Tempos livres

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

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Em Vós vivemos, nos movemos e existimos e sentimos em cada dia os efeitos da Vossa Bondade (Cf. Act.)e sabemos que está  preparada uma coroa de glória para todos os que combateram o bom combate e guardaram a fé como nos diz S. Paulo na 2ª Carta a Timóteo.

Ao perceber que estava a chegar a sua hora e em jeito de balanço Paulo reafirma aos irmão que é importante permanecerem firmes na fé e darem testemunho de Cristo, porque será grande no Reino dos céus a recompensa.

Muitas vezes, somos confrontados com a necessidade de testemunhar aquele Amor totalmente despojado, livre e universal que brota da cruz e nos impele a olhar pelos mais fracos e oprimidos vendo neles a humanidade sofredora que grita urgentemente por  libertação. Libertação  das cadeias da morte, do egoísmo, da indiferença e da fome; mas se por um lado a humanidade pede libertação, por outro as sociedades tendem a agravar os fossos que separam os homens, as desigualdades cada vez são maiores. Aumenta a cada dia a pobreza envergonhada, em que as pessoas se vêm sem possibilidades para se alimentarem e para alimentarem as suas famílias. A cada um de nós é-nos pedido que racionalizemos as nossas possibilidades e que não se desperdice nada, pois o mundo estará em risco de colapso se não formos responsáveis na sua defesa.

 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fiéis Defuntos...

Os Santos, tendo atingido pela multiforme graça de Deus a perfeição e alcançado a salvação
eterna, cantam hoje a Deus no Céu, o louvor perfeito e intercedem por nós.
A Igreja proclama o mistério pascal, realizado na paixão e glorificação deles com Cristo, propõe
aos fiéis os seus exemplos, que conduzem os homens ao Pai por Cristo; e implora, pelos seus
méritos, as bênçãos de Deus.
Segundo a sua tradição, a Igreja venera os Santos e as suas relíquias autênticas, bem como as
suas imagens. É que as festas dos Santos proclamam as grandes obras de Cristo nos Seus servos e
oferecem aos fiéis os bons exemplos a imitar» (Lúmen Gentium, n.º 104 e 111).
Depois de ter cantado a glória e a felicidade dos Santos que «gozam em Deus a serenidade da
vida imortal», a Liturgia, desde o início do século XI, consagra o dia 2 de Novembro à memória dos
fiéis defuntos.
É uma continuação lógica da festa de Todos os Santos. Se nos limitássemos a lembrar os nossos
irmãos Santos, a Comunhão de todos os crentes em Cristo não seria perfeita. Quer os fiéis que
vivem na glória, quer os que vivem na purificação, preparando-se para a visão de Deus, são todos
membros de Cristo pelo Baptismo. Continuam todos unidos a nós. A Igreja peregrina não podia, por
isso, ao celebrar a Igreja da glória, esquecer a Igreja que se purifica no Purgatório.
É certo que a Igreja, todos os dias, na Missa, ao tornar sacramentalmente presente o Mistério
Pascal, lembra «aqueles que nos precederam com o sinal da fé e dormem agora o sono da paz»
(Prece Eucarística 1). Mas, neste dia, essa recordação é mais profunda e viva.
O Dia de Fiéis Defuntos não é dia de luto e tristeza. É dia de mais íntima comunhão com
aqueles que «não perdemos, porque simplesmente os mandámos à frente» (S. Cipriano). É dia de
esperança, porque sabemos que os nossos irmãos ressurgirão em Cristo para uma vida nova. É,
sobretudo, dia de oração por aqueles que já partiram, mas que ainda não podem contemplar Deus
face a face.
No Sacrifício da Missa, com efeito, o Sangue de Cristo lavará as culpas e alcançará a misericórdia
de Deus para os nossos irmãos que adormeceram na paz com Ele, de modo que, acabada a
Sua purificação, sejam admitidos no Seu Reino.
Podemos ajudar os fiéis defuntos pela esmola, pela oração e, de forma eminente, no sacrifício
da Santa Missa, mas podemos ajudá-los a eles e a nós também pela conversão pessoal ao apelo do
Senhor. Ao responder ao «Vem e segue-Me» de Jesus estamos também a pedir o descanso para
aqueles que o desejam e se encontram no fogo purificador que prepara o encontro final com o Mestre
que se revela aos pequeninos.

