Tempos livres

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Como são belos os pés que anunciam a Paz...


Comemora-se hoje a festa de Santo André, Apóstolo, natural de Betsaida, foi primeiramente discípulo de João Baptista e depois seguiu a Cristo, a quem apresentou também seu irmão Pedro. Anunciou o Evangelho na Ásia Menor e foi crucuficado na Grécia, numa cruz em forma de 'X'.

Anunciar a Palavra de Deus nem sempre foi fácil, ainda hoje também não o é, e testemunho disso são os inúmeráveis mártires, que deram testemunho com a sua própria vida! Mas para quê? Pensamos nós. O mundo não mudou... É verdade que o mundo não mudou mas eles encontraram o caminho no Senhor, não eram eles que viviam, era Cristo que vivia neles... Eles eram instrumentos nas mãos do Senhor...

Conta-se que uma vez um pastor foi guardar o rebanho para uma serra. Quando chegou com a suas ovelhas encontrou abrigo ao pé duma caneira. Olhou para as canas à sua volta e começou a imaginar... Pegou da navalha que trazia no bolso e cortou uma cana. A coitada da cana estremeceu. Desejou nunca ter nascido, para ser tão violentamente arrancada à vida. Malvado pastor, pensou. O pastor começou a descascá-la e cortou-lhe mais um pedaço. Com a sua navalha foi fazendo cortes e a cana cada vez mais desgostosa amaldiçoava a sua sorte. O pastor colocou a cana ao sol... Ela suava por todos os lados. Mais tarde arranjou um prego e começou a espetar na cana. Repetiu por várias vezes... Pegou na navalha e fez um golpe...
Pegou na cana e colocou-a entre os lábios. A cana pensava que era o seu fim.... Entretanto sentiu uma brisa a percorrer-lhe as entranhas, não queria acreditar. Pelos buracos feitos pelo prego saía agora uma bela melodia!

O pastor tinha feito daquela cana uma flauta, e agora ambos se podiam deliciar... A cana estava feliz porque era útil e o homem porque tinha uma flauta que o ajudava a passar o tempo e ao mesmo tempo compunha belas melodias...

Também nós muitas das vezes somos canas, amaldiçoamos a nossa 'sorte' mas depois do sofrimento, vem a consolação e certamente que nos sentiremos felizes por termos sido úteis!

Desejo-vos um bom fim de semana, até breve.

Um abraço,

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Confia no Senhor...

Quando vos invoco, sempre me atendeis, Senhor...


Ao longo dos séculos muitos invocaram o Senhor e Ele os atendeu. É surpreendente o testemunho que nos dá o profeta Daniel. Todos os dias ele orava três vezes, desobedecendo ao decreto real que proibia qualquer oração a deus ou homem... Ele não se importou com isso... Pelo contrário, sabia que os homens nada podiam contra a vontade de Deus.

Depois de ter sido condenado e ser lançado aos leões nada lhe aconteceu porque o Senhor enviou o seu Anjo para fechar a boca dos leões e eles não lhe fizeram mal...
É o próprio rei Dário, que mandarara lançar Daniel aos leões, quem dá testemunho do poder do Senhor, afirmando: «Ele salva e liberta, faz sinais e prodígios nos céus e na terra. Ele salvou Daniel da garra dos leões.» (Dan 6, 28)

Quando necessitamos não nos devemos fechar em nós próprios, devemos procurar auxílio no Senhor, Ele é o médico que cura, a Sua mão e o Seu santo braço, nos dão a vitória... Ele conhece tudo, sabe o que nós necessitamos mesmo antes de pedirmos, mas Ele gosta e quer que Lhe peçamos... Nada nos negará, se essa for a Sua vontade. Quem é o pai que dá um garfo a um filho quando sabe de ante-mão que ele o usará para se magoar? Penso que nehum...

Um abraço;

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A humildade...

Não és bom porque te louvam, nem desprezível porque te censuram; és o que és, e o que poderão dizer de ti, não te fará melhor do que vales aos olhos de Deus. (Autor desconhecido)


A verdade é que a sociedade tende a dar demasiada importância a pequenos pormenores e numa cultura de massas, todos tendem a seguir uma linha... Tão depressa se gosta duma coisa ou é moda determinado artigo, como dum dia para o outro o que "move" multidões é algo completamente diferente e por vezes contraditório...


Um abraço,

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Os amigos...


Hoje queria homenagiar os meus amigos... Os de longa data, mas também os mais recentes...

