Tempos livres

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Laicidade do Estado?...


A [nossa] sociedade tem vindo a defender a laicidade do Estado, tornando-o independente das igrejas ou confissões religiosas, e o poder Central tudo tem feito para atingir esse fim. Mas na minha opinião têm-no feito mal, muito mal. A Europa e o mundo tende a esquecer as suas raízes e tradições de herança cristã.

A visão laical do Estado impõe a retirada de todos os crucifixos das escolas, hospitais, de todos os sítios que sejam da Administração Pública. Li à dias, que também quer “acabar” com os nomes dos santos nas localidades, em vez de se chamar Vila Real de Santo António, vai chamar-se sabe-se lá o quê. Pretendendo também alterar a toponímia das ruas que tenham nomes de santos… e isto por quê? Porque defendem os “autores” que o estado deve ser laico.

É uma má opção. Não sou contra a laicidade do Estado, mas este não deve opor-se às tradições existentes, não vamos mudar o nome das coisas só porque uns quantos não gostam.

Em vez disso devia apelar ao bom entendimento entre os diversos credos, entre os homens.

Europa, Europa, onde está a tua tradição cristã? Esqueceste-te das tuas raízes? Esqueceste os teus antepassados? Quantos deixaram as suas terras, casas e/ou famílias e foram rumo ao desconhecido testemunhar a Boa Nova?

Quantos mártires preferirem o sacrifício à simples negação de Cristo? Terá sido em vão? Não, a Europa está adormecida, inebriada com tantas descobertas científicas que se esquece que Deus é o autor de todas as coisas. É Ele o Senhor da Vida.

Enganem-se os que pensam que a ciência se separou da religião. Não. Muitos cientistas através das suas descobertas descobrem Deus e tentam aprofundar a Sua descoberta, porque quando nos deixamos tocar pelo Seu amor, nada pode ficar como dantes. A vida ganha outro sabor.

Podemos abandonar Deus, mas Ele nunca nos abandonará…

Lisboa, cidade das 7 colinas, lembra-te que o Cristo Rei te abraça, Ele estende sobre ti os seus braços, a ti que és a Capital, do país, que se gloria dos seus feitos e dos seus santos. Não esqueças a tua raiz cristã.

Rainha dos Céus, Vós sois, há muito tempo [para os Lisboetas], a Senhora de Belém, a Senhora da Saúde, a Senhora da Rocha, a Senhora da Penha de França, a Senhora do Amparo, a Senhora de Fátima, títulos que mostram bem a confiança que a cidade de Lisboa deposita em Vós e se reúnem todos na designação de Santa Maria Maior, título da nossa Catedral, a Igreja Mãe desta diocese de Lisboa (cf. Consagração da Cidade de Lisboa, 12-11-05), guiai-nos e ajudai-nos nas tribulações do dia-a-dia, para que permanecendo fiéis aos ensinamentos de Cristo Rei do Universo possamos um dia louvar-Vos na Jerusalém Celeste.

Um abraço, BA

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