Senhor, glória dos fiéis e vida dos justos, que nos salvastes pela morte e ressurreição do vosso
Filho, acolhei com bondade os vossos fiéis defuntos, de modo que, tendo eles acreditado no mistério
da ressurreição, mereçam alcançar as alegrias da bem-aventurança eterna Por Nosso Senhor
Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Novidades...

Hoje decidi mudar o visual do blog, tornando-o mais próximo da época em que estamos (Outono). Por vezes é necessário mudar, embora não seja grande adepto de mudanças.
O tempo vai correndo veloz e nem sempre tenho tempo para fazer aquilo que mais gosto, ouvir música, ler e escrever e isso nota-se na ausência que têm sido os post's.
Muitas vezes não nos apercebemos de como o tempo passa e esquecemos aquilo que mais importante é na nossa vida, os amigos e a família.

Se por um lado não podemos escolher a família que temos por outro os amigos são a família que escolhemos e por isso devemos sempre que possível ter uma palavra ou um gesto de gratidão. Esquecemo-nos muitas vezes que eles estão junto de nós quando mais precisamos e que não nos cobram nada em troca, apenas querem a nossa felicidade e amizade.

Que a cada dia saibamos agradecer a presença dos amigos na nossa vida!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

S. Francisco de Assis

Hoje, a igreja celebra S. Francisco de Assis. O Santo querido por todos e que a todos tratava por irmão ou irmã. Alguns impressionados com a sua vida, simplicidade e generosidade dizem que «Caso desaparecessem os Evangelhos, nós poderíamos reconstituí-los a partir da biografia de São Francisco de Assis» (Cardeal Vicente Scherer), outros que  «São Francisco de Assis é um homem tão simples e autêntico, e tão essencial que sua compreensão está ao alcance de todo mundo» (J. Lorz). João Paulo II perturba-nos ao afirmar: "O mundo tem saudades de ti como ícone de Jesus crucificado".
São Francisco de Assis, que a História alcunhou simplesmente como «Il Poverello», ensina-nos os caminhos da autêntica pobreza e fraternidade, da verdadeira paz e bem. Ensina-nos esse segredo de em tudo e em todos reconhecer um irmão e uma irmã. Sustém-nos nos percursos de um amor a Deus que começa por nós e em nós, que é construído com os nossos braços e com o suor dos nossos rostos.

Fonte: Rádio Renascença

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Pelo sonho é que vamos...

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

─ Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama
Pelo sonho é que vamos
Lisboa, Ed. Ática, 1992

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

I believe I can fly...


I believe I can fly

I believe I can touch the sky

I think about it every night and day

Spread my wings and fly away

I believe I can soar

I see me running through that open door

I believe I can fly

I believe I can fly

I believe I can fly

terça-feira, 21 de setembro de 2010

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A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la.
(Bob Marley)

Cupcakes...



Hoje venho dar-vos a conhecer um novo sorteio do blog "So Artes Criativas". A Soraia vai realizer um novo sorteio chamado Cupcakes. Se quiserem participar basta seguirem o blog e lá encontram todas as informações.
Boa sorte...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

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" A felicidade é o único bem e o caminho para se ser feliz é fazer os outros felizes."

Robert Ingersoll
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

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Quando as mais profundas correntes da nossa vida já não têm repercussão à superfície das ondas, então a nossa vitalidade acabará eventualmente por se esgotar e nós acabaremos por fraquejar e por nos aborrecermos, mesmo quando estamos ocupados.

Autor desconhecido

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Como é difícil...

Como é difícil seguir-Te Senhor, como é difícil cumprir os teus mandamentos, como é difícil manter o espírito aberto e o coração tranquilo sem escutar a Tua voz e o Teu chamamento.
Pode parecer uma tarefa fácil, mas sem Ti nada somos, nada podemos...
Senhor, hoje  vem ao meu encontro, vem ao encontro do meu coração, transforma-o, torna-o dócil, enche-o de alegria  e amor. Ajuda-me a combater o tédio e a solidão que hoje me assolam.
Dá-me o consolo que procuro, a palavra amiga ou o gesto que não encontro...
Senhor, que no Getsémani viveste a experiência da solidão, dá-me o ânimo e a coragem que não tenho e que me privam de contemplar a Tua beleza e da criação.
Acolhe Senhor, a oração deste Teu filho e faz nele a Tua Morada.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A vida é um «choque com a eternidade, violento, surpreendente e inesperado»...

