inaugurada em 31 de Março de 1889, a Torre Eiffel foi construída para honrar o centenário da Revolução Francesa. Era para ser uma estrutura temporária, mas foi se tomou a decisão de não desmontá-la. O Governo da França planeou uma Exposição mundial e anunciou uma competição de design arquitetónico para um monumento que seria construído no Champ-de Mars, no centro de Paris. Mais de cem designs foram submetidos ao concurso. O comitê do Centenário escolheu o projeto do engenheiro Gustave Eiffel (1832-1923), de quem herdaria o nome, da torre com uma estrutura metálica que se tornaria, então, a estrutura mais alta do mundo construída pelo homem. Com seus 317 metros de altura, possuía 7300 toneladas quando foi construída, sendo que atualmente deva passar das 10000, já que são abrigados restaurantes, museus, lojas, entre muitas outras estruturas que não possuía na época de sua construção.

Torre Eiffel no ano de 1900.
Eiffel, um notável construtor de pontes, era mestre nas construções metálicas e havia desenhado a armação da Estátua da Liberdade, erguida pouco antes no porto de Nova Iorque. Quando o contrato de vinte anos do terreno da Exposição mundial (de 1889) expirou, em 1909, a Torre Eiffel quase que foi demolida, mas o seu valor como uma antena de transmissão de rádio a salvou. Os últimos vinte metros desta magnífica torre correspondem a antena de rádio que foi adicionada posteriormente.
A torre é visitada anualmente por 6,9 milhões de pessoas.

terça-feira, 5 de maio de 2009

S. Nuno de Santa Maria...



"Sabei que o Senhor me fez maravilhas. Ele me ouve, quando eu o chamo" (Sl 4, 4).


Estas palavras do Salmo Responsorial exprimem o segredo da vida do bem-aventurado Nuno de Santa Maria, herói e santo de Portugal. Os setenta anos da sua vida situam-se na segunda metade do século XIV e primeira do século XV, que viram aquela nação consolidar a sua independência de Castela e estender-se depois pelos Oceanos – não sem um desígnio particular de Deus – abrindo novas rotas que haviam de propiciar a chegada do Evangelho de Cristo até aos confins da terra. São Nuno sente-se instrumento deste desígnio superior e alistado na militia Christi, ou seja, no serviço de testemunho que cada cristão é chamado a dar no mundo. Características dele são uma intensa vida de oração e absoluta confiança no auxílio divino. Embora fosse um óptimo militar e um grande chefe, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à acção suprema que vem de Deus. São Nuno esforçava-se por não pôr obstáculos à acção de Deus na sua vida, imitando Nossa Senhora, de Quem era devotíssimo e a Quem atribuía publicamente as suas vitórias. No ocaso da sua vida, retirou-se para o Convento do Carmo por ele mandado construir. Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélico, é possível actuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus.

Excerto da Homilia de Bento XVI, 26.04.2009. Na Beatificação de S. Nuno de Santa Maria

domingo, 3 de maio de 2009