
Um destes dias enquanto estava a descansar um pouco depois do almoço, de barriga cheia, veio-me à memória a imagem de uma criança magríssima, sem nada para saciar a sua imensa fome. A imagem reproduzida em cima em nada se assemelha à que se perdia na minha lembrança, mas por ser chocante escolhi esta.
Todos nós temos direito a alimento e água para saciar as necessidades mais básicas de funcionamento do nosso organismo, mas quantas pessoas (crianças inclusive) morrem diariamente vítimas da fome! Vítimas anónimas de guerras e guerrilhas, esquecidas por todas, vozes muitas vezes silenciadas por quem tudo tem e em tudo manda.
Esta imagem fez-me pensar na comida que tantos lares desperdiçam, fruto da abundância, sem se importarem em estragar porque não lhes faz falta. É certo, que estes “mendigos” muitas vezes não estão à nossa porta e alimentá-los pode parecer uma tarefa impossível porque aquilo que sobra das nossas mesas não chegaria a tempo e em condições saudáveis a essas pessoas, contudo poderíamos ser mais conscientes quando fazemos a comida e quando deitamos as sobras para o lixo.
Quantas bocas se saciariam apenas com alguns bagos de arroz que deitamos fora. Como minimizaríamos o sofrimento desses seres humanos que sofrem e morrem em silêncio.
A minha prece, hoje, é para essas vítimas silenciosas que sucumbem à desnutrição e à falta de zelo de tantos que poderiam minimizar estas desigualdades.
Um abraço,
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