Faleceu ontem D. Tomaz da Silva Nunes, Bispo Auxiliar de Lisboa e Vigário-Geral. A notícia da sua morte apanhou-nos de surpresa. Quem teve o privilégio de conhecer e trabalhar com ele sente a perda deste homem, sempre sorridente e com uma palavra amiga.

As cerimónias fúnebres realizam-se esta 5ª-feira na Igreja de Fátima, Lisboa, e deixo aqui a notícia publicada pela Agência Ecclesia.

"Cerca de mil pessoas participaram esta manhã na missa de exéquias de D. Tomaz da Silva Nunes, que se realizou na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa.

Entre os participantes na eucaristia, presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, estiveram cerca de 15 bispos, mais de 200 padres e 15 diáconos, além de membros de congregações religiosas e leigos.

Na homilia, o Cardeal Patriarca lembrou o momento em que, há 12 anos, impôs as mãos sobre D. Tomaz Nunes para o ordenar bispo.

Nesse dia, disse D. José Policarpo, “estivemos nesta igreja, com tantos ou mais bispos do que hoje, com o clero de Lisboa cheio de alegria”.

Logo a seguir, “o senhor D. Tomaz foi daqui para o hospital, para fazer uma intervenção cirúrgica que o médico não queria atrasar nem 24 horas. E o Senhor deu-lhe ainda estes anos de saúde e de jovialidade ao serviço da Igreja”.

O Cardeal Patriarca evocou o momento em que se deparou com a morte do bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã.

“Ontem, quando entrei no quarto do senhor D. Tomaz e vi o seu corpo sem vida, não senti que a vida é um choque com o futuro, mas senti muito profundamente que é um choque com a eternidade, violento, surpreendente e inesperado”, disse o prelado.

“Jesus – prosseguiu – tinha-nos avisado. Mas nós esquecemos com tanta facilidade esse aviso tantas vezes repetido: ‘Virei quando menos se espera’.”

Para D. José Policarpo, “a morte é, sob o ponto de vista humano, a mais radical experiência de solidão, mesmo que os outros estejam à nossa volta, e só Deus a pode vencer".

“O senhor D. Tomaz morreu sozinho e nós estávamos lá, perto dele. Mas ele não pôde sentir o calor da nossa amizade naquele momento difícil”, lembrou o Cardeal Patriarca.

Referindo-se à experiência da morte e à sua relação com a vida, D. José Policarpo sublinhou que o “choque com a eternidade será libertador se o experimentarmos permanentemente com Jesus ressuscitado”.

“Jesus Cristo, na sua Páscoa, surge como essa experiência fundamental de humanidade que encerra a sua única verdadeira esperança, que é mitigar esse choque com a eternidade e fazer dele um encontro jubiloso”, referiu.

“A experiência ao longo dos séculos deixa-nos clareiras de esperança para acreditarmos que esse é um momento de grande júbilo", afirmou o prelado, que no entanto advertiu: “Ai daqueles que nesse momento derradeiro negam o encontro com Deus.”

Sobre a urna fechada de D. Tomaz Silva Nunes foi deposta a sua mitra e um evangeliário (livro com textos bíblicos do Evangelho proclamados nas missas), aberto ao centro.

D. Tomaz da Silva Nunes faleceu esta Quarta feira devido a um enfarte agudo do miocárdio, segundo apurou a Agência ECCLESIA junto do Patriarcado de Lisboa.

Após a celebração das exéquias, a urna saiu da igreja em silêncio, mas uma salva de palmas irrompeu quando o corpo de D. Tomaz da Silva Nunes foi depositado no carro funerário.

O cortejo exequial seguiu para o cemitério do Alto de São João, em Lisboa, escoltado pela Polícia de Segurança Pública.

Os ritos que antecederam o sepultamento no jazigo do Patriarcado, presididos por D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa, contaram com a presença de uma centena de pessoas."

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Madre Teresa de Calcutá...

