Tempos livres

sábado, 12 de dezembro de 2009

"Discutir a relação"...

As discussões muitas vezes são necessárias pois elas podem-nos ajudar a limar as pequenas arestas da relação e permitem-nos averiguar até que ponto aquela relação tem futuro.
Muitas vezes parte-se do pressuposto que o outro sub entende a nossa vontade e a “nossa” ideia de relação.
Por vezes parte-se de uma “curte” e não se quer mais do que isso, um passar um bom bocado e pronto, contudo o outro vê nesta curte um futuro e vai criar ilusões porque não houve a coragem de dizer que isto é apenas e só uma curte. É verdade que algumas relações começaram por ser uma curte, mas evoluíram porque ambos “discutiram” e viram um futuro para o seu relacionamento.
É importante não ferir o outro (m, f) porque também ele tem sentimentos e as feridas levam muito tempo a sarar ou a curar e nunca mais seremos os mesmos, pois “perdemos” um pouco de nós na relação.
Costumo dizer que no princípio somos 100% de nós mesmos, mas com o avançar do relacionamento vamos sendo 95% nós, 5% do outro, 90% – 10%, 80% -20%, …, daí que quando tudo acaba fica-nos a faltar uma parte.
Homens, tenham atenção aos sentimentos das ladys, e esclareçam os vossos sentimentos.
Ladys, lá porque o “miudo” é giro, não façam colecção, respeitem-no e sejam sinceras!

Permitam-me este exemplo que vou deixar;
Há tempos enquanto ouvia as noticias pela televisão vejo uma casa totalmente em ruínas, apenas se viam os destroços de uma desgraça à muito anunciada. Mas aos primeiros sinais de aviso, não lhe foi dada a devida importância e com o tempo o inevitável aconteceu.
Neste monte de ruínas perdeu a vida uma criança e duas pessoas ficaram feridas.
Quantas vezes nos relacionamentos do dia-a-dia são visíveis os sinais de ruptura, aos quais não ligamos, ou por desleixo ou comodismo, e depois a tragédia bate-nos à porta.
E como no exemplo citado quantas vezes não ficamos sentimentalmente feridos ou “mortos” para uma vida de felicidade.


N.B.: Este post foi um comentário ao post Discutir a relação publicado no Blog, Laetitia Sweeney Rose

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