Tempos livres

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A morte...

A morte é algo que todos desejamos evitar e ver bem longe de nós, é um paradigma, porque se por um lado dizemos que caminhamos para Deus, por outro lado levamos toda uma vida a adiar esse encontro com Cristo. Não deixa de ser menos verdade que o homem tem medo e receio de tudo aquilo que desconhece, também é verdade que ninguém voltou cá para contar como foi.
Mas para os que crêm e apesar da imensa dor que a separação nos possa trazer, concordo com MRB, deveriamo-nos sentir mais protegidos porque esses que nos precederam, intercedem por nós junto de Jesus, e eles mais que ninguém (excepto Maria Santíssima), porque foram das nossas relações de amizade ou familiares percebem as nossas necessidades.
A morte de um pai, avó, primo ou amigo, deita por terra todas as nossas forças, contudo também nos recordam que a nossa vida é uma simples passagem, onde aprendemos a amar. Recorda-te ó homem que és pó e ao pó has-de voltar, diz-nos na Bíblia. Esta recordação deve-nos voltar para Deus para tudo o que é intemporal, a Caridade.
Quando partimos tudo acaba, acabam as dores, o tempo, a esperança, a fé, apenas fica a caridade como nos diz São Paulo.
E a melhor forma de estar em comunhão com os que já partiram é através da oração. Rezar por eles porque também eles rezam por nós. A forma como vivi a separação de ente queridos foi dificil, mas senti sempre a sua presença nos momentos mais difíceis, e agradeci-lhes por me terem ajudado quando mais precisei, quando não sabia o caminho, quando tinha dúvidas.
Desafio-vos a rezar um Pai Nosso por todos os que já partiram, especialmente aqueles e aquelas que não têm quem reze por eles, e um dia encontramo-nos-emos todos na Jerusalem Celeste para louvar eternamente o Cordeiro.

Um abraço,


[P.S.: Este texto foi publicado como comentário no blog CristalizArte]

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