Tempos livres

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O tempo...

"Debaixo do céu há momentos para tudo, e tempo certo para cada coisa: Tempo para nascer e tempo para morrer. Tempo para plantar e tempo para arrancar as plantas. Tempo para destruir e tempo para construir. Tempo para chorar e tempo para rir. Tempo para atirar pedras e tempo para apanhar pedras. Tempo para abraçar e tempo para se separar. Tempo para ganhar e tempo para perder. Tempo para guardar e tempo para deitar fora. Tempo para rasgar e tempo para coser. Tempo para calar e tempo para falar. Tempo para amar e tempo para odiar. Tempo para a guerra e tempo para a paz.
Que tira o homem de toda a sua fadiga?" (Ecl. 3 1-9)

Apesar da passagem dizer que há tempo para tudo, muitas das vezes não é essa a nossa convicção. Andamos demasiados ocupados e parece que o tempo não chega para nada; são os empregos, o trânsito, a confecção de refeições, sei lá, tanta coisa para fazer, quase parece que não sobra quase tempo para nós próprios, quanto mais tempo para os outros... Que fazemos? Para onde vamos? O que aprendemos? Por vezes esquecemo-nos de partilhar as nossas pequenas descobertas do dia a dia com os outros, porque - dizemos nós - não temos tempo... Mas pior que não ter tempo é o mau uso que damos ao tempo que temos... Por vezes preferimos o nosso próprio conforto a algo que nos leve a dar um pouco de nós mesmos.

Hoje quis aproveitar o dia para fazer várias coisas, desde as que tinha obrigatóriamente de fazer, às que nem sequer estavam planeadas... Fui dar sangue... Dar sangue é dar vida! Muitas das vezes esquecemo-nos que pequenos gestos (que custam pouco) podem ajudar quem mais precisa. É claro que poderia ter ido ao cinema, ler um livro, fazer compras de Natal, ou passear pelo centro comercial, mas optei por ir dar sangue, foi uma escolha que fiz e não me arrependo porque dei por bem empregue o meu tempo.

O dia continua a ter 24 horas, mas o que fazemos nessas 24 horas pode fazer toda a diferença... Por vezes precisamos de sair da nossa carapaça e verificar que lá fora também à vida, e que o mundo não gira só à nossa volta...

Talvez valha a pena pensar nisso!

Até breve. Um abraço;

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