Assinala-se hoje o centenário do nascimento de Madre Teresa de Calcutá. Foi a 26 de Agosto de 1910 que o mundo conhecia a defensora dos pobres mais pobres.
Fundou as missionárias da caridade que se encontram espalhadas por todo o mundo e que se dedicam ao serviço dos mais pobres e carenciados.
Foi galardoada em 1979 com o Prémio Nobel da Paz. Encontrou-se algumas vezes com o Papa João Paulo II. Morreu em Setembro de 1997 e foi beatificada em 2003 pelo Papa João Paulo II.

"Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão." - Madre Teresa de Calcutá

domingo, 15 de agosto de 2010

Assunção de Maria...



À vossa direita, Senhor, a Rainha do Céu, ornada do ouro mais fino (Salmo 44 (45).

«Ouve, minha filha, vê e presta atenção,
esquece o teu povo e a casa de teu pai.

Da tua beleza se enamora o Rei;
Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.»

Celebra-se a 15 de Agosto a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora.
Esta Solenidade tem a sua génese nos primórdios do cristianimo e durante muito anos, Nossa Senhora com o título da Assunção foi a Padroeira de Portugal. Por esse motivo um pouco por todo o país existem festas, romarias e feiras que marcam "presença" ano a pós ano enraizadas que estão nesta data.
Embora tenha muitos títulos, nossa Senhora é sempre a Mãe de Jesus e dos homens, de todos nós que a Ela recorremos nas aflições do dia-a-dia, nas tribulações da nossa vida, seja invocando a Senhora da Boa Viagem, da Conceição, da Esperança, do Socorro, do Carmo, da Consolação, de Fátima, de Lourdes, ..., é através dEla que nos dirijimos ao seu amado Filho, que lhe preparou uma casa desde toda a eternidade. A Mãe de Deus teve o privilégio de ser assunta ao céu em corpo e alma, realizando-se em Maria a sua "ressurreição". Após a morte, foi elevada ao céu.
«Da tua beleza se enamora o Rei», uma beleza exterior e interior porque no Seu coração só havia espaço para os desígnios de Deus, ser a Mãe do salvador e ser a «
serva do Senhor». Na humildade da sua vida, da sua oração Deus realizou maravilhas e apresenta-nos um modelo a seguir, modelo de serviço e missão. No seu sim está o sim de toda a Igreja.
Contemplar a Assunção de Maria é vislumbrar a graça de um dia também nós podermos interceder junto do Pai por toda a humanidade.
Interceda por nós a Rainha dos céus!

Tempos livres... #3

Olá a todos,
Hoje venho trazer-vos o andamento do trabalho de ponto cruz,a Sé de Lisboa!
Continuação de bom Domingo...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Vista para o Tejo...


Aqui ao pé do meu trabalho, tenho esta maravilhosa vista sobre o Tejo, e o Cristo Rei ao fundo! O dia hoje está mais anemo e corre uma brisa, tudo condições favoraveis para meditar.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Edith Stein...

Santa Teresa Benedita da Cruz conseguiu compreender que o amor de Cristo e a liberdade do homem se entretecem, porque o amor e a verdade têm uma relação intrínseca. A busca da verdade e a sua tradução no amor não lhe pareciam ser contrastantes entre si; pelo contrário, compreendeu que estas se interpelam reciprocamente. No nosso tempo, a verdade é com frequência interpretada como a opinião da maioria. Além disso, é difundida a convicção de que se deve usar a verdade também contra o amor, ou vice-versa. Todavia, a verdade e o amor têm necessidade uma do outro. A Irmã Teresa Benedita é testemunha disto. «Mártir por amor», ela deu a vida pelos seus amigos e no amor não se fez superar por ninguém. Ao mesmo tempo, procurou com todo o seu ser a verdade, da qual escrevia: «Nenhuma obra espiritual vem ao mundo sem grandes sofrimentos. Ela desafia sempre o homem inteiro». A Irmã Teresa Benedita da Cruz diz a todos nós: Não aceiteis como verdade nada que seja isento de amor. E não aceiteis como amor nada que seja isento de verdade!
[João Paulo II, PP - 11/10/1998]

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Quem é Jesus...

Quem é Jesus?

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, disse Jesus! Que palavras mais estranhas, que significado? Qual o seu interesse, como pode Ele ser Caminho, Verdade e Vida? Todo o homem procura um sentido para a sua vida, uma meta que facilitará a sua caminhada em frente. Desde o começo, os que se proclamam e dizem cristãos orientam a sua caminhada por Jesus de Nazaré. Na Igreja, tentamos por em jogo a experiência de Jesus de Nazaré! Queremos seguir os seus passos, percorrer os seus caminhos, seguir os Seus mandamentos, no entanto somos continuamente tentados a desistir, por vezes desviamo-nos dos seus caminhos, o bater do nosso coração torna-se incerto e apressado, especialmente quando nos vemos perante as faltas cometidas, mas não devemos temer, nem ter medo porque Ele é um Deus Misericordioso e Compassivo. Todos os dias, a cada momento Ele continua a chamar-nos, mas por vezes não O ouvimos, ou fazemos que não o queremos ouvir, mas Ele continua incessantemente a chamar-nos, chama-nos continuamente à razão, Ele sofre perante as nossas faltas, porque Ele quer que tds nos salvemos, mas tem de partir de nós, essa vontade de salvação. Mas estas palvras devem de estar gravadas no nosso coração; “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai, senão por Mim!” É Jesus quem se apresenta como sendo o Caminho. Ele não é simplesmente um ponto de passagem para a caravana humana, não é uma simples encruzilhada por onde as pessoas , vindas de vários horizonte, se cruzam. Ele propõem-se não só como o Caminho para a Vida, mas como a própria vida, Ele é um caminho para o futuro, para a Casa do Pai...

Quem é Jesus...

Quem é Jesus?

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, disse Jesus! Que palavras mais estranhas, que significado? Qual o seu interesse, como pode Ele ser Caminho, Verdade e Vida? Todo o homem procura um sentido para a sua vida, uma meta que facilitará a sua caminhada em frente. Desde o começo, os que se proclamam e dizem cristãos orientam a sua caminhada por Jesus de Nazaré. Na Igreja, tentamos por em jogo a experiência de Jesus de Nazaré! Queremos seguir os seus passos, percorrer os seus caminhos, seguir os Seus mandamentos, no entanto somos continuamente tentados a desistir, por vezes desviamo-nos dos seus caminhos, o bater do nosso coração torna-se incerto e apressado, especialmente quando nos vemos perante as faltas cometidas, mas não devemos temer, nem ter medo porque Ele é um Deus Misericordioso e Compassivo. Todos os dias, a cada momento Ele continua a chamar-nos, mas por vezes não O ouvimos, ou fazemos que não o queremos ouvir, mas Ele continua incessantemente a chamar-nos, chama-nos continuamente à razão, Ele sofre perante as nossas faltas, porque Ele quer que tds nos salvemos, mas tem de partir de nós, essa vontade de salvação. Mas estas palvras devem de estar gravadas no nosso coração; “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai, senão por Mim!” É Jesus quem se apresenta como sendo o Caminho. Ele não é simplesmente um ponto de passagem para a caravana humana, não é uma simples encruzilhada por onde as pessoas , vindas de vários horizonte, se cruzam. Ele propõem-se não só como o Caminho para a Vida, mas como a própria vida, Ele é um caminho para o futuro, para a Casa do Pai...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Tempos livres... #1

Bom dia!
Venho trazer-vos as novidades do trabalho de ponto cruz, a Sé de Lisboa.

Espero que as vossas férias estejam a correr bem.

Bjinhos e abraços,
BC

terça-feira, 27 de julho de 2010

Nos meus tempos livres...

Boas, hoje venho apresentar-vos o trabalho que vou ter entre mãos nos proximos tempos.
Vou trazendo as novidades e o andamento do trabalho todas as semanas.

Boa semana e boas ferias!
BC





Esquemas retirados de Albúm picassa

sábado, 24 de julho de 2010

Por terras de Viriato...

Boas,
Passei para vos desejar um bom fim de semana, eu vou andar por terras de
Viriato.

Até 2ª feira e que o vosso fim de semana seja relaxante.

Bjinhos e abraços,
BC

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A vida...

No nosso dia a dia muitas vezes nem temos tempo para pensar para
reflectir ou simplesmente saborear os momentos.
Dou por mim, muitas vezes "preso" aos afazeres que nem me lembro de
contemplar a beleza que me rodeia. Daqui vejo o Tejo ao fundo, estou em
contacto com a natureza, com os esquilos e por vezes vejo o nascer do
dia. Aquele momento único em que o sol se "levanta" para presidir ao dia!
De quantos encontros com a mãe-natureza preciso eu para poder ver que
ali, diante de mim está uma bela obra da criação. Da sorte que tenho em
poder contemplar estas maravilhas, porque tenho vista e vejo, tenho
ouvidos e ouço, tenho olfacto e cheiro. Mas não, a labuta do dia a dia,
os encontros quase imediatos, a urgência com que as coisas nos são
pedidas fazem-nos desligar destes pequenos prazeres da vida.

