Tempos livres

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O amor...

Muito se tem falado sobre o amor, até porque este é um tema presente em diversas culturas.
O amor ocupa o centro da busca humana e só quando o encontra o ser humano se sente realizado. É cantado na poesia, analisado na literatura, celebrado na dedicação generosa ao próximo, é festa e drama, luz e interrogação, paixão e ternura serena, desejo e posse; busca de intimidade e comunhão, mas permite também a contemplação do outro colocando nele todas as nossas esperanças.
O ser humano tem um papel fundamental nesta questão do amor, sendo no seu todo amado (em corpo e espírito) pelo coração de quem ama. Mas não basta só amar, é necessário também sentir-se amado e desejado proporcionando assim sentimentos de amantes e amados permitindo a construção da intimidade, da comunhão e da partilha.
Pode-se amar muitas coisas, os pais, os irmãos, os amigos, a natureza, o outro (o-nosso-mais-que-tudo) e fazemo-lo de forma diferente, mas com a mesma convicção e entrega, pois só assim nos sentiremos realizados em plenitude. O amor não se esgota ao amar os outros, pelo contrário, quanto mais se dá, mais se tem para dar, contraria qualquer princípio matemático. :=)
Talvez a atracão seja uma primeira forma de amor, pois todas as experiências de amor inter-pessoal começam no sentir-se atraído pelo outro e aos poucos vamo-nos sentindo especiais, pois há algo que nos atraí, desde a beleza, à inteligência passando pela bondade e simplicidade ou porque simplesmente partilha dos mesmos gostos e desejos.
Começar a amar é antes de mais e acima de tudo deixar-se guiar por esta atracão em busca de uma relação que nos identifique.

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