É importante o papel dos amigos... É que ser amigo nem sempre é fácil, porque exige de nós uma entrega, um dar-se permanentemente sem reservas e sem medo, estar presente nos bons e maus momentos, enfim, tantas coisas difíceis de enumerar.

Mas ser amigo é algo fantástico e fascinante, muitos deles, os bons, são uma caixinha de surpresa constante, porque conseguem sempre surpreender-nos mesmo quando tudo nos parece óbvio, são como o condimento da comida, dão outro sabor à nossa vida e à nossa existência. Bem, mas também há aqueles amigos, para os quais tudo parece igual a ontem, não muda nada, tão ali quando precisamos, mas muitas das vezes nem damos pela sua presença, passam despercebidos...

Apesar de tudo os amigos são fundamentais para o nosso crescimento como pessoas porque nos ajudam a perceber que o mundo não gira só à nossa volta, e que não estamos sozinhos na imensidão do universo...
Para todos os meus amigos, desejo-lhes tudo de bom e espero que consiga corresponder à nossa Amizade!!!

Um abraço;

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O tempo...

"Debaixo do céu há momentos para tudo, e tempo certo para cada coisa: Tempo para nascer e tempo para morrer. Tempo para plantar e tempo para arrancar as plantas. Tempo para destruir e tempo para construir. Tempo para chorar e tempo para rir. Tempo para atirar pedras e tempo para apanhar pedras. Tempo para abraçar e tempo para se separar. Tempo para ganhar e tempo para perder. Tempo para guardar e tempo para deitar fora. Tempo para rasgar e tempo para coser. Tempo para calar e tempo para falar. Tempo para amar e tempo para odiar. Tempo para a guerra e tempo para a paz.
Que tira o homem de toda a sua fadiga?" (Ecl. 3 1-9)

Apesar da passagem dizer que há tempo para tudo, muitas das vezes não é essa a nossa convicção. Andamos demasiados ocupados e parece que o tempo não chega para nada; são os empregos, o trânsito, a confecção de refeições, sei lá, tanta coisa para fazer, quase parece que não sobra quase tempo para nós próprios, quanto mais tempo para os outros... Que fazemos? Para onde vamos? O que aprendemos? Por vezes esquecemo-nos de partilhar as nossas pequenas descobertas do dia a dia com os outros, porque - dizemos nós - não temos tempo... Mas pior que não ter tempo é o mau uso que damos ao tempo que temos... Por vezes preferimos o nosso próprio conforto a algo que nos leve a dar um pouco de nós mesmos.

Hoje quis aproveitar o dia para fazer várias coisas, desde as que tinha obrigatóriamente de fazer, às que nem sequer estavam planeadas... Fui dar sangue... Dar sangue é dar vida! Muitas das vezes esquecemo-nos que pequenos gestos (que custam pouco) podem ajudar quem mais precisa. É claro que poderia ter ido ao cinema, ler um livro, fazer compras de Natal, ou passear pelo centro comercial, mas optei por ir dar sangue, foi uma escolha que fiz e não me arrependo porque dei por bem empregue o meu tempo.

O dia continua a ter 24 horas, mas o que fazemos nessas 24 horas pode fazer toda a diferença... Por vezes precisamos de sair da nossa carapaça e verificar que lá fora também à vida, e que o mundo não gira só à nossa volta...

Talvez valha a pena pensar nisso!

Até breve. Um abraço;

domingo, 25 de novembro de 2007

Faz frio...


Hoje faz frio...
Talvez ainda não estamos habituados às baixas temperaturas próprias desta altura do ano porque o calor este ano prolongou-se por Outubro e Novembro... Fui tomar café e tive oportunidade de ficar a admirar a paisagem... À minha frente, via-se a ondulação do mar e estendia-se o imenso oceano, até perder de vista e lá longe o céu e o mar uniam-se, deixavam de ser dois "elementos" diferentes e tornavam-se num só.

Ao olhar para o horizonte dei por mim a pensar nos sem-abrigo, homens e mulheres que não têm um lugar quente e acolhedor onde repousar; como devem ser difíceis para eles estes dias frios!!! Lembrei-me ainda duma reportagem que vi à dias, sobre o ciclone no Bangladesh, onde as vítimas que sobreviveram à catástrofe se deparavam com um cenário desolador, a que se juntava a falta de alimentos e alguns ainda viriam a perecer devido às doenças...

Como me devia sentir feliz, porque tenho uma casa acolhedora, comida na mesa e amigos, mas sinto alguma tristeza porque à minha volta há quem passe necessidade...

A minha prece hoje dirige-se para estes homens e mulheres que são privados destas "regalias" e que mesmo assim encontram ânimo e coragem para enfrentar o dia a dia!


Um abraço amigo,

sábado, 24 de novembro de 2007

A Natureza...



Na beleza da flor contempla a beleza do Criador!

Como é bela a Natureza que nos rodeia, mas andamos demasiado preocupados com os afazeres do dia-a-dia que nem temos tempo para nos maravilharmos com a beleza da Criação.

O frio, o vento, o sol, a chuva, tudo faz falta e apesar de muitas das vezes não gostarmos da chuva, porque temos de andar com chapéu de chuva, ou do frio, que nos obriga a usar roupas mais quentes, eles são essenciais para a renovação da vida na natureza. Se não fizesse frio como poderia haver neve para esquiar, e se não chovesse? Como regariamos as plantas? A natureza tornaria-se num deserto árido onde poucas formas de vida sobreviveriam e deixariamos de ter lugares exóticos...

Se calhar, muitas das vezes lamentamo-nos porque nunca estamos satisfeitos com o que nos rodeia, mas já diz o ditado; não se pode agradar a gregos e a troianos!!!

Hoje termino por aqui, votos de bom fim de semana.

Um abraço,

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O meu "próximo"...

Aqui à tempos vivi uma situação que não me deixou indiferente... Quando vim estudar para Lisboa, e na azáfama do dia a dia fui contactando com novas situações que para mim eram desconhecidas e que apenas conhecia quando a "caixinha mágica" da televisão as revelava. Pensava eu, erradamente, que a pobreza era coisa dos países de África e do terceiro mundo, e que no nosso país isso eram situações pouco normais...

Um dia fui acordado dessa minha realidade "virtual". Fiquei em choque! Estava eu a sair da estação do Metro no Cais do Sodré, quando uma senhora de idade, me aborda e pede gentilmente uma "moedinha" para comer... Não liguei, estava atrasado e o electrico não espera por ninguém. A situação repetiu-se por mais umas quantas vezes e não lhe dei a devida importância. A verdade é que nunca mais encontrei a dita senhora... Que lhe terá acontecido, pensei eu?

À poucos meses a minha pergunta teve resposta.

No mesmo sitio das outras vezes, lá estava a dita senhora, agora bem mais velha, o tempo passou (5 anos) mas nada se alterou. A senhora continuava a pedir, mas agora o seu apelo era mais forte, chorava porque todos os que passavam por ela se sentiam indiferentes com o que viam. Também eu! Mas um dia foi diferente. Nesse dia, fazia frio, o tempo estava escuro, um autêntico dia de inverno, eu estava com pressa (como sempre) pus a mão na mochila para tirar o passe, quando me recordo que nesse dia tinha colocado alguns mantimentos para o lanche na mochila (fruta, leite com chocolate e umas bolachas). Pensei, vou partilhar este meu "lanche" com a pobre senhora, assim fiz. A senhora não queria aceitar, mas eu insisti. Após alguma insistência da minha parte, aceitou, resignada...

Eu prossegui o meu caminho...

Durante esse dia, e ao contrário dos dias anteriores, não tive fome... Antes pelo contrário, sentia-me cheio interiormente, porque nesse dia fui mais além, vi no outro o meu "próximo"!!

Dias depois encontrei novamente a senhora, e via sentada num banco a partilhar a sua comida com outro necessitado. Certamente que partilhavam mais que alimentos, partilhavam a necessidade de mendigar!


Por hoje fico por aqui! Que esta minha experiência nos leve a descobrir quem é o nosso próximo...

Um abraço amigo;

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Era uma vez...


Era uma vez... Assim começavam as histórias de encantar que todos ouvimos contar na nossa infância (para alguns já lá vão alguns anos). É assim que inicio este blog, não sei se vou ter muito tempo para escrever ou para partilhar emoções com os meus amigos, os de sempre e os que venha a fazer no futuro.

Escrever nem sempre é facil, muito menos para pessoas que nem sempre conhecemos. Mas espero que os vossos comentários me ajudem a tornar este blog, num sítio agradavel onde possamos trocar ideias e lições de vida.

A si, caro amigo, que dedicou algum do seu precioso tempo a ler estas linhas, obrigado, espero que volte em breve.

Um abraço amigo!