A vida é feita de pequenos momentos que nos fazem crescer, e nos tornam
criaturas diferentes de todas as outras.

Um bom dia nos dê Deus,
BC

terça-feira, 13 de julho de 2010

"uma árvore que cai, faz mais barulho que uma floresta que cresce"

Querido irmão e irmã jornalista: sou um simples sacerdote católico. Sinto-me orgulhoso e feliz com a minha vocação. Há vinte anos vivo em Angola como missionário. Sinto grande dor pelo profundo mal que pessoas, que deveriam ser sinais do amor de Deus, sejam um punhal na vida de inocentes. Não há palavras que justifiquem estes actos. Não há dúvida de que a Igreja só pode estar do lado dos mais frágeis, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a protecção e prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta.
Vejo em muitos meios de informação, sobretudo em vosso jornal, a ampliação do tema de forma excitante, investigando detalhadamente a vida de algum sacerdote pedófilo. Assim aparece um de uma cidade dos Estados Unidos, da década de 70, outro na Austrália dos anos 80 e assim por diante, outros casos mais recentes...

Certamente, tudo condenável! Algumas matérias jornalísticas são ponderadas e equilibradas, outras exageradas, cheias de preconceitos e até ódio.

É curiosa a pouca notícia e desinteresse por milhares de sacerdotes que consomem a sua vida no serviço de milhões de crianças, de adolescentes e dos mais desfavorecidos pelos quatro cantos do mundo!

Penso que ao vosso meio de informação não interessa que eu precisei transportar, por caminhos minados, em 2002, muitas crianças desnutridas de Cangumbe a Lwena (Angola), pois nem o governo se dispunha a isso e as ONGs não estavam autorizadas; que tive que enterrar dezenas de pequenos mortos entre os deslocados de guerra e os que retornaram; que tenhamos salvo a vida de milhares de pessoas no Mexico com apenas um único posto médico em 90.000 km2, assim como com a distribuição de alimentos e sementes; que tenhamos dado a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas para mais de 110.000 crianças...

Não é do interesse que, com outros sacerdotes, tivemos que socorrer a crise humanitária de cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois de sua rendição, porque os alimentos do Governo e da ONU não estavam chegando ao seu destino.

Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, percorra, à noite, a cidade de Luanda curando os meninos de rua, levando-os a uma casa de acolhida, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenham casas de passagem para os menores que sofrem maus tratos e até violências e que procuram um refúgio.

Tampouco que Frei Maiato com seus 80 anos, passe casa por casa confortando os doentes e desesperados.
Não é notícia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado sua terra natal e sua família para servir os seus irmãos em um leprosário, em hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiros ou órfãos de pais que morreram de Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a seropositivos... ou, sobretudo, em paróquias e missões dando motivações às pessoas para viver e amar.

Não é notícia que meu amigo, o padre Marcos Aurelio, por salvar jovens durante a guerra de Angola, os tenha transportado de Kalulo a Dondo, e ao voltar à sua missão tenha sido metralhado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, tenham morrido em um acidente na estrada quando iam prestar ajuda nas áreas rurais mais recônditas; que dezenas de missionários em Angola tenham morrido de uma simples malária por falta de atendimento médico; que outros tenham saltado pelos ares por causa de uma mina, ao visitarem o seu pessoal. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região... Nenhum passa dos 40 anos.

Não é notícia acompanhar a vida de um Sacerdote "normal" em seu dia a dia, em suas dificuldades e alegrias consumindo sem barulho a sua vida a favor da comunidade que serve. A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa-Notícia, essa notícia que sem estardalhaço começou na noite da Páscoa. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce.

Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um homem simples, que com sua humanidade busca seguir Jesus e servir os seus irmãos. Há misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura...
Insistir de forma obsessiva e perseguidora em um tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico na qual me sinto ofendido.

Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o fará nobre em sua profissão.

Em Cristo,

Pe. Martín Lasarte